“A filosofia espírita é a base de minha compreensão de vida”

A escritora e atual coordenadora editorial da revista Leitura Espírita fala sobre suas experiências no campo espírita

Espírita desde os 17 anos, natural e residente em Jundiaí, no interior paulista, Rita Foelker (foto) é Mestre em Filosofia, escritora e jornalista. Com mais de 50 livros publicados, entre os quais obras infantis, mediúnicas e não mediúnicas, está vinculada à revista Leitura Espírita, na qual é coordenadora  editorial.  Seus  lançamentos  mais   recentes são os livros “Comece bem o seu dia: frases, desejos, preces & reflexões” (Ed. Gil) e “Dona Anália, a amiga das crianças” (infantojuvenil, Ed. Comenius).

Suas respostas na presente entrevista revelam o perfil de sua dedicação e amor à Causa Espírita.


De seus livros, qual o mais marcante em sua trajetória? Por quê?
Há vários livros que considero especiais, pela temática, pela receptividade dos leitores. Sempre que me propus a lançar um livro, fiz na intenção de acrescentar reflexões importantes, seja sobre educação e família, seja sobre temas espíritas ou espiritualistas. Mas se devo apontar apenas um deles, fico com “Pensamentos que Resolvem”, pelo Espírito Calunga, o primeiro desse amigo espiritual e que representou, de fato, um marco: o início de uma convivência mediúnica que me proporcionou uma nova compreensão da vida, a qual continuou comigo desde então.  

No seu trabalho pedagógico espírita, o que gostaria de destacar?

Considerando a pedagogia em sentido amplo, entendo que tudo o que fazemos, com um sentido de evolução espiritual, possui um fundamento pedagógico. Não se trata de querer ensinar, mas daquilo que fazemos buscando evoluir e, também, para tentar colaborar no meio em que estamos. O Projeto Filosofia Espírita Para Crianças, por exemplo, iniciado em 2002, teve e tem essa proposta, de uma educação reflexiva e dialógica, fortemente vinculada ao autoconhecimento e à liberdade de pensar, aprimorando o sentir.  

Sempre foi seu foco a educação espírita e mesmo a questão emocional. Comente sobre isso.

Se considerarmos a educação espírita de modo abrangente, embora tenha atuado em casas espíritas em grupos de crianças, jovens e pais, hoje me concentro mais em levar oficinas e seminários sobre educação à luz dos conceitos espíritas nos quais, segundo entendo, encontra-se a educação das emoções: a busca de autoconhecimento e equilíbrio interno. E mesmo o trabalho atual, na Revista, divulgando conceitos espíritas, é educacional em sentido amplo. Sinto que tudo está interligado.  

E a experiência das palestras?

É uma parte importantíssima do meu trabalho, que venho desenvolvendo ao longo de mais de quinze anos. E é uma atividade que tem me levado a locais dentro e fora do Brasil, possibilitando contato com pessoas interessadas no Espiritismo e com suas diferentes realidades. Procuro conciliar a vida familiar, profissional, o ofício de escritora às palestras sobre temas que estudo e considero importantes, como a educação, a educação emocional, a mediunidade... a vivência segundo a visão filosófica espírita, enfim.  

Estando atualmente vinculada à Lachâtre, comente esse trabalho.

Meu atual vínculo com a Lachâtre abarca tarefas relativas à área editorial. O trabalho principal é de coordenação da revista Leitura Espírita, envolvendo contatos com colaboradores, pesquisa, produção, edição e revisão dos textos que compõem as suas páginas. Mas colaboro também nas edições de alguns livros do selo Lachâtre, Lachâtre Jovem e Heresis, como revisora, editora e ilustradora. E isso não me impede de fazer freelas de revisão para amigos escritores.  


E a revista Leitura Espírita, como surgiu? Qual sua abrangência, tiragem e diretriz principal de sua edição?
A revista Leitura Espírita surgiu juntamente com o projeto do Instituto Lachâtre e era, originalmente, um jornal de circulação mensal. A partir da edição 14, de Julho-Agosto/2013, decidiu-se transformá-la em revista, mantendo o mesmo entusiasmo pela causa da divulgação das ideias espíritas, com qualidade e atualidade, tanto dos temas quanto do estilo de abordagem. Com tiragem de 5.000 exemplares e periodicidade bimestral, ela é distribuída em território nacional, por intermédio dos Clubes de Livros, e também integra os Pacotes Associativos do Instituto, que o interessado poderá adquirir e receber no endereço desejado.  

A recente edição especial da citada revista deu destaque a Hermínio Miranda. Em sua opinião, qual a importância desse autor para a literatura espírita?
A partida de Hermínio para a dimensão espiritual deixou uma lacuna entre nós. Como a Lachâtre concentra a maioria de suas obras publicadas, recebemos algumas manifestações de carinho, admiração e saudades. E nada seria mais justo que dedicar-lhe uma Edição Especial da revista Leitura Espírita, nossa edição 14. Como estudioso e pesquisador, Hermínio construiu uma biografia respeitável sobre bases de grande humildade intelectual e forte compromisso com a Doutrina Espírita. Seus livros, artigos e seu exemplo permanecem como legado de valor inestimável.  

Como, na sua opinião, está o atual movimento espírita, face aos desafios da atualidade - internos e externos - e também diante dos avanços da tecnologia e mesmo diante do amadurecimento da mentalidade humana?
Vejo um interesse crescente pelo Espiritismo, pelas publicações, pelos filmes sobre temas espíritas. O número de editoras espíritas cresce. Parece que ideias como reencarnação, vida espiritual e mediunidade estão se tornando mais comuns, mesmo entre não espíritas, o que reflete um fato: os fundamentos da filosofia espírita são as próprias leis naturais. Contudo entre espíritas em geral, não tenho visto um grande movimento no sentido de compreender qual era de fato a proposta de Allan Kardec, para então colocá-la em prática. Há algum culto a personalidades, prejudicial aos fins do Espiritismo, e muitos conceitos não espíritas misturados nas cabeças, desfigurando a proposta original.  

Algo marcante que gostaria de relatar de suas experiências?

Uma experiência recente e que tenho considerado frutífera é a interação possível por meio das redes sociais, algo que muito aprecio. É um meio onde encontramos pensamentos afins. Pode-se dialogar sobre ideias com mais agilidade, participar de grupos interessados em temas específicos, construir vínculos com pessoas muito bacanas e inteligentes.  

Suas palavras finais.

Gostei muito do convite para falar sobre esses assuntos que me mobilizam. A filosofia espírita é a base de minha compreensão de vida. Falar sobre Espiritismo é poder compartilhar também o importante significado que ele tem em minha existência.  

Por: Orson Peter Carrara
Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano7/352/entrevista.html


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