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Orson Peter Carrara

O sábio instrutor Emmanuel escreveu brilhante página para falar sobre a imortalidade da alma, muito própria para endereçar aos corações que se sentem despedaçados pela partida do ente amado no fenômeno natural, ainda que acidental, da morte biológica. A mensagem intitula-se Eles Vivem! Reflitamos sobre o precioso texto:

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– Orson Peter Carrara

A garotinha, de apenas cinco anos, perguntou ao pai no velório da avó:  – Pai, o que morreu, a cabeça ou o corpo da vovó? O pai, encabulado pela pergunta e igualmente surpreendido pela indagação, respondeu que tudo morreu, que morre tudo junto.

A garotinha insistiu:  – Não, pai, você não entendeu. Eu estou perguntando dos pensamentos que estavam dentro da cabeça da vovó. Eles morreram também?

O pai ficou perplexo. E nós, que ouvimos essa história e que agora repassamos ao leitor, podemos constatar a lucidez e a inteligência da pergunta. Nossas crianças realmente estão bem mais amadurecidas.

O teor da pergunta, inclusive, demonstra uma grande verdade, sempre esquecida: morre o corpo, mas o ser permanece íntegro. Não somos o corpo, somos um ser imortal que conserva após sua destruição física e biológica, sua personalidade, suas tendências, seus gostos, conquistas, seus laços de afeto e desafeto, permanecendo com a necessidade de continuar aprendendo e se aprimorando, intelecto-moralmente e, claro, também emocionalmente e psicologicamente.

A vida é um ciclo constante de aprendizados, que continua além da morte física. Nossos seres amados que se foram prosseguem vivendo normalmente, pensando, sentindo, amando ou odiando – o que sugere que muito ainda precisa aprender, se ainda guardando ódio ou vingança no coração e, claro, cabem também os sentimentos de mágoas, ciúmes, inveja, desânimos ou entusiasmos e determinação, entre outros –, quer dizer, continuam a ser o que eram e prosseguem a própria caminhada de aprendizados e relacionamentos.

Estamos falando dos seres amados que já se foram, deixando saudades e que também sentem saudades, mas o mesmo raciocínio cabe a cada um de nós. Afinal, fisicamente ou biologicamente todos seremos brevemente cadáveres. Mas não somos o cadáver, somos o ser imortal que sobrevive à morte, seja por velhice, enfermidade, acidentes, etc.

Esta é a lógica da vida. Ela não se extingue. Os pensamentos e sentimentos e, portanto, as conquistas do intelecto e do sentimento continuam. Como também não se extingue a necessidade de continuar aprendendo. Há uma imensa justiça e bondade nessa realidade palpável, que tanto preconceito enfrentou ao longo do tempo e que agora começa ser percebida com clareza. Se somos seres imortais, a vida continua. Se continua, iremos para algum lugar. Um lugar deverá ser compatível com o que somos, sem perda do que somos, por bondade do Criador. Sendo uma continuidade natural, iremos para o lugar que vamos construindo gradativamente a cada dia. Céu e inferno são apenas estados conscienciais, por isso a necessidade de agirmos de forma a não guardarmos arrependimento ou remorso. Estes sim são o autêntico inferno.

Mas como Deus é bom e sábio, justo e misericordioso, as portas nunca se fecham e podemos recomeçar, reconstruir o que não fizemos bem ou deixamos de fazer. Justamente para merecer as alegrias que aguardam aqueles que cumprem o seu dever.

 

 

IRMÃ ROSÁLIA - Paris, 1860

 

9 – “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos. Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos. Não haveria ódios, nem ressentimentos. Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados! E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.

Ricos! Pensai um pouco em tudo isso. Ajudai o mais possível aos infelizes; daí, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito: para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limitar de um mundo mais feliz.

Se pudésseis saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!

