Nosso entrevistado desta semana é André Ariovaldo dos Santos Inácio, que estará participando do Seminário “Jesus, Carta Viva da Caridade, do Perdão e da Fé”, que será realizado em Itu – SP no dia 27.10 (sábado).

André Ariovaldo tem 38 anos, nascido e residente na cidade de Sorocaba – SP. É casado com Edna Ap. de Brito (Galega), e tem dois filhos, Pedro Augusto de 6 anos e Caio Estevan de 11 anos.

André atua profissionalmente como programador e desenvolvedor Web. É palestrante, escritor e apresentador dos programas “Verdade e Luz” e “Dinâmica Espírita”. Para conhecer o trabalho desenvolvido por André Ariovaldo acessem o site www.andreariovaldo.com.br

Acompanhem conosco esta entrevista de André Ariovaldo concedida ao site do Instituto Chico Xavier.

É espírita há quanto tempo e como se iniciou no Espiritismo?
Sou espírita de berço. Meu bisavô era espírita e desde esta época minha família já está caminhando, uns mais outros menos, com o Espiritismo.

Está vinculado a qual Casa Espírita? Que colaboração presta na Casa?
C.E. Batuíra de Sorocaba e sou dirigente do depto. Doutrinário.


Como iniciou seu trabalho como palestrante e há quanto tempo?
Desde os 18 anos realizo palestras, mas não me sinto pronto. Sempre que assisto a uma de minhas palestras sinto que estou distante de alcançar o que espero de mim.

Em suas atividades como palestrante, você viaja por todo o Brasil. Como está sendo difundida a Doutrina Espírita nos locais que você visita?
Poucas casas são aquelas que realmente se importam com a Codificação. Fala-se na Codificação, mas não se estuda com a garra necessária. Isso tem tornado parte do Movimento Espírita, mais Espiritualista do que Espírita propriamente dito. Mas a sede de conhecimentos por parte dos públicos que frequentam estas instituições é grande e aparente. O que falta talvez seja uma espiritização maior por parte das instituições que se preocupam atualmente mais com quantidade do que com qualidade.

Você é apresentador do Programa “Verdade e Luz” e “Dinâmica Espírita”. Conte-nos como surgiram estes projetos?
O Verdade e Luz foi todo projetado, desejado, como aquele filho que nós escolhemos ter; o Dinâmica Espírita apareceu de repente, por assim dizer. O Dinâmica iniciou sem a pretensão de ser um programa de TV (hoje está entrando no quadro da TV CEI) e a ideia era apenas a de fazer algumas transmissões ao vivo pela internet. As pessoas gostaram... O Verdade e Luz vai ao ar toda quinta-feira ao vivo, a partir das 15h30 pela TV Votorantim – canal 10 da Super Mídia – ou pela internet em www.tvvotorantim.com.br para todo Brasil e o Dinâmica Espírita, com a entrada para a TV CEI está em ‘stand by’ em suas transmissões ao vivo que ocorriam toda sexta-feira a partir das 20h.

Qual o critério que você adota para escolher os temas e convidados de seus programas?
Somente o Verdade e Luz possui entrevistados. Os temas eu procuro escolher de acordo com as sugestões dos próprios oradores, pois assim eles trazem um tema que lhes desperte maior facilidade de expressão e sentimos que o desdobramento do assunto se dá de modo mais simples e completo.

Como concilia seu tempo entre sua família e suas atividades de apresentador, escritor, palestrante e médium?
A família sendo espírita é um grande diferencial neste sentido. Como nossas saídas constantes são para atender a um bem maior, graças a Deus minha esposa e filhos são muito compreensivos neste sentido e sabem sempre apoiar estas tarefas que nos convidam à ausência no lar. O tempo só existe quando nos preocupamos com ele. Em mais de 90% das vezes, em nossas vidas, o que há não é a falta de tempo, mas a falta de interesse. Se realmente temos interesse em um objetivo, arrumamos tempo para ele.

Você escreveu o livro “Manual prático e teórico das Evocações”, lançado recentemente pela Editora Solidum, como surgiu este trabalho?
Trabalho com a mediunidade há mais de 20 anos. Sempre adotei Allan Kardec como meu único tutor. Há dois anos atrás, mais ou menos, quando em atividade mediúnica, ao estudarmos em grupo o capítulo 25 de O Livro dos Médiuns, quando fala-nos a respeito das evocações, surgiu a ideia de testarmos o método e aí tudo começou. Hoje aliamos as evocações ao atendimento fraterno e ao invés de supormos relações espirituais com os assistidos, evocamos o protetor dos mesmos, conversamos com eles a fim de saber deles o que pode ser feito em benefício do seu protegido. Não abandonamos de modo algum o método das comunicações espontâneas. Segundo Allan Kardec, os dois métodos tem a sua vantagem e “só haveria inconveniente na exclusão de um deles”. Com isso, afirmamos, sem medo de errar, que hoje em dia mais de 90% das casas espíritas do mundo agem de forma inconveniente na área da mediunidade, pois não se evoca mais. O livro que deverá ser lançado ainda este ano traz inúmeras observações que nos apresentam as vantagens e desvantagens de um e outro método, ajudando-nos a observar o exercício mediúnico com mais prudência, além de apresentar parte da metodologia das evocações na prática, seguindo alguns exemplos experimentados por nós mesmos, nestes dois anos de trabalho, através do modelo que chamamos de “Laboratório Mediúnico”.

