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Informativo Centelhas de Esperança

Informativo O Informativo "Centelhas de Esperança" é um Projeto sonhado a anos, que finalmente pôde ser realizado, graças à união de um grupo de amigos que voluntariamente se dedicaram à fundação do Instituto Beneficente Chico Xavier.

Sendo parte integrante do Instituto Beneficente Chico Xavier, o informativo será divulgado através do site da Instituição e também pela mídia impressa.

Estaremos divulgando com maior abrangência o trabalho assistencial realizado pelas Instituições Beneficentes, espíritas ou não.

Apresentaremos a história e trabalho realizado por Editoras e Distribuidores de Livros Espíritas, bem como Clube de Livros Espíritas de todo Brasil, que revertem parte ou totalidade de sua renda em prol de Instituições Beneficentes, muitas delas tornando-se sua principal mantenedora.

O Informativo  trará matérias sobre confrades espíritas que desenvolvem trabalhos de divulgação da Doutrina Espírita, como editores e oradores, mostrando a importância e responsabilidade que devemos ter com a divulgação da Doutrina Espírita.

Sejam todos bem-vindos ao Informativo "Centelhas de Esperança".

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No item I – Espiritismo e Espiritualismo, da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, constante de O Livro dos Espíritos Kardec esclarece:

"Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo tem uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas de anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue daí que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e Espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo tem a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.
Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual representa uma das fases. Essa a razão porque traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista."

Espiritualismo
Doutrina filosófica que admite a existência de Deus e da alma. Contrapõe-se ao Materialismo, que só admite a matéria.

Segundo o Materialismo no ser humano só haveria o corpo físico. Até as funções superiores como a memória, o raciocínio, as emoções, os sentimentos poderiam ser reduzidos a simples reações físico-químicas do sistema nervoso, do sangue, das glândulas internas. O Universo seria formado por acaso e seria explicado dentro das leis das ciências exatas (Matemática, Física, Química, Astronomia etc.). Esta é a tese do Materialismo Filosófico, que não deve ser confundido com o Materialismo Pragmático e Hedonista adotado por aquele que, embora se diga até mesmo religioso, só quer mesmo é gozar os prazeres da vida terrena, nem que seja em cima da miséria alheia.

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Claudia Gelernter

"É de notar-se que, em todas as épocas da história, as grandes crises sociais foram seguidas de uma era de progresso". (Allan Kardec, 1868).

Antes de iniciarmos uma abordagem sobre a complexa e instigante questão da família, cabe-nos dizer que ela, mais que qualquer outra instituição, participa da ambiguidade inerente à condição humana, que nos faz simultaneamente bons e maus, dentro do atual estagio evolutivo no qual transitamos.

O psicologo Ken Wilber, famoso pensador e criador da Psicologia Integral, em seu livro Éden, Queda ou Ascenção, esforça-se por esboçar a curva da história humana, para embasar sua teoria de que viemos das feras, mas tendemos aos deuses. Wilber afirma que o futuro do gênero humano é a consciência de Deus. Porém, devido ao fato de estarmos acima dos animais e ainda a caminho do divino, somos ‘figuras trágicas’, pois estamos equilibrados entre dois extremos, sujeitos aos mais variados conflitos, justamente por não sermos mais os ‘completos ignorantes’, e, por outro lado, por não conseguirmos atingir, no momento, a tão almejada sabedoria, que nos colocaria em situação de paz, mesmo em meio às tormentas. (WILBER, 2010).

Vivemos a dificuldade do mal que habita em nós enquanto a consciencia se amplia, dia-a-dia, para o bem que precisamos aprender a realizar.

Com isso, obviamente [e tragicamente] corremos sérios riscos de errarmos o ponto da receita, experimentando situações e vivências que nos levam a uma possivel piora social [e familiar] antes de atingirmos um estado de equilíbrio, efetivamente.

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Divaldo fala nesta entrevista sobre seu amigo e companheiro Nilson de Souza Pereira, que desencarnou no ano passado, aos 89 anos de idade.