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– Orson Peter Carrara

A expressão que usamos como título parece incoerente, mas é verdadeira: há um furto permitido por lei, com testemunhas inclusive. É um furto legalizado, no bom sentido da palavra. Nestes tempos bicudos de tensão, correria e preocupações, o texto abaixo, poético, real e suave, auxilia a dar uma trégua nas neuroses do cotidiano. Acompanhe comigo:

“(...) Há um furto legal permitido por Deus, pelas diversas religiões do globo e por todos os Códigos dos países cultos ou bárbaros:  – consiste em ir alguém a um lar venturoso, cobiçar um dos seus mais belos ornamentos e usurpá-lo, com o assentimento dos lídimos possuidores, contentes ou constrangidos. Chama-se casamento. É como se alguém entrasse num jardim florido e colhesse o mais precioso espécime, o que mais o deslumbrara, à vista do seu cultivador que, às vezes, não contém as lágrimas... Acho-me na situação desse egoísta, apreciador dos tesouros alheios, amigo... Observo a dita mais perfeita no vosso lar abençoado e venho roubar-vo-la em parte, ou antes, desejo transplantar para o meu, deserto e entristecido, por falta de um arcanjo doméstico, uma centelha de alegria, de felicidade, de luz espiritualizante, que as há em abundância no vosso: quero enfim, meu amigo, permitais a aliança nupcial de Sonia com o meu Henrique... (...)”.

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– Orson Peter Carrara

Considerando os relacionamentos humanos, suas dificuldades, alegrias, conquistas e desafios, o casamento é um deles onde a experiência é expressiva. Interessante porque o casamento pode ser classificado em cinco tipos.

O primeiro deles é o de afinidades. Almas afins que se unem para objetivos bem definidos e compartilhados, seja na criação dos filhos, seja numa empresa ou num ideal qualquer. Caracteriza-se pela harmonia nos relacionamentos, apesar das diferenças que podem apresentar entre si os cônjuges.

Depois encontramos os casamentos de renúncia. Normalmente um deles optou por amor a cuidar do outro, nas dificuldades trazidas ou adquiridas.

E há ainda os casamentos de testes de crescimento, onde um ou ambos vão crescer nas experiências difíceis, convidados que são à tolerância, ao desapego, a vencer ciúmes e à superação de egoísmos para ajudarem-se mutuamente.

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"Reconhece-se o verdadeiro

Espírita pela sua transformação

moral, e pelos esforços que faz

para domar suas más inclinações".

(Allan Kardec, ESE, XVII, 4)

Ponderando com Allan Kardec, torna-se simples definir quem é verdadeiro Espírita, afinal os podemos reconhecer pelos esforços que fazem em transformar-se em pessoas moralmente melhores e em domar suas más inclinações, geradas pelas imperfeições milenares que todos carregamos na alma imortal.

No entanto, embora o desejássemos, a temática é mais complexa do que podemos pensar inicialmente. Observando com um pouco de atenção, podemos facilmente reconhecer muitos “espíritas” ainda adormecidos perante suas responsabilidades, adquiridas através dos esclarecimentos que a Codificação oferta a 152 anos.

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Orson Peter Carrara

São exemplares os comportamentos daqueles que absorveram o conhecimento da proposta trazida pela Doutrina Espírita. Conheceram e se comprometeram. Foi o que aconteceu com Chico Xavier em toda sua conhecida trajetória de sacrifícios, humildade e perfeita conexão com o que conhecia.

O mesmo pode ser dito de Yvonne do Amaral Pereira e Cairbar Schutel, por exemplo, sem deixarmos de lembrar Bezerra, Eurípides, Batuíra, entre tantos outros que podem ser citados, inclusive aqueles que não se tornaram tão conhecidos. E se sairmos do ambiente espírita, amplia-se igualmente o número daqueles que entenderam a finalidade de viver, mesmo que sem o conhecimento espírita.

Situamo-nos, todavia, na rápida abordagem, no comprometimento de Yvonne e Cairbar. O primeiro, antes mesmo de conhecer o Espiritismo, já dava exemplos de perfeita conexão com os interesses da coletividade, envolvendo-se com várias iniciativas que beneficiassem os necessitados de toda ordem. Mais tarde, quando conheceu o Espiritismo, transformou sua vida num total comprometimento com a proposta do Espiritismo, merecendo o cognome de Bandeirante do Espiritismo, por todas as suas ações já conhecidas.

