O PARTO

 (matéria publicada na Folha Espírita em setembro de 2006)

Dra. Cristiane Ribeiro Assis (AME-SP) é ginecologista e obstetra, com especialização em Medicina Fetal ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ).

O nascimento de um bebê encerra uma etapa importante no processo de reencarnação. Durante meses, inúmeras foram as preocupações e os questionamentos que envolveram a mente dos pais, amigos e familiares. Apesar de os exames de ultrassonografia permitirem a visualização do feto ainda no ambiente intrauterino, todos esperam ansiosamente por segurar a criança em seus braços.

 

Na grande maioria dos casos, o trabalho de parto é um sinal de que o bebê está pronto para nascer. Mesmo com todos os avanços na Medicina, o parto normal continua sendo o mais indicado, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Atualmente, o número de partos cesárea tem crescido tanto, que o governo precisou tomar iniciativas que mantivessem sua incidência dentro dos níveis aceitáveis para um procedimento cirúrgico.

A cesariana, como toda cirurgia, possui riscos associados à anestesia, infecção e complicações intra e pós-cirúrgicas. É um importante instrumento do arsenal obstétrico, quando o parto normal será contra indicado ou implique em risco para a vida da mãe e/ou do feto. Infelizmente, tem sido utilizada, indevidamente, para maior conforto de muitos obstetras. Isso porque, todos sabemos que não há horário comercial quando o assunto é o nascimento de um bebê. Realizando a cesariana, evitam surpresas indesejáveis durante uma festa ou na madrugada.

Outro fator que tem colaborado para o seu aumento é o medo que as gestantes têm de sentirem as dores do parto. Um grande defeito que possuímos é o de enfatizar sempre os nossos sofrimentos. Não são poucas as mulheres que buscam valorizar a dor que sentiram nesse momento, e algumas chegam ao cúmulo de utilizar isso como forma de chantagem com seus cônjuges e filhos. E como sabemos, notícia ruim se espalha rápido.

Sobre esse assunto, algumas questões sempre me intrigaram: Por que na sala de Pré-Parto, todas as parturientes passam pelo mesmo processo e reagem de maneiras tão diversas? Se a dor é tão insuportável, por que não são raros os casos de pacientes que tiveram mais de um filho?

Bem, sabemos que a forma como respondemos a um mesmo estímulo doloroso é subjetiva, porém trabalhos científicos têm nos brindado com informações muito importantes. Hoje, está claro que a ansiedade e o estresse maternos aumentam o número de receptores para os hormônios relacionados à dor. Assim, quanto mais tranquila a paciente, menor será o seu sofrimento. É nesse ponto que gostaria de destacar a importância do apoio, não só por parte do parceiro e da família, mas também do obstetra. Deles virão à segurança e a confiança de que a parturiente tanto precisa.

Portanto, para que o parto transcorra bem, é importante a participação de cada um dos seguintes envolvidos:

- Obstetra: a palavra obstare, utilizada para designar essa especialidade médica, significa estar ao lado. Esse deve ser o verdadeiro compromisso assumido por aquele que se disponha a acompanhar uma mulher durante a gestação e o parto. Sua atuação não pode se restringir ao controle das funções vitais e exames laboratoriais da mãe e do feto. É essencial que acolha e oriente, para que as histórias de vizinhas e conhecidos não se sobreponham ao que fala. E para as futuras mamães, que desejem o parto normal, é importante que procurem saber se o seu médico compartilha da mesma vontade.

- Mãe: após meses de alterações em seu corpo, quando chega o momento do parto, é fundamental que a gestante participe ativamente de todo o processo. Ela não pode achar que sozinho o médico poderá fazer tudo. Presenciei muitos casos onde, apesar de excelentes condições físicas para o parto normal, por não haver colaboração materna, precisamos optar pelo parto cesárea. O trabalho de parto pode não ser algo indolor, mas a mãe deve manter em mente o foco de que, no final, terá em seus braços seu querido filho. Atualmente, existem medicamentos capazes de aliviar bastante a dor. Também é importante que saiba que após a saída do bebê, as dores diminuem significativamente.

- Bebê: como sabemos, ele possui um espírito que orientou a formação do seu corpo desde o encontro dos gametas de seus pais e está sujeito às influências mentais de sua mãe. Assim, se ela não estiver tranquila durante o trabalho de parto, dificilmente ele estará. Mesmo desprovido da consciência do que está ocorrendo, seu subconsciente já constata e registra o que acontece ao seu redor. Caberá a sua mãe tranquilizá-lo durante esse momento tão importante, inclusive explicando-lhe o que está acontecendo.

Todos os envolvidos não estão desamparados na hora do parto. Relatos psicográficos nos contam que existem equipes no plano espiritual especializadas no auxílio ao nascimento. Tranquilidade e harmonia são ferramentas essenciais para que possamos facilitar o seu trabalho. Com isso, os benefícios serão inúmeros e o espírito reencarnante se sentirá ainda mais confiante para iniciar uma nova etapa na sua jornada evolutiva.

 

 

http://www.amebrasil.org.br/html/outras_parto.htm


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