Nilson de Souza Pereira (foto) nasceu em Salvador (BA) em 26 de outubro de 1924 e desencarnou às 4h40min de 21 de novembro de 2013, na mesma cidade, aos 89 anos. Tio Nilson, como era carinhosamente chamado, fundou, juntamente com o médium Divaldo Pereira Franco, no dia 7 de setembro de 1947, o “Centro Espírita Caminho da Redenção”, e, em 15 de agosto de 1952, o braço social da instituição, a “Mansão do Caminho”. Foi telegrafista do Ministério da Marinha, trabalhou na Empresa de Correios e Telégrafos e foi bancário. Organizou vários livros da lavra mediúnica de Divaldo Franco: “Terapia espírita para os desencarnados”, “A serviço do Espiritismo – Divaldo na Europa”, “... E o amor continua”, “Exaltação à vida”, “Vidas em triunfo” e “Viagens e entrevistas”. Mas também escrevia para a revista “Presença Espírita”, editada há 38 anos pelo “Caminho da Redenção”.


Em 30 de dezembro de 2005 foi agraciado (tal como Divaldo Franco) com o título de Embaixador da Paz no Mundo, concedido pela “Ambassade Universelle pour la Paix”, em Genève (Suíça), capital da Organização Mundial da Paz, ligada à ONU. Tornou-se, assim, o 206º Embaixador da Paz no Mundo.

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Três dias de emoção, aprendizado e troca de experiências. Este foi o resultado do 4º Congresso Espírita Brasileiro, realizado de forma inédita simultaneamente nas quatro cidades-sede (Campo Grande, João Pessoa, Manaus e Vitória).

“Este formato mantém a unidade, mas multiplicado em quatro espaços dimensionais. Isso é um marco histórico para o Movimento Espírita de nosso país”, evidenciou o presidente da FEB, Antonio Cesar Perri que encerrou participação do congresso, em João Pessoa, emocionado, evidenciando a “alegria de verificamos que o Brasil espírita se encontra unido em quatro estados simbolizados pelos congressos que estão sendo realizados nas quatro regiões. Em toda parte vibra o entusiasmo, expectativa favorável, ideia de confraternização e realmente é magnífico quando entendemos quão bom é viver em união.”

Haroldo Dutra Dias, Divaldo Franco, Severino Celestino, Ivana Raisky, Marcel Mariano, Marta Antunes, Geraldo Campetti, Célia Maria Rey de Carvalho, Miriam Dusi foram alguns dos expositores que ecoaram as palavras da Doutrina aos mais de 6 mil congressistas presentes, em torno das comemorações dos 150 anos de O evangelho segundo o Espiritismo. Dias de convivência e de trocas de saber em torno da obra consoladora da codificação espírita. Um até breve e até o 5º Congresso Espírita Brasileiro.

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O livro  “To Train Up a Child” (Treinando uma Criança), de autoria do pastor Michael Pearl e sua esposa Debbie , é uma espécie “manual de punição” que defende “sovas” para correção dos filhos malcomportados.  Os conteúdos versam sobre “surras” com a utilização de cintos, varas e outros apetrechos correlatos, descrevendo em detalhes os castigos considerados ideais em cada caso.(1) O casal Pearl e Debbie propõe o método da “coça” a fim de  condicionar a mente da criança antes que surja uma crise; é uma preparação para obediência futura, instantânea e sem questionamentos". (2) Todavia, em face da morte de três crianças, filhas de pais supostamente influenciados pelo livro, tem havido fortes reações de represália  contra os autores através de  campanhas populares,  visando  banir tal livro das livrarias americanas.

Recentemente uma brasileira foi condenada a nove meses de prisão, na Espanha, por expulsar de casa, por um dia, o seu filho de 15 anos. A sentença recebeu destaque nos principais jornais e TVs espanholas. Nossa conterrânea alegou que agiu assim, porque pretendia dar uma lição mais "forte" no filho, que é problemático, desobediente e muito agressivo. Sua intenção era ensinar-lhe regras sociais e respeito pela mãe. Para a juíza, do Tribunal Penal de Málaga, a atitude da brasileira representa uma negligência e um delito de abandono temporário, motivo pelo qual a condenou, explicando que, embora o menor se encontre em plena adolescência, com os conflitos comuns da idade, isso não é razão para colocá-lo fora de casa, deixando-o à intempérie na rua, por uma noite, porque essa decisão cria uma situação de risco para o menor.



Toda e qualquer violência doméstica é trágica sob qualquer análise. As relações entre filhos e pais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se nessa relação uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais, que merece comentários.  Os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo, amando-os, independentemente, de como se situam na escala evolutiva.