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Todas as previsões sobre o fim do mundo, dos maias ao apocalipse de João, de Nostradamus a Edgar Cayce, falam de tempos difíceis, de grandes dores e destruições a serem vividos pela Terra. 

Por outro lado, pelo menos duas outras frentes falam dos aspectos da renovação espiritual que urge ocorrer com a humanidade, uma delas proveniente de certa linha ufológica, onde canalizadores (o mesmo que médiuns para a Doutrina Espírita) menos preocupados com ufos e et`s e mais com a qualidade moral do espírito, repassam informações de seres de outros orbes, a exemplo de Bashar, orientando os interessados em questões de valores e virtudes. A outra frente é o próprio Espiritismo, o qual nasceu por orientação divina e iniciativa de espíritos de escol deste planeta, para falar de moral, mudança, progresso e transformação espiritual e material da Terra e dos homens.

Focando nesse último aspecto, que já não faz, como outrora, as pessoas olharem desconfiadas para quem crê em comunicabilidade com o mundo espiritual, nem mais incita pensamentos sobre os possíveis efeitos de loucura travestida de crença, ficamos com os alertas cristãos para a última hora - "muitos são os chamados e poucos os escolhidos" (Mateus 20:1-16).

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– Orson Peter Carrara

Em visita em indústria alimentícia, deparei-me com o grão de mostarda. Pequenino grão, diminuta semente, no entanto comparada por Jesus para falar sobre a força da fé.

Ao ter o diminuto grão na palma da mão, lembrei-me dos ensinos do Mestre da Humanidade e emocionei-me com as lições profundas e sábias daquele que é a Luz do Mundo! Somente sua imensa sabedoria poderia mesmo fazer referida comparação.

Ele afirmou que se tivermos fé do tamanho do grão de mostarda somos capazes de remover os obstáculos da vida nas montanhas do orgulho, da vaidade, do ciúme e de tantas imperfeições que todos trazemos. Mas também o mesmo pequenino grão se existente daquele tamanho no coração como inspiração para a iniciativa e a perseverança, comparado para dizer da força da fé, é capaz de superar as lutas, as enfermidades e manter serenidade e confiança no amparo que nunca falta para estarmos com a cabeça erguida e prosseguindo nossos projetos de aperfeiçoamento.

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Uma das informações mais relevantes contidas nas obras básicas espíritas, é o alerta de que somos responsáveis não só pelo mal que fazemos, mas também pelo mal que decorre do bem que poderíamos ter feito e não fizemos.

Já pensaram nas implicações dessa verdade?

Imaginem que alguém está frente a frente com a possibilidade de tomar um atitude boa qualquer, mas por razões egoísticas (conforto, comodismo, preguiça, má vontade etc), não o faz.

Se da omissão do bom ato surgirem resultados negativos, a responsabilidade será também do indivíduo que nada fez.

Não basta, portanto, não fazer o mal. Há pessoas que definem-se como boas apenas porque não agem de forma maldosa e prejudicial. É importante aprofundar o entendimento da gravidade de nossas decisões. Nas grandes e pequenas coisas há momentos em que podemos fazer o bem, mas optamos por nada realizar; o mal decorrente de nossa inação é nosso mal, é obra nossa.

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O Instituto Chico Xavier em parceria com o Centro Espírita Jesus, da cidade Salto – SP, realizou no último dia 04.08, das 14:00 às 18:00, o Seminário “Evolução para o Terceiro Milênio”.

O Seminário contou com a participação dos palestrantes Tadeu Arthur Cavedem da cidade de Itu, Claudia Mandato Gelernter da cidade de Vinhedo e Vânia Mugnato de Vasconcelos da cidade de Jundiaí.

Aproximadamente 70 pessoas estiveram presentes ao Seminário, tendo participantes da cidade de Itu, Indaiatuba, Jundiaí, Vinhedo, entre outros.

O Seminário realizado em Salto é o terceiro promovido pelo Instituto Beneficente Chico Xavier desde o ano de 2011, sempre contando com grande sucesso de público.

O próximo Seminário a ser realizado pelo Instituto Chico Xavier acontecerá na cidade de Itu, no dia 27.10.2012.

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