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Informativo Centelhas de Esperança

Informativo O Informativo "Centelhas de Esperança" é um Projeto sonhado a anos, que finalmente pôde ser realizado, graças à união de um grupo de amigos que voluntariamente se dedicaram à fundação do Instituto Beneficente Chico Xavier.

Sendo parte integrante do Instituto Beneficente Chico Xavier, o informativo será divulgado através do site da Instituição e também pela mídia impressa.

Estaremos divulgando com maior abrangência o trabalho assistencial realizado pelas Instituições Beneficentes, espíritas ou não.

Apresentaremos a história e trabalho realizado por Editoras e Distribuidores de Livros Espíritas, bem como Clube de Livros Espíritas de todo Brasil, que revertem parte ou totalidade de sua renda em prol de Instituições Beneficentes, muitas delas tornando-se sua principal mantenedora.

O Informativo  trará matérias sobre confrades espíritas que desenvolvem trabalhos de divulgação da Doutrina Espírita, como editores e oradores, mostrando a importância e responsabilidade que devemos ter com a divulgação da Doutrina Espírita.

Sejam todos bem-vindos ao Informativo "Centelhas de Esperança".

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Dr. Andrei, o que é a saúde, a doença, cura e a autocura na abordagem médico-espírita?

A saúde é entendida como o reflexo do equilíbrio do ser em relação às leis divinas. Na visão espírita, o homem é um ser imortal, alguém que preexiste à vida física, que sobrevive ao fenômeno biológico da morte e, ao longo do processo evolutivo, através da reencarnação, vai crescendo, desenvolvendo-se em direção a Deus. A saúde do corpo físico é um reflexo do nível de equilíbrio desse espírito no processo evolutivo perante o amor, o belo e o bem. Já a doença é uma sinalização interior de reequilíbrio, convidando o ser a reconectar-se com o amor e com a fonte.

É uma mensagem gerada no mais profundo da realidade espiritual do ser e que se reflete no corpo físico como um convite à reconexão com o amor, ao desenvolvimento do autoamor e do amor ao próximo. Nessa visão, a saúde e o adoecimento são construções do próprio homem e ninguém é vítima de nada, senão de si mesmo, das suas próprias decisões, das suas próprias escolhas, daquilo que decide e determina em sua vida. Portanto, toda cura é também um fenômeno de autocura, porque, para que ela se instale em definitivo, é necessário que haja não simplesmente um alívio dos sintomas e uma resolução do processo biológico no corpo físico, mas também uma reformulação moral do pensamento, do sentimento e da ação, fazendo com que o ser esteja transformado em profundidade, em consonância com a lei divina, ou seja, mais em sintonia com a lei do amor.

O amor é, então, o caminho para a cura?

O amor é o grande medicamento, é a grande finalidade da existência. Na verdade, nós caminhamos em direção a Deus como o “filho pródigo” da parábola de Jesus, reconectando nossa relação com o Pai e retornando para a casa de Deus, que, na verdade, é dentro do nosso próprio coração, onde Deus está. Pouco a pouco, vamos fazendo isso, descobrindo as nossas virtudes, a grandeza íntima que há dentro de nós, tudo aquilo que Deus nos deu como possibilidade evolutiva e que pode nos realizar plenamente. Nesse contexto, o amor representa um movimento medicamentoso por excelência, enquanto movimento de respeito, de consideração, de valorização, de inclusão, de consideração. Ele nos trata as doenças da alma, que são orgulho, egoísmo, vaidade, prepotência, arrogância, e nos coloca em sintonia com a fonte, que é Deus, nos auxiliando a reconectar-nos com o Pai. Desenvolver o amor é o caminho mais rápido, fácil e eficaz para a cura da alma e do corpo.

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Durante os dias 7 a 9 de março, a Federação Espírita Brasileira sediou o Encontro de Capacitação de
Trabalhadores Espíritas promovido pela Coordenadoria do CEI-América do Sul, sob coordenação da equipe: Fábio Villarraga, Roberto F. Versiani e Edimilson Nogueira. Compareceram dirigentes dos países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

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Em qualquer momento da vida podemos vivenciar bons e maus momentos.