Sabe-se que os jovens hostis e violentos são pouco amados pelos pais, sentem-se deslocados no grupo familiar ou se consideram pouco atraentes, etc. Por estas e muitas outras razões, os pais devem transmitir segurança aos filhos através do afeto e do carinho constantes. Afinal, todo ser humano necessita ser amado, gostado, mesmo tendo consciência de seus defeitos, dificuldades e de suas reais diferenças

Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam estabelecer limites. Porém essa exigência  é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer.

A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. “O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos (...)pois o menino livre é a semente do celerado.” (3)

Se não observarmos essas regras, permitimos acender para o faltoso de ontem a mesma chama dos excessos de todos os matizes, que acarretam o extermínio e o delito. “Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”.(4)

Principalmente a mãe  deve ser o padrão de todos as renúncias pela serenidade familiar. Deve compreender, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus. “ Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos.”.(5)

A mãe “não deve dar razão a qualquer queixa dos filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo. Na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas, no instituto sagrado da vida familiar.”.(6)

Os filhos difíceis são reflexos de nossas próprias ações, no passado, cuja Benevolência de Deus, hoje, outorga a possibilidade de se unir a nós pelos laços da consanguinidade, dando-nos a estupenda chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação. “Dessa forma, diante dos filhos insurgentes e indisciplináveis, impenetráveis a todos os processos educativos, “os pais depois de movimentar todos os processos de amor e de energia no trabalho de orientação deles, é justo que esperem a manifestação da Providência Divina para o esclarecimento dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa manifestação deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão e do sentimento.”.(7)

Esgotados todos os recursos a bem dos filhos e depois da prática sincera de todos os processos amorosos e enérgicos pela sua formação
espiritual, sem êxito algum, os pais “devem entregá-los a Deus, de modo que sejam naturalmente trabalhados pelos processos tristes e violentos da educação do mundo. A dor tem possibilidades desconhecidas para penetrar os espíritos, onde a linfa do amor não conseguiu brotar, não obstante o serviço inestimável do afeto paternal, humano. Eis a razão pela qual, em certas circunstâncias da vida, faz-se mister que os pais estejam revestidos de suprema resignação, reconhecendo no sofrimento que persegue os filhos a manifestação de uma bondade superior, cujo buril oculto, constituído por sofrimentos, remodela e aperfeiçoa com vistas ao futuro espiritual.”.(8)

Como se observa  o Espiritismo adentra com muita profundidade, ao encarar a educação do ponto de vista moral. Até porque o período infantil é propício para deixar o espírito mais acessível aos bons conselhos e exemplos dos pais e educadores, pois o espírito é mais flexível em face da debilidade física, daí a tarefa de reformar o caráter e corrigir suas más tendências. Quando os Espíritos Superiores falam em reformar o caráter está implícito o reforço às boas tendências conquistadas pelo espírito reencarnante em vidas passadas.

Na questão 629 de O Livro dos Espíritos, ao definirem o que é moral, os espíritos indicam duas regras básicas de procedimento para o ser humano. Primeiro fazer tudo tendo em vista o bem, segundo fazer tudo tendo em vista o bem de todos. Isso porque o bem não pode ser unilateral, ou seja, a ação não pode gerar benefícios somente para um indivíduo, e sim para todos. Só é bom aquilo que faz bem para todos. É por isso que vários discursos clamam pelas ações solidárias humanas, tão necessárias e que devem ser desenvolvidas desde a infância, para que a criança faça disso um hábito. (9)

Ainda nessa temática da educação do ponto de vista moral, Allan Kardec adverte em comentário à questão 685-A de O Livro dos Espíritos: "Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar os caracteres, aquela que cria os hábitos adquiridos.”(10)

Não propomos soluções particulares, reprimindo ou regulamentando cada atitude, nem especificamos fórmulas mágicas de bom comportamento aos filhos. Elegemos por acatar, em toda sua amplitude, os dispositivos da Lei de Deus, que asseguram a todos o direito de escolha (o livre-arbítrio) e a responsabilidade consequente dos  atos de cada um.

 


Por: Jorge Hessen

 


Fonte: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2014/02/os-pais-sao-responsaveis-pelo.html


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