Muito conhecido por seus livros, palestras e seminários por todo país, Quico - como é chamado - respondeu à nossa entrevista com carinho e atenção, trazendo informações de sua experiência como espírita e médium. Natural e residente em Catanduva, fundou há mais de 25 anos a Sociedade Espírita Boa Nova. Com formação em Administração e com curso completo em Neurolinguistica, voce pode conhecê-lo um pouco mais nas respostas que disponibilizamos.

Como o Espiritismo surgiu em sua vida?
Meu primeiro contato com o Espiritismo aconteceu quando eu morava na fazenda dos meus pais e era muito jovem. Naquela época notava alguns fenômenos curiosos, escutava passos e ruídos. Como recebi uma educação católica, acreditava que era tudo fruto da minha imaginação. Depois disso, com aproximadamente 18 anos de idade, minha mediunidade aflorou ostensivamente quando estive com amigos num terreiro de Umbanda. Meus braços começaram a formigar - sensação que tomou conta do corpo inteiro – e disseram que eu havia recebido um espírito. A partir daí as sensações mediúnicas que antecedem a incorporação ficaram cada vez mais comuns. Em 1973, o grande amigo Diomar Ziviani me orientou na questão espírita e me apresentou ‘O Livro dos Espíritos’ de Allan Kardec e ‘Voltei’ de Irmão Jacob. Foi meu primeiro contato com essas obras, mas a sensação era de que já conhecia aquelas lições. Através do estudo comecei a entender e administrar minha mediunidade.

Como iniciou seus trabalhos de psicografia?
Já administrava minhas faculdades mediúnicas através da psicofonia, quando em novembro de 1974 recebi minha primeira página psicografada que tinha como título ‘O Valor da Oração’. Ela era assinada por Ivan de Albuquerque, espírito até então completamente desconhecido. Acredito que a psicografia requer muito estudo. É muito bom ser um instrumento de comunicação entre esse mundo e o Espiritual.

Quem foi Hammed?
Hammed e eu tivemos o primeiro contato no final de 1972, através da psicofonia. Tempos depois, soube que temos uma ligação espiritual muito forte, que é uma consequência de diversas experiências passadas. Antes da Era Cristã, por exemplo, já havíamos vivido várias vezes juntos no Oriente – inclusive na Índia.

Quais atividades filantrópicas o grupo Boa Nova desenvolve?
Através do Instituto Beneficente Boa Nova desenvolvemos uma série de trabalhos. Temos uma creche que atende diariamente 135 crianças de ambos os sexos, entre três meses e sete anos de idade, em regime de semi-internato. Elas são acompanhadas por professores e recreacionistas, que através de atividades lúdicas e formais, possibilitam o desenvolvimento nos aspectos físico, social, afetivo e espiritual.

A rotina começa às sete da manhã, quando as crianças chegam à Creche. Depois de tomarem banho e vestirem o uniforme, os pequenos se reúnem para o café da manhã. Após a refeição, todos seguem para as salas de aula, pátio, parquinho ou para a brinquedoteca, de acordo com a programação do dia. Às onze da manhã todas almoçam, depois escovam os dentes e vão dormir. Após o descanso, elas recebem o café da tarde e retornam às atividades até as quatro horas, horário em que jantam. Após isso, elas retornam para os seus lares, às cinco da tarde.

Além da creche, temos o Lar Esperança, que atende senhoras em regime de internato. Tratamento médico e odontológico, roupas, alimento e cabeleireiro estão entre os benefícios oferecidos às senhoras, que tem instalações totalmente adaptadas para elas.

Além disso, mantemos o posto médico-odontológico e ações voltadas para o atendimento sócio-cultural e para um grupo de mães e gestantes. Hoje, a entidade que a princípio se acomodava numa pequena sala, ocupa dois quarteirões em Catanduva.

Como você analisa o Espiritismo na atualidade?
O Espiritismo tem ganhado força a cada ano. Acredito que isso se deva ao momento que o mundo está enfrentando, com tantas mudanças. As pessoas têm procurado respostas e o consolo proporcionado pela espiritualidade. Acredito também que o aumento de pessoas no Espiritismo esteja relacionado à busca de respostas para assuntos que nos afligem como a morte, por exemplo. Isso sem contar nos ótimos livros, CD’s e filmes lançados regularmente, que fazem com que a doutrina esteja sempre em pauta.

Como você analisa a quantidade de livros espíritas que estão sendo publicados atualmente e o surgimento de tantas Editoras Espíritas?
Os dois últimos censos do IBGE mostram que o número de espíritas no Brasil cresceu 40%. Além disso, muitas pessoas simpatizam ou têm curiosidade pelos ensinamentos da Doutrina. Com tanta gente interessada, o aumento do número de publicações é consequência. De um modo geral, acredito que essa expansão do mercado editorial seja positiva, já que a maioria dos livros espíritas contém mensagens importantes. No entanto, é licito lembrar as palavras de Paulo de Tarso: ‘tudo posso, mas nem tudo me convém’.

Qual o critério que a Editora Boa Nova usa para editar livros?
Qualquer tipo de publicação relacionada ao nome Boa Nova passa por uma avaliação, antes de ser divulgada. O primeiro critério é analisar sempre junto com os amigos espirituais as intenções verdadeiras das pessoas que nos escrevem e que muitas vezes estão dissimuladas, seja na publicação de livros, na formulação de perguntas nas entrevistas, na confecção de mensagens dos amigos espirituais, etc.

A partir de então, os livros e outros textos que recebemos passam por nosso Conselho Editorial. Lá, eles são analisados e devem se encaixar em nossas propostas literárias e apresentar conteúdos de qualidade, para que sejam publicados. Se você notar, temos em nosso catálogo separadamente os livros que classificamos como Espíritas, Espiritualistas, Auto-ajuda, etc. Isso para não vendermos ‘gato por lebre’, como diz o ditado popular.

Qual a importância do livro espírita na divulgação da Doutrina Espírita?
A literatura tem um papel fundamental para o Espiritismo. Através dos ensinamentos contidos em obras como ‘O Livro dos Espíritos’ e ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, por exemplo, as pessoas podem aprender intelectualmente e ao mesmo tempo, buscar a evolução espiritual.

O Instituto Beneficente Boa Nova cresceu vertiginosamente em poucos anos. Em sua opinião qual o motivo deste sucesso tão rápido?
Você acredita que 25 anos seja pouco tempo? A Boa Nova foi uma das primeiras distribuidoras a ser criada. Ela foi fundada em 1986 e trabalha sem interrupção, desde então. O crescimento da Boa Nova é fruto de muito trabalho e dedicação, já que nosso objetivo primordial sempre foi divulgar a Doutrina Espírita com critério e responsabilidade. Além disso, o número de pessoas em busca de conforto espiritual tem aumentado, até em decorrência desse momento agitado pelo qual o mundo tem passado. Por esses e outros tantos fatores, nossos projetos têm alcançado bons resultados. Com isso, mais e mais pessoas encontram ajuda, seja nas mensagens contidas nos livros espíritas, seja nos vários projetos sociais desenvolvidos pela Boa Nova (creche, lar de idosas, Clube de Mães, auxílio à famílias e gestantes, etc.).


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