“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...” (Chico Xavier).

"A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido". (Chico Xavier)
(Do Livro "O EVANGELHO DE CHICO XAVIER", por Carlos A. Baccelli). 

O título deste artigo refere-se a uma lição extraída da obra “Nossas Riquezas Maiores”, psicografada pelo confrade José Raul Teixeira, onde a benfeitora espiritual Thereza de Brito aborda a questão do comodismo.

Ela assevera que “Se você se detiver a examinar as múltiplas dificuldades que impedem seu crescimento mais dinâmico para Deus, com sinceridade, verificará que elas se apoiam no comodismo”.

De fato, o comodismo, que é a expressão infeliz do egoísmo e da preguiça, tem gerado inúmeros prejuízos para o nosso processo evolutivo, sendo que o Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Conflitos Existenciais”, aponta a preguiça como sendo um dos conflitos a infelicitar a criatura humana, a se expressar como “propensão para a inatividade, para não trabalhar, também conhecida como lentidão para executar qualquer tarefa, ainda caracterizada como negligência, moleza, tardança”, sendo, dessa forma, desvio de conduta.

Joanna de Ângelis ainda nos adverte que um dos prejuízos causados é o não aproveitamento correto do tempo, sendo que a religião espírita nos ensina que estar no corpo através do processo da reencarnação é uma abençoada oportunidade que Deus nos concede, visando ao progresso intelecto-moral.

Sem dúvida, uma das maiores lamentações dos Espíritos após a morte física diz respeito ao mau uso do tempo, porque deixamos de realizar tarefas, aprendizados e boas ações que contribuiriam para a conquista da própria felicidade.

Thereza de Brito enfatiza que “por meio do comodismo, um sem-número de seres estaciona na romagem terrena, quando tanto temos a realizar, conscientes do pouco tempo de que dispomos no mundo, embora esse tempo humano, se bem administrado, torne-se suficiente para os labores que nos cabe efetuar”.

Joanna de Ângelis diz que essa conduta enfermiça lentamente vai fragilizando-nos, abrindo campo para as ideias perturbadoras que poderão se converter em pessimismo, desinteresse, tédio, vazio existencial, depressão, podendo culminar em condutas de autodestruição, tais como o suicídio direto e os vícios que fragilizarão a saúde física e mental.

Ademais, sabemos que o comodismo, por lei de afinidade, atrairá Espíritos ociosos que tentarão ampliar os efeitos negativos da conduta enfermiça, inspirando desânimo, amolentamento, apatia, preguiça e sono. 

Há inúmeras justificativas para o comodismo, sendo que muitos têm o hábito de postergar tudo para o futuro, pensando que no amanhã as coisas estarão melhores; outros, por serem jovens, acreditam que podem adiar os compromissos nobres e a tarefa de espiritualização; alguns, pelo fato de serem idosos, acham que é tarde demais para qualquer realização pessoal.

Anote-se que não sabemos quando regressaremos para a pátria espiritual, nosso verdadeiro lar, de forma que qualquer adiamento das conquistas espirituais, seja por comodismo ou por ignorância, constitui-se em risco de grave porte, uma vez que os compromissos postergados poderão nunca se concretizar na atual reencarnação, gerando pesados débitos e pendências para o Espírito, sobretudo por termos aprendido com a veneranda doutrina espírita que lamentaremos pelos males causados e pelo bem que deixamos de fazer a nós mesmos e ao próximo.

Para os idosos, à luz da imortalidade da alma e da reencarnação, sabemos que todo aprendizado nobre e toda conquista moral será patrimônio do Espírito, que tornará o retorno ao mundo espiritual e as próximas vidas físicas mais felizes e com menos sofrimento.

Lembra-nos, o Espírito Thereza de Brito, que muitos religiosos também se paralisam no comodismo, porque se julgam salvos para sempre, todavia, enfatize-se que Jesus não endossou tal conceito e nos ensinou que a cada um será dado segundo suas obras, tendo inaugurado a religião do amor.

No movimento espírita notamos a presença do comodismo.

Aliás, essa imperfeição moral pode se manifestar de duas formas, isto é, há aqueles que nada realizam ou produzem o mínimo no campo das conquistas espirituais, e há indivíduos que realizam dentro dos padrões normais, mas que poderiam estar ousando muito mais na esfera do bem.

Há espíritas que se limitam a frequentar o templo religioso apenas para ouvir o evangelho e receber o passe, sem que se preocupem em se instruir melhor no campo doutrinário, pouco se empenhando para domar as más inclinações e para conquistar as virtudes. Passam-se vários anos e continuam as mesmas pessoas, com as mesmas reclamações e limites. São os efeitos graves do comodismo.

Haverá confrades espíritas que realizam o trivial, pois frequentam os grupos de estudos da Casa Espírita, alguns atuam na área da mediunidade e se envolvem em alguma tarefa caritativa, procurando ser uma pessoa melhor, sem um esforço hercúleo, mas dentro dos padrões da normalidade e com um potencial para ofertar mais na área do amor e do conhecimento. São os efeitos menos drásticos do comodismo.

Certamente haverá aqueles que superaram o desânimo circunstancial e dedicam-se com fervor aos compromissos doutrinários e assistenciais, obviamente sem descuidar das lides familiares e profissionais. Raramente desistirão dos compromissos assumidos e procurarão se qualificar sempre, sobretudo através do autoconhecimento e do estudo, para executar as tarefas com elevação. São aqueles que estão ousando no campo do bem, procurando sempre ser mais úteis, sem tempo para a preguiça, e colherão naturalmente os bons frutos, porque superaram o obstáculo do comodismo.

Na atualidade, temos que estar atentos porque a vida moderna nos oferta muitas comodidades, de tal sorte que tenderemos a descansar em demasia, viajar demais, ficar em casa usufruindo com exagero das facilidades e dos confortos, tudo em prejuízo do nosso progresso espiritual.

Jesus disse que o Pai trabalha e que Ele também sempre estará a serviço do amor, portanto, não negligenciemos os tesouros do corpo físico e das horas, realizando sempre a serviço da vida e do amor.

Thereza de Brito encerra a citada lição, orientando-nos da seguinte forma: “Acorda e saia dessa nociva esteira. Ore e busque o Senhor, que trabalha sempre, como o Pai. Ilumine-se com o alentado ensejo que a vida lhe oferece, e quando perceber que já não tem gosto, nem disposição, para a realização do bem em você mesmo, busque, imediatamente, o socorro médico ou a assistência dos passes e da prece, pois, com toda certeza, você estará sob o contágio pertinaz de alguma doença ou debaixo de soez influenciação obsessiva”.

http://www.oconsolador.com.br/ano7/336/alessandro_vianna.html


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