Nos momentos difíceis, silenciar e aguardar, na maioria das vezes é a melhor atitude a tomar.

Muitas situações não necessitam de palavras, apenas de silêncio, paciência, compreensão, tranquilidade e confiança no Pai da Vida.

Se nem tudo o que nos acontece podemos controlar, está dentro de nossas possibilidades vivenciar tais situações da melhor forma possível.

A paciência é um dom que apenas nos auxilia a vivenciar o que a vida nos apresenta.
Por pior que seja a situação e dor vivida, se conectar com a Divindade suprema através da oração, apenas paz e confiança nos trará.

Pois como diz a música: Somente Deus nos auxilia para andarmos em mares turbulentos.
Jesus já dizia: "Vós sois Deuses", mas infelizmente ainda não acreditamos Nele.
A Paz e a felicidade está dentro de nós e não sabemos.

No dia que descobrirmos esta força interior em nós mesmos, seremos capazes de vivenciar o melhor e o pior.
Se ainda estamos naqueles momentos em que a alma cansada, cheia de problemas não sabe qual rumo tomar, silenciemos nosso coração, buscando a confiança no Pai Maior, nos entregando com confiança em seus desígnios.

Somente assim, conquistaremos o silêncio dos sábios e a Paz que eleva o coração em sintonia com a Divindade Suprema para aguardarmos com tranquilidade as turbulentas tempestades se amainarem.
Por:Rita Ramos Cordeiro
Fonte: http://ritaramoscordeiro.blogspot.com.br

"Qualidade mediúnica é talento comum a todos. Mas, exercer a mediunidade como força ativa no ministério do bem é fruto da experiência de quantos lhe esposam a obrigação, por senda de disciplina e trabalho, consagrando-se, dia a dia, a estudar e servir com ela”. Emmanuel   A mediunidade é o meio de que dispõem os Espíritos para suas comunicações com os encarnados.   Através dela, ocorrem fatos sublimes ou negativos, seja do ponto de vista fenomênico, no que tange à evidência e comprovação da imortalidade da Alma e de sua comunicabilidade com os vivos do mundo físico, seja do ponto de vista intelectual, espiritual.   Todavia, pela mediunidade mal-iniciada, mal-conduzida, mal-orientada - mediunidade sem Jesus e sem Allan Kardec, a serviço de humanos interesses, podem surgir conseqüências imprevisíveis.   São os escolhos da mediunidade.

Seus perigos. Seus obstáculos.  

PROBLEMA MORAL - Sob o ponto de vista técnico, de sua realização como fenômeno, a mediunidade independe do fator moral. Há medianeiros evangelizados, como os há, em grande número, inteiramente infensos a qualquer programa superior, no que toca ao comportamento individual, bem como à aplicação de suas faculdades.

Contudo, sob o ponto de vista dos frutos, dos resultados, o fator moral é de profunda importância, isto porque, os bons médiuns sintonizam com Bons Espíritos, assim como servidores incorretos, irresponsáveis sintonizam com entidades do mesmo teor. Médiuns sérios atraem Espíritos sérios; médiuns levianos atraem Espíritos levianos. O ensino vem dos Espíritos Superiores. Procede de Allan Kardec e Léon Denis, ou de Emmanuel e André Luiz, pela mediunidade abençoada de Francisco Cândido Xavier, que expendem, sobre o assunto, judiciosas considerações. O medianeiro que se não ajusta aos princípios morais pode ser vitimado pela ação do mundo espiritual inferior.


ESGOTAMENTO FISICO-MENTAL - Um dos escolhos da mediunidade é a sua prática com o médium cansado, em decorrência de atividade desordenada, que sobre excede sua capacidade física. O esgotamento físico e/ou mental, antecâmara da estafa, de recuperação difícil, debilita as energias do medianeiro, podendo, dependendo de sua resistência moral, torná-lo vítima de Espíritos maldosos. Tão logo perceba pronunciados sinais de fadiga, além da normal, deve o médium confiar-se a repouso e tratamento, por tempo adequado, para que o refazimento se faça.  

