Célia Xavier de Camargo é espírita, escritora com 23 livros publicados. É formada em Direito, sendo atualmente professora aposentada.

Casada com Joaquim Norberto de Camargo, tem 4 filhos: Sérgio, Adriana, Alexandre e Eliane Cristina, e reside em Rolândia – PR, sendo natural de Gália – SP.

O livro “Um anjo em nossas vidas”, seu último lançamento, faz parte do Clube do Livro do Instituto Chico Xavier do mês de fevereiro.

Conheça mais sobre Célia Xavier de Camargo, acompanhando sua entrevista exclusiva concedida ao site do Instituto Chico Xavier.

    1. Você é vinculada em qual Casa Espírita e qual trabalho desenvolve nesta Casa Espírita?

Logo após chegarmos a Rolândia, fomos convidados para a inauguração da Sociedade Espírita Maria de Nazaré, em que um pequeno grupo fundou em 1976, liderado pelos grandes amigos Maria da Luz Pedroso e seu esposo, Dr. Luiz Carlos Pedroso. Quanto às minhas atividades, são várias. Dirijo uma reunião pública às 5ªs feiras, de palestra e passes, com turmas de Evangelização Infantil. Neste mesmo dia, antes da reunião, dou Cursos para os principiantes: Curso Básico de Espiritismo e, após esse, o Curso de Leis Morais. Às 2ªs, 3ªs, 4ªs e 6ªs feiras, trabalho em reuniões mediúnicas, como médium e, eventualmente, como dirigente do grupo. Às 3ªs feiras às 14h30min h, sou responsável por um grupo de Estudos do Evangelho, também com passes. Além dessas atividades, sou também palestrante.

Conte-nos sobre os trabalhos desenvolvidos pela Casa Espírita que participa. Além dos citados na pergunta anterior, existem outras atividades, inclusive dirigidas por Alexandre Xavier de Camargo, nosso filho, que é o responsável por três reuniões mediúnicas da casa, além daquelas já citadas, e por um estudo do Novo Testamento, no qual utiliza a tradução feita por Haroldo Dutra Dias, para a FEB, aos domingos, às 10h. da manhã, com grupos de Evangelização Infantil. Além disso, ele também dá cursos pela internet, utilizando o facebook e o youtube, utilizando-se de obras espíritas. No facebook, para acompanhar os estudos, tanto no horário em que estão sendo realizados quanto posteriormente, podem acessar https://www.facebook.com/groups/cemana

3. Além de escritora de livros e palestrante, atua em outra área na divulgação da Doutrina Espírita?

No final de 2014, comecei a dar um estudo pela internet utilizando a obra do Espírito Eduardo: “Comunicação entre dois mundos”, todas as 6ªs.feiras, das 8 às 9hs da manhã, através do Facebook e Youtube. Estou adorando a experiência! No início tive alguns problemas técnicos, porém agora vai tudo bem. Além disso, mensalmente tenho uma página para crianças no Jornal “O Imortal”, de Cambé (PR), e semanalmente uma página infantil na “Revista O Consolador “,que é postada todos os domingos na internet. Para acessar o site é http://www.oconsolador.com.br/ . Aliás, ela é excelente!

4. Você apoia ou faz parte de algum Projeto ou Instituição Social? Conte-nos sobre isso.

Na área de Assistência Social temos, na periferia de Rolândia, uma casa popular onde, aos 6ªs. feiras tem um trabalho dirigido às gestantes carentes, oportunidade em que é ministrado um curso e, ao término, elas recebem um enxoval para os bebês. Também, aos sábados, às 16hs.,temos grupos de Evangelização Infantil para as crianças e adolescentes do bairro. Também, no mesmo bairro, temos a Casa da Sopa, que funciona todos os dias com almoço e janta, fornecendo sopa para todos que quiserem; e aos sábados, a sopa é entregue para levar para casa, após uma palestra proferida às 16hs., por um dos nossos palestrantes. Também temos uma entidade: Lar Infantil João Leão Pitta, que funciona como Centro de Educação e que conta com 120 crianças em regime de creche, desde bebês até 6 anos de idade.

5. Como você faz para conciliar todos os trabalhos que realiza, com a vida familiar?

Tudo tem sua hora e seu lugar. Minhas obrigações são muitas, mas sempre conseguimos resolver de modo a dar seu lugar para a família. Por exemplo: domingo temos reunião na Casa Espírita cedo. Então, gasto boa parte do sábado preparando o almoço do domingo. Assim, recebemos os filhos, noras e netos para o almoço, que se estende por todo o dia. Muito bom! Conquanto cansada, sinto-me feliz.