Você já foi dirigente de Mocidade Espírita. Qual a importância de desenvolver este trabalho com os jovens?
Não só a de esclarecer, pois isso a vida faz por si só, mas a de poder contar com a confiança deles. Sem a mocidade, o C.E. tende ao marasmo.

No período em que atuou como dirigente de Mocidade Espírita desenvolveu trabalho de dinâmica em grupo, com os jovens. Em sua opinião qual é o segredo para se atrair a atenção dos jovens para a Mocidade Espírita?
Aplicar as aulas, pensando com a cabeça deles e não com cabeça de ‘velho inflexível’. Ser jovem entre os jovens, mesmo que se tenha um corpo velho. Quando frequentei, há muitos anos, uma mocidade espírita, me senti péssimo com o modelo que era utilizado. Sentávamos ao redor de uma mesa, abríamos um livro e o dirigente da mocidade lia aquele livro e dava a sua aula. Frequentei por pouco tempo e não senti nenhum estímulo para prosseguir. Quando foi a minha vez de aplicar as aulas, lembrei-me daquela cena e descobri que deveria fazer exatamente o oposto. Criei a partir de então muitas dinâmicas, passeios, festas, brincadeiras, excursões e foi uma das fases mais felizes em torno do Espiritismo que já vivi. Mocidades vinham de outras cidades para nos visitar e conhecer o nosso método. Mas os dirigentes do centro que frequentávamos não compreenderam o que fazíamos, pois como éramos muito agitados (pelo bom sentido), achavam que só estávamos indo na mocidade para brincar. Fui convidado a me retirar do centro e aquela mocidade, com aquele modelo, acabou.

Você acha que o incentivo para os jovens participarem mais da Mocidade Espírita deve vir dos pais ou da Casa Espírita?
Dos pais a porcentagem é muito maior. Existem famílias que deixam de frequentar uma casa espírita justamente por não ter mocidade ou evangelização infantil. Quais são os pais que, frequentando um C.E. não querem que os filhos também o façam? Somente os sem noção... Esse incentivo deve sim, vir dos pais em primeiro lugar, pois para os filhos, os pais são o mais importante em se tratando de veículo de comunicação, mas o Centro Espírita deve fazer a sua parte, criando atividades condizentes com as necessidades e realidades infanto-juvenis.

Muitas Casas não trabalham com a mocidade, pois alegam que os jovens não se interessam em participar. A que se deve este desinteresse dos jovens?
Como se interessar por aquilo que não se interessa por nós? Esse modelo proposto pelo Cristo que é o de “Amar aos Inimigos”, haverá de existir, mas ainda rasteja nos corações do ser humano. Se a casa não se interessa pelos jovens e só cria atividades por obrigação, eles sentem isso e se esquivam, por não se sentirem acolhidos.

Como a Casa Espírita pode atrair os jovens, não somente para participar da Mocidade Espírita, mas também para outros trabalhos que a Casa desenvolve?
Pensando com a cabeça deles e criando atividades compatíveis com as energias dos jovens. Como a juventude é dotada de muita energia física, é preciso gastar essa energia com tarefas divertidas e que ao mesmo tempo agreguem valor ao indivíduo. Estimular vínculos de amizade entre eles, para que se sintam dispostos a deixar suas casas, suas tarefas, a internet, a TV e ir ao Centro Espírita. Isso tem que ser feito de modo a transferir para eles o desejo de frequentar e não fazê-los frequentar por obrigação. A partir disso, serão presentes em outras atividades da casa espontaneamente.

Como você vê o Espiritismo nos dias de hoje? Ainda existe muito preconceito?
Nada que prejudique o seu desempenho. A Doutrina avança sem necessidade de defesa e mesmo que ninguém a divulgasse avançaria ainda assim, pois é uma Doutrina Natural. Preconceito existe e ainda existirá por um tempo, mas que importa! Sigamos nosso caminho, despreocupados com o que pensam da Doutrina. Se estiverem certos, um dia pensaremos como eles; se nós estivermos certos, um dia pensarão como nós.

Atualmente o Espiritismo está sendo bem divulgado na Internet e redes sociais. A que se deve isso?
O Espiritismo está para o Espírito e não para o corpo. Onde estiver o Espírito, ai estará o Espiritismo. Com o avanço de nossa tecnologia, somos capazes de transferir para a rede virtual as nossas ideias e esse é um processo todo natural.

Deixe suas últimas palavras para os leitores de nosso site.
Agradeço de coração pela oportunidade de compartilhar minhas ideias. Peço que não as considere senão como expressão pessoal, sujeita a análise. A maior autoridade em Espiritismo é Allan Kardec, não existe ninguém mais. É somente através das obras da Codificação que seremos capazes de compreender os verdadeiros propósitos do Espiritismo, pois as obras da Codificação não expressam o pensamento individual deste ou daquele Espírito, mas sim o de um Controle Universal. Eis o que causa a sua eficácia.

Por: Rita Ramos Cordeiro


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