“… tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.” Missionários da Luz – André Luiz & Francisco Cândido Xavier)

É natal! Tempo de paz? Sim, mas não para os animais; irmãos em Cristo que continuam a ter as suas vidas ceifadas para a comemoração do nascimento de Jesus. Contraditório comemorar a vida com a morte, mas sempre é tempo para refletir e mudar.

O que nos faz evoluir é a capacidade de reflexão. Ler, interpretar, buscar de alguma forma informação e fazer desta, conhecimento para a mudança de posturas.

Grandes lições nos são ofertadas pela obra Antologia Mediúnica ao Natal. E que possamos refletir com alguns pequenos trechos sobre as questões que envolvem os nossos irmãos animais:

 

O PERU PREGADOR. Espírito: NEIO LÚCIO.

Um belo peru, após conviver largo tempo na intimidade duma família que dispunha de vastos conhecimentos evangélicos, aprendeu a transmitir os ensinamentos de Jesus, esperando-lhe também as divinas promessas. Tão versado ficou nas letras sagradas que passou a propagá-las entre as outras aves. […].

O peru, muito confiante, assegurava que Jesus Cristo era o Salvador do Mundo, que viera alumiar o caminho de todos e que, por base de sua doutrina colocara o amor das criaturas umas para com as outras, garantindo a fórmula de verdadeira felicidade na Terra. Dizia que todos os seres, para viverem tranquilos e contentes, deveriam perdoar aos inimigos, desculpar os transviados e socorrê-los. As aves passaram a venerar o Evangelho; todavia, chegado o Natal do Mestre Divino, eis que alguns homens vieram aos lagos, galinheiros, currais e, depois de se referirem excessivamente ao amor que dedicavam a Jesus, laçaram frangos, patinhos e perus, matando-os ali mesmo, ante o assombro geral. Houve muitos gritos e lamentações, mas os perseguidores, alegando a festa do Cristo, distribuíram pancadas e golpes à vontade. Até mesmo a esposa do peru pregador foi também morta. Quando o silêncio se fez no terreiro, ao cair da noite, havia em toda a parte enorme tristeza e irremediável angústia de coração. As aves aflitas rodearam o doutrinador e crivaram-no de perguntas dolorosas. Como louvar um Senhor que aceitava tantas manifestações de sangue na festa de natalício? Como explicar tanta maldade por parte dos homens que se declaravam cristãos e operavam tanta matança? Não cantavam eles hinos de homenagem ao Cristo? Não se afirmavam discípulos d´Ele? Precisavam, então, de tanta morte e tanta lágrima para reverenciarem o Senhor? O pastor alado, muito contrafeito, prometeu responder no dia seguinte. Achava-se igualmente cansado e oprimido. Na manhã imediata, ante o Sol rutilante do Natal, esclareceu aos companheiros que a ordem de matar não vinha de Jesus, que preferira a morte ao madeiro a ter de justiçar, que deviam todos eles continuar, por isso mesmo, amando o Senhor e servindo-o, acrescentando que lhes cabia perdoar setenta vezes sete. Explicou por fim, que os homens degoladores estavam anunciados no versículo quinze do capítulo sete, do Apóstolo Mateus, que esclarece –“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”.  […].

OS ANIMAIS ANTE O NATAL. Espírito: IRMÃO X.

Entretecíamos animada conversação, em torno dos abusos da mesa nas comemorações natalinas… […].

– Talvez não saibam vocês quanto devemos aos bichos na manifestação do Evangelho… E, ante a nossa curiosidade, narrou, comovido: – Há muitos anos, ouvi do rabi Eliúde, que se encontra agora nas esferas superiores, interessantes minudências em torno do nascimento de Jesus. […]

Gabriel, no entanto, recorreu à prece, rogando o Amparo Divino, e diversos emissários do Céu se manifestaram, em nome de Deus, deliberando que a única segurança para o nascimento de Jesus se achava no estábulo, pelo que conduziram José e Maria para a casa rústica dos carneiros e dos bois… Ebenezer, a seguir, comentou bem humorado: – Não fossem os anfitriões da estrebaria e talvez a Boa Nova tivesse seu aparecimento retardado… E terminou, inquirindo:

– Não será isso motivo para que os animais na Terra sejam poupados ao extermínio, pelo menos no dia do Natal? […]

Faz-se sentido para você esta mensagem, guarde-a na alma e celebre em seu lar um natal sem mortes. Neste natal, não coma o presépio. Poupe os animais! Celebre a vida sem o sangue dos nossos irmãos. Neste natal e em todos os dias do ano!

Feliz Natal! E que os ensinamentos de Jesus possam nascer na manjedoura dos nossos corações…


Bibliografia:

Luiz, André (Espírito). Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Brasília: FEB, 2013. (Coleção A vida no mundo espiritual).

  • Francisco Cândido Xavier. Antologia Mediúnica de Natal. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

http://conexaoespirita.com/neste-natal-nao-coma-o-presepio/

 

 

 

 


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