O movimento espírita vive momento difícil que merece atenção. Ele é resultante dos riscos eminentes de deturpação dos ensinos espíritas a que estamos todos expostos quando nos deixamos dominar pela vaidade, pela prepotência ou por interesses outros que desfiguram os genuínos propósitos da Doutrina Espírita.

Já se sabe que o objetivo prioritário da presença do Espiritismo na face do planeta é nosso progresso moral. Curiosamente nos perdemos do foco central e desviamos nossas práticas para finalidades estranhas, incoerentes e desfiguradas dos verdadeiros propósitos a que deveríamos direcionar nossa máxima atenção.

 

Esse descuido surge por força de distrações que vamos nos permitindo, por invigilância com o que estamos fazendo de nossas instituições e de nossa vivência espírita. Por mais incrível que possa parecer, esquecemos de respeitar o Espiritismo!

E quando e como isso acontece?

Quando deixamos Kardec de lado. Quando nos entusiasmamos com novidades que queremos introduzir na realidade cotidiana dos centros. Quando esquecemos a prece sincera e optamos com prioridade para outros caminhos que saem do foco central e prioritário.

E alguém perguntaria: mas quais são as práticas estranhas?

Para que citá-las aqui? Para que criar constrangimentos, gerar melindres e mágoas?

A prática genuinamente espírita está claramente definida nas obras básicas de Kardec e na valorização na contribuição extraordinária trazida por Emmanuel, André Luiz, Yvonne do Amaral Pereira, Manoel Philomeno de Miranda, Vianna de Carvalho e tantos outros nomes ilustres, conhecidos e respeitados, que deveríamos sempre buscar para sanar eventuais dúvidas.

Todavia, apesar de todo conteúdo oferecido pelo Espiritismo, ainda nos perdemos nos condicionamentos, em práticas estranhas, desfiguramos a mensagem principal, usamos de ameaças e intrigas, disputamos cargos e personalismos, acabamos nos julgando mais importantes que o Espiritismo e ainda nos permitimos considerar dispensáveis o estudo das obras e autores clássicos do pensamento espírita, mediúnicos ou não, desconsideramos esforços alheios, preferindo optar pela vaidade, pela indiferença ou omissão e, pior, muitas vezes, pela imposição de ideias equivocadas que julgamos as mais corretas para os outros.

Isso tudo convida a pensar seriamente no que disse Delphine De Girardini, em mensagem selecionada por Kardec e colocada em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V, item 24: “(...) a verdadeira infelicidade está nas consequências de uma coisa, mais do que na própria coisa (...)”.  Por isso é preciso abrir os olhos ao direcionamento que estamos oferecendo à prática espírita em nossas instituições, uma vez que uma multidão cada vez mais crescente se aproxima do Espiritismo, sedenta de informações que lhes expliquem as razões e os extremos da vida humana.

Como estamos fazendo isso? Condicionando ou libertando, impondo ou orientando? Motivando ou desmotivando?

Em termos de consequências, elas virão com o tempo, próximo ou remoto.

Nossa responsabilidade é imensa e também nossa fragilidade. Abramos os olhos, respeitando o Espiritismo.


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