Por: Vania Mugnato de Vasconcelos

Mais um famoso desencarnou, chamando a atenção ao tema. E como se todos os dias, em todos os tempos, não desencarnassem milhares de pessoas, o medo, a tristeza, o inconformismo pela visita da morte comove a sociedade.

Não se pretende aqui dizer que a cessação da vida física não traga sofrimento. Traz sim: começa com o choque, continua no adeus e permanece na saudade.


Mas esse sofrimento não seria decisão humana? Seria um "azar" morrer? Será a morte inesperada? Não sabemos que ela nos visitará um dia - hoje, amanhã ou daqui a 20 anos?

Não há nenhum modo conhecido de eternidade física, isso é fato. Mesmo aos materialistas, aos que descreem da continuidade espiritual da existência, a morte chegará. Então, o choque e a inconformação não seriam uma escolha pessoal ao negarmos o inevitável e agirmos como se nunca tivéssemos que partir? Não seria mais simples se cada "tchau" pudesse se tornar um "adeus" sem mágoas?

Sem dúvida sentimos algum sofrimento no adeus ao desencarnado que amamos, mas não sofrem mais que o necessário aqueles que se negam a pensar que esse dia chegará?

Raros são os que real, profunda e intensamente consideram a morte como parte da vida e buscam estar sempre prontos para o dia de sua visita - nesse ponto, muita gente esquece sua fé.

Quando a morte chega para alguém que nos importa, todos os sentimentos pulsam forte, não só os nobres como o amor, mas também as culpas, os arrependimentos. Não doeria menos dar adeus depois de ter passado a vida falando e mostrando a importância de cada um em nossa existência? Dizendo "te amo, desculpe, você é importante"?

E não seria mais fácil partir na nossa hora, se vivêssemos do melhor modo, resolvendo tudo hoje, para não restarem pendências amanhã?

Pois bem. A morte virá. Não existe plano B. A questão é se estaremos prontos para dar esse adeus, seja a quem parte, seja partindo. Certamente a saudade trará algumas lágrimas, mas é ponte amorosa que conecta daqui até lá.

O consolo, ao menos a quem crê em Deus e na sua justiça, é saber que a existência é imortal, que a matéria deteriora mas o que lhe dá vida - a alma, permanece, e sendo assim, que o reencontro acontecerá.

Sabendo que um dia vamos partir, que nossas malas estejam prontas. E no dia em que morrermos deixemos a mensagem mais singela: "lembre-se, só fui até ali"...


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