EVOCAÇÕES - Allan Kardec adverte os espíritas para as evocações, porta aberta para que entidades desocupadas, zombeteiras e mistificadoras veiculem noticias espetaculosas, inverídicas, mirabolantes, que agradam aos curiosos. Espíritos irresponsáveis adoram os evocadores, que lhes fomentam as investidas. Os evocadores constituem, em verdade, excelente platéia para os Espíritos menos elevados. Ao contrário das evocações, um dos mais sérios escolhos da mediunidade, as comunicações espontâneas convém acentuemos - são as mais belas, as mais convincentes, embora numas e noutras não devamos prescindir da vigilância aconselhada pelo Codificador.  

lNTERROGATÓRlOS - Na mediunidade exercida em harmonia com Jesus e Kardec, que nos ensinam o amor fraterno, o lema é SERVIR, com abstenção da curiosidade negativa. Interrogatórios espirituais não são aceitos pelos Espíritos Superiores, credores do nosso respeito, nem pelos Espíritos sofredores, que se magoam. O dirigente deve possuir tato para entender os Espíritos que se comunicam, oferecendo-lhes amor, tolerância e compreensão, mesmo em se tratando de entidades perturbadoras, que procuram fazer-se notadas ou se impor através de um linguajar colorido, ou de conceitos lisonjeiros. O dirigente que se preocupa, excessivamente, em interrogar os Espíritos, à maneira dos cadastristas do mundo, pode, muita vez, ter diante de si um Instrutor Espiritual, que não dispõe de tempo para submeter-se a interrogatório, em perquirição sistemática, inadequada.  

FUTILIDADES - Que o campo mediúnico é inçado de perigos, de obstáculos, de dificuldades, de escolhos todos nós o sabemos. Dirigentes, médiuns e cooperadores que se preocupam com assuntos banais, não devem esperar boas companhias, nem bons resultados, O semelhante atrai o seu semelhante. Quem semeia ventos, colhe tempestade. O serviço mediúnico, uma das coisas mais sérias do Espiritismo, não comporta irresponsabilidade, nem desrespeito, nem superficialidades.  

DESARMONIA - Na condição atual do nosso mundo, de expiação e provas, é impossível organizar-se uma equipe mediúnica com pessoas perfeitas, sublimadas. A perfeição é, ainda, um objetivo a alcançar. O que se alvitra, o que se preconiza é a formação de grupos mediúnicos integrados por irmãos que se estimem, que se entendam. Irmãos equilibrados e corretos em suas intenções, sem embargo das naturais deficiências humanas. Um grupo harmônico, que trabalha com sinceridade, recebe amparo dos Bons Espíritos, que lhe sustentam as energias interiores. Vibrações antagônicas desfavorecem o trabalho mediúnico.  

GRATUIDADE - Boa prática mediúnica é a que se realiza em função do Bem, com integral desinteresse pelas coisas materiais. O “dai de graça o que de graça recebestes”, do Evangelho de Jesus, deve acompanhar o médium em todos os instantes de sua existência, a fim de que Espíritos inferiorizados não se lhe ajustem ao campo psíquico, desorientando-lhe a mente, perturbando-lhe a atividade, conspurcando-lhe a consciência, em nefasta simbiose. O exercício mediúnico tem que ser constante doação na vida do medianeiro, com integral desinteresse por qualquer tipo de recompensa.  

TRABALHO ISOLADO - É desaconselhável o desempenho mediúnico isolado. Em reuniões domiciliares ou em recintos estranhos ao Centro Espírita. Tarefas mediúnicas em residências oferecem perigo, podendo gerar processos obsessivos em seus moradores. (*) Nos lares, recomenda-se, apenas, o Culto do Evangelho no Lar, com leituras, comentários e preces em favor de seus componentes e de pessoas alheias ao círculo familiar.  

MÉDIUNS-DIRIGENTES - A pessoa que detém recursos mediúnicos de incorporação não deve presidir reuniões mediúnicas. Agitações, tumultos, turbulências podem assinalar o clima de tais reuniões. Entidades desordeiras ocasionalmente podem assenhorear-se da organização do médium-dirigente, de maneira a estabelecer o pânico, a confusão, o temor.
A tarefa do médium é a que corresponde à sua própria condição: oferecer a sua faculdade aos que já transpuseram as fronteiras do túmulo. Ajudar a encarnados e desencarnados.  

ANlMISMO - Um dos mais freqüentes escolhos da mediunidade é o animismo, fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, de onde recolhe as impressões de que se vê possuído. No fenômeno anímico "o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar". O médium portador desse desajuste deve ser amparado, pacientemente, "com os recursos da caridade evangélica, podendo transformar-se em valioso companheiro".  

ENDEUSAMENTO DE MÉDIUNS - O endeusamento de médiuns é, sem dúvida, um dos mais funestos escolhos da mediunidade, o que maiores prejuízos causa ao médium, atingindo-o, duramente, a curto, médio ou longo prazo. O espírita esclarecido é cauteloso nas referências ao companheiro da mediunidade, quando a boa palavra se faz necessária, em forma de estimulo e amparo. Mais do que todos os escolhos, o endeusamento é o ópio dos médiuns, podendo fazê-los resvalar, inapelável.  

MISTIFICAÇÕES - Não devemos confundir "mistificação" com "animismo“. Na primeira, temos a mentira; no segundo, o desajuste psíquico. A responsabilidade pelas mistificações resulta, mais, da estrutura da equipe mediúnica, do que das entidades que veiculam a mentira. O conceito evangélico de que "quem busca, acha" tem validade, também, na vivência mediúnica. Mentes despreparadas, corações invigilantes, propósitos inferiores, insinceridade no trabalho cooperam nas ocorrências da mistificação. Amor entre os companheiros mediunicamente consagrados ao socorro aos sofredores diminui as possibilidades de mistificação, preserva o agrupamento contra a investida dos desocupados da Espiritualidade, resguarda o medianeiro.  

FALTA DE ESTUDO - A falta de estudo, evangélico e doutrinário, constitui sério escolho na prática mediúnica. O médium deve ler, estudar, refletir, assimilar e viver, quanto lhe seja possível, as edificantes lições do Evangelho e do Espiritismo, a fim de que possa oferecer aos Espíritos comunicantes os elementos necessários a uma proveitosa comunicação. O médium estudioso, além disso, é instrumento dócil, maleável, acessível. Tem, sempre, uma boa roupagem para vestir as idéias a ele transmitidas. O que não estuda, nem se renova, cria dificuldades à transmissão da mensagem, favorecendo a desconexão.  

AUSÊNCIA DE TRABALHO - A ausência de trabalho é, realmente, um grave escolho da mediunidade, isto porque a ferramenta mediúnica exige utilização constante, ação continua, não somente pela necessidade de aprimoramento das antenas psíquicas, como também pelo imperativo da conquista do sentimento do amor. O trabalho assegura assistência espiritual superior, protege o médium contra o assédio e o domínio de entidades menos felizes, constrói preciosas amizades nos planos físico e subjetivo. Harmonia fluídica, amor e confiança, destreza psíquica e apuro vibracional representam o somatório da atividade mediúnica exercida na disciplina do trabalho.  

EDUCAÇÃO MEDIÚNICA - A educação mediúnica, por sinônimo de ”desenvolvimento mediúnico", deve ser iniciada no devido tempo, na época apropriada, isto é, ao se verificar a espontânea eclosão da faculdade. Não devemos “querer" o desenvolvimento mediúnico, mas "amparar" a faculdade que surge, pelo estudo e pelo trabalho, pela oração e pela prática do Bem. Forçar a eclosão da mediunidade, ou o seu desenvolvimento, significa abrir as portas do animismo, com sérios inconvenientes para o equilíbrio, a segurança e a produtividade do medianeiro. Outrossim, é anti-doutrinário induzir o médium, ostensiva ou veladamente, a oferecer passividade a tal ou tal Espírito. A mente do companheiro, iniciante ou já afeito ao intercâmbio, deve permanecer livre como o pensamento e clara como um regato, a fim de que a filtragem mediúnica não se condicione, nem se subordine, inteiramente, à interferência do médium. A educação mediúnica deve ser, em qualquer circunstância, espontânea. Natural. Suave. Sem qualquer tipo de violência, externa ou interna.  

FONTE:
(Martins Peralva; “ESTUDANDO A MEDIUNIDADE”, FEB).


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