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Se você guarda ressentimento, sem dúvida cultiva cogumelos venenosos na área reservada para a ensementação da jovialidade, de que se deve enriquecer, a fim de adquirir paz.

As ocorrências desagradáveis devem ser superadas com legítimo esquecimento do mal que produziram.

O aprumo da honra pode ser examinado pelo fio de prumo da consciência correta.

Ninguém, na Terra, consegue eximir-se às lides e batalhas do passado pessoal, ressumando sempre através dos choques vibratórios com aqueles que são simpáticos ou antipáticos, amigos ou desafetos.

Em decorrência, as paixões opinativas sempre ateiam incêndios de cólera de umas pessoas contra outras ou lenificam os espíritos de uns ao lado dos outros.

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ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral. HOJE, guardâmo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. HOJE, têmo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.

ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

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O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.

Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem  servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.

Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.

A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

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Muita gente perdoa, no entanto, não compreende, e muita gente compreende, todavia, não perdoa.

Muitos companheiros se alheiam às ofensas recebidas, procurando esquecê-las, mas querem distância daqueles que as formulam, sem lhes entender as dificuldades, e outros muitos compreendem aqueles que os molestam, entretanto, não lhes desculpam os gestos menos felizes.

Perdoar e compreender, porém, são complementos do amor e impositivos do aceitar os nossos companheiros da humanidade, tais quais são.

Reflitamos nisso, reconhecendo que o entendimento e a tolerância que os outros solicitam de nós são a tolerância e o entendimento de que nós necessitamos deles.

É possível que nos haja ferido e igualmente possível tenhamos ferido a outrem. Alguém terá errado contra nós e teremos decerto errado contra alguém.

Pondera isso e compadece-te de todos os ofensores.

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Força do bem

 Os equívocos são bastante comuns nos caminhos humanos.

 Mesmo pessoas bem intencionadas por vezes se equivocam.

 No ardor de discussões, muitas palavras são ditas sem a necessária reflexão.

 O que parece correto em um contexto, mais tarde se afigura terrivelmente errado.

 A maturidade fornece novos contornos ao que antes parecia simples.

 O problema reside no que fazer após surgir a consciência do equívoco.

 Depois que o mal foi feito, a palavra estranha foi dita, o amigo foi ferido.

 Nessa situação, o orgulho é mau conselheiro.

 Ele faz com que o homem, embora ciente de seu erro, não se disponha a assumí-lo.

 Então, ele vive uma situação doentia e artificial.

 Em seu íntimo, sabe-se em falta.

 Contudo, procura afetar uma tranquilidade externa de todo falsa.

 Ou até admite que errou, mas nada procura fazer a respeito.

 Por vezes, adota algumas fórmulas para tentar se redimir, mas sem enfrentar realmente o problema.

 Confessa-se pecador, penitencia-se, priva-se de alguns pequenos prazeres, pune-se das mais diversas formas.

 Entretanto, a Espiritualidade Superior ensina que apenas por meio do bem se repara o mal.

 Também alerta que essa reparação, para ser efetiva, precisa atingir o orgulho do homem e os seus interesses.

 Tal significa que de pouco adianta orar pedindo perdão pelo erro cometido contra o semelhante, mas não o admitir para o próprio ofendido.

 Jesus bem o disse:

 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele.

 Também recomendou que, antes de fazer uma oferta no altar, o homem deve se acertar primeiro com o seu irmão.

 Quem erra o faz em relação à ordem cósmica, instituída por Deus para a harmônica evolução dos seres.

 Contudo, o ofendido, em certa medida, representa a Lei Divina em face do ofensor.

 Se é possível o acerto direto, ele deve ser efetuado.

 Caso contrário, não faltaria quem decidisse comprar o Reino dos Céus com cestas básicas.

 Prejudicaria os desafetos e buscaria se redimir mediante pequenos serviços para desconhecidos.

 Só o bem apaga o mal.

 Ou seja, é preciso haver progresso no íntimo da criatura, a revelar-se mediante uma conduta renovada.

 Não é necessário sofrer longamente, desenvolver neuroses e enfermidades as mais variadas.

 Mas é preciso enfrentar as consequências do que se fez.

 Domar o próprio orgulho, admitir a falta e reparar o equívoco diretamente com o ofendido.

 Caso esse fique irredutível e não queira a reconciliação, nem por isso a reabilitação se inviabiliza.

 Nesse caso, ela se processa mediante gestos de genuíno amor em relação a terceiros.

 O importante é que o mal se apague pela pujança do bem.

 Não só pela reparação exterior, mas pelo progresso revelado na disposição firme de não mais errar.

 Pense nisso.

 Redação do Momento Espírita, com base no item 1000 de O livro  dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

 


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