6. Você tem outra faculdade mediúnica além da psicografia?

Sim. Sou médium de psicofonia, quando trabalho nas reuniões mediúnicas, conforme citado. Além disso, faço psicografia às 2ªs feiras, das 9 às 12hs., quando recebo histórias infantis, de autoria do Espírito Meimei, que são publicadas no Jornal O Imortal e na Revista O Consolador. Também às 3ªs e 5ªs feiras faço psicografia (entidades diferentes). São textos dos livros e que depois serão publicados.

7. Quantos livros você já psicografou até hoje? Tem algum livro que tenha lhe sensibilizado em especial?

Graças à bondade dos Amigos Espirituais já foram publicados 23 obras, de autores diversos, sendo que desses, dois são infantis, e um deles publicado na França: “Les contes de tante Celia”. Todos me sensibilizam, porém a Eterna Mensagem do Monte, de Leon Tolstoi, tem uma capacidade de me emocionar de forma extraordinária. E, sem dúvida, “Perdoa”, a primeira obra que recebi, assinada por Jésus Gonçalves, também é muito especial. Tenho um carinho muito grande por esse livro.

8. Seu último lançamento, foi o livro “Um anjo em nossa vida”, que faz parte do Clube do Livro do Instituto Chico Xavier em fevereiro. Nos conte como foi a elaboração desta obra.

Eu recebi os textos da obra “Um anjo em nossa vida”,de César Augusto Melero às 3ªs. feiras, geralmente reservadas para os jovens. Não sei porque isso acontece, mas comigo é assim que funciona. Os outros autores, que poderíamos chamar de mais experientes, recebo sempre às 5ªs. feiras. Quanto ao “Um Anjo em nossa vida”, foi muito interessante, uma vez que eu sempre fico sabendo só quando eles já estão ditando. Nenhum dos autores avisa que vai escrever sobre tal ou qual tema. Começam e pronto! Então, para mim, funciona como uma novela, cujos capítulos eu tomo conhecimento sempre na próxima semana. Às vezes, torço por um personagem ou por outro, mas não adianta, pois não sai como quero. Neste caso, foi emocionante porque o texto se refere a caso que eles atenderam em nossa cidade, Rolândia.

9. Em outras entrevistas você mencionou sua insegurança no início de seu trabalho de psicografia com livros. Conte-nos sobre isso.

Creio que essa insegurança é natural. Afinal, minha mediunidade não é mecânica, como talvez eu preferisse, em virtude de achar que teria menos responsabilidade em relação aos textos. Não. Comigo é diferente. Eu ouço os Espíritos me pedirem para escrever, e eu começo a anotar o que ele vai ditando; então à medida que vou digitando, passo a ver as imagens que a entidade evoca. A partir desse ponto, acredito que se torne um processo mais automático. É bastante interessante porque vejo as cenas, os personagens, como acontece na história.

10. Os médiuns passam por muitas dificuldades no início de sua mediunidade. Imagino que no caso de um trabalho com obras psicografadas as dificuldades devam ser maior. Em nenhum momento você teve vontade de desistir diante das dificuldades?

Não, nunca. Sinto-me um pouco insegura quando se trata de mensagens de desencarnados para a família. Tive experiências muito boas e outras não tanto. Tem um caso que me abala bastante ao lembrar-me dele. Certa ocasião, percebi o Espírito Jesus Gonçalves, tendo ao lado uma jovem conhecida nossa, amiga de meus filhos na escola, e que desencarnara num acidente, junto com outros jovens. A família dela estava muito abalada e senti que a filha desencarnada desejava que eu recebesse uma mensagem dela para a família. Preocupada diante da responsabilidade (os pais eram católicos fervorosos) tentei evitar. Fiz-me de desentendida, como se não soubesse o que estava acontecendo. Jésus Gonçalves acabou perdendo a paciência comigo e disse: Minha irmã, se você não gostar da mensagem, jogue na lata do lixo. Mas agora, escreva! – Então, diante daquela ordem, escrevi o que ela ditava. Depois, eu e o Joaquim fomos até a casa do casal amigo levar a carta. Eles nos receberam gentilmente, embora a dor que sentiam. Conversamos um pouco e afinal, eu contei que viera entregar uma correspondência para o casal. Eles pegaram o envelope, agradeceram, colocaram-no no sofá, sem abrir. Nós nos despedimos e saímos. Nunca mais tive notícias. Mais de dez anos depois, fiquei sabendo que eles ainda não tinham aberto a carta! Lamentei pelo esforço da nossa amiguinha, mas nada pudemos fazer.

11. Os espíritos que já trabalharam com você, ditando obras mediúnicas compreenderam sua insegurança? Quais eram as instruções dadas por eles nestes momentos?

A insegurança acontecia apenas no início; depois, eu engrenava no trabalho e prosseguia até o final sem problemas. Lembro-me de Leon Tolstoi, delicado e carinhoso amigo que, sabendo das minhas dificuldades, mandou-me