1. Como surgiu a ideia de criar o GAAAI? Quem foram os idealizadores?
O GAAAI teve sua origem durante seminário promovido pela Vara da Infância e Juventude de Itu ,OAB/SP Comissão Especial de Direito à Adoção e Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo realizado na semana da adoção nas dependências do Fórum de Itu.

Posteriormente, reuniram-se vários interessados na questão do apoio aos adotados e adotantes de Itu, começando em tratativas para a formação do GAAAI, que em 19 de agosto de 2014 formalizaram a entidade com a aprovação Estatuto e eleição de para o biênio 2014/2016.

2. O grupo irá trabalhar somente em Itu, ou também em outras cidades da região?

Pretendemos, em colaboração com o Setor Técnico do Fórum de Itu, atuar também nas cidades vizinhas de Salto, Porto Feliz, Boituva, Cabreúva e Indaiatuba.

3. Quantas pessoas atuam no projeto?

Contando diretoria e demais colaboradores, todos voluntários, chegamos a um número aproximado de 20 pessoas.

4. O grupo é aberto a voluntários? Caso sim, são necessárias capacitações específicas?
Sim, o GAAAI aproveita esta ocasião que nos é dada para formular o convite à todos os interessados no tema para que se juntem a nós. Necessariamente a capacitação fundamental é a preocupação com o ser humano, vontade de doação e comprometimento. As solicitações para se tornar um voluntário podem ser efetivadas pelas mídias sociais do GAAAI.

 

5. Atualmente, quantas crianças e adolescentes esperam pela adoção em Itu?
De acordo com os dados, desatualizados, do Conselho Nacional de Justiça temos apenas 02 crianças aptas a adoção em nossa cidade.

Estes dados conflitam com a realidade bastando lembrar que em Itu temos os abrigos CEACA / Casa do Adolescente e Casa Lar.

Estamos no aguardo destes dados que são de responsabilidade do Setor Técnico do Fórum de Itu para que possamos auxiliar as pessoas interessadas em adotar a efetivarem busca ativa.

6. Na sua opinião, quais são os maiores 'obstáculos' em um processo de adoção?
Podemos apontar como os " obstáculos " principais a desinformação, medo, insegurança, um verdadeiro labirinto burocrático com falta de funcionários capacitados e comprometidos que se importem realmente em relação às crianças abrigadas e seus destinos.

7. O processo de adoção leva, em média, quanto tempo?
O processo de habilitação é relativamente rápido, de aproximadamente 06 meses a 01 ano. O que é mais demorado é a chegada da criança, dependendo do perfil desejado pelos pretendentes.

Vejamos: existem hoje em todo Brasil 3.300 crianças aptas a adoção - e aqui não me refiro às crianças com necessidades especiais que não constam desta estatística - e 22.300 pais potenciais. Acontece que 80% destes pais querem adotar crianças de até 3 anos de idade - preferencialmente meninas, brancas e sem irmãos - que são em número de apenas 236.

Em contrapartida temos 1.600 crianças entre 12 e 17 anos aptas a adoção sendo que estas fazem parte do perfil de apenas 1,58% dos pais em potencial.

Logo, a equação não fecha e os processos de adoção demoram até 05 ou 06 anos. Não nos esquecendo que todas as crianças e adolescentes merecem um lar.

8. Você tem dois filhos adotivos. Gostaria de contar sua história e a experiência? Há quanto tempo você os adotou, e o que mudou em sua vida depois da chegada deles?
Bem, não creio que possa em poucas linhas sintetizar esta experiência.

As dificuldades, decepções, momentos de angústia, de sentimento de invasão de privacidade por parte de técnicos e psicólogos envolvidos no processo de candidatura à adoção, de expectativa por um telefonema que nunca chegava, de olhares esperançosos recebidos de crianças que queriam um lar não foram poucas.

Por outro lado, o acolhimento por parte de todos os meus amigos e pessoas que me apoiaram no primeiro momento nesta iniciativa e que me fortaleciam a cada frustração ou tropeço tendo sempre me estimularam a não desistir nunca, certo de que meus filhos estavam à minha espera como eu deles!

O primeiro nos chegou com 11 anos de idade e hoje já está com 15. É um adolescente maravilhoso do qual muito me orgulho por estar se tornando um homem bonito em todos os sentidos. Hoje ele já se ocupa como voluntário do GAAAI.

Meu segundo filho chegou apenas há 04 meses e ainda está neste período de adaptação às novas rotinas, vida em família, etc.

Posso dizer que minha vida mudou para muito melhor com a chegada dos meninos! É uma experiência única esta da paternidade! Recomendo.

9. Ainda é muito comum que apenas bebês ou crianças bem pequenas sejam adotadas. você acha possível mudar esse padrão e incentivar a adoção de crianças maiores e adolescentes? Quais ainda seriam as barreiras a serem superadas nesta questão?
Creio que mais do que nunca o papel dos diversos grupos de adoção existentes no país - tal como o do GAAAI - é tentar alterar esta cultura de adoção aonde - não fazendo aqui nenhum juízo de valor - as pessoas ainda buscam a segurança em adotar bebês ou crianças até 2 anos como que buscando uma garantia que esta adoção dará certo. As maiores barreiras ainda são o preconceito, o desconhecimento da situação de adoção no Brasil e - volto a dizer - uma busca na maioria dos casos em querer que a criança venha sem passado ou história! Veja bem, o universo de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos esperando por alguém que os ame é de 64% do total abrigado. Alguma coisa tem que mudar!

10. Quem tem planos de adotar uma criança ou adolescente, quais os passos deve seguir? Essas pessoas poderão procurar o GAAAI?
Bem, inicialmente que estas pessoas reflitam profundamente sobre este interesse e suas reais motivações.

Em seguida que procurem informações à respeito por exemplo legislação, tipos de adoção existentes e procurem Grupos de Apoio à Adoção os quais podem fornecer subsídios para que este interesse se concretize ou não.

Devem procurar o Fórum - Vara da Infância e Juventude - mais especificamente os profissionais do Setor Técnico - para expressarem este desejo, sendo este local onde toda tramitação documental se dará.

O GAAAI deve ser procurado sim pelas redes sociais e em seu blog GAAAI FILHOS DO CORACÃO, para dirimir dúvidas, obter esclarecimentos e encontrar os seus voluntários aptos à acolhê-los.

A partir desta apresentação pública do GAAAI - Grupo de Apoio aos Adotados e Adotantes de Itu - em 02/12/2014 tenho certeza de que muito estaremos contribuindo para que pais e filhos se encontrem e possamos auxiliar para que a felicidade se instale em definitivo no coração de todos! Agradeço pela atenção e convido à todos à comparecerem ao nosso primeiro encontro público que terá uma parte expositiva e em seguida abertura para perguntas e respostas.

FONTE: http://www.itu.com.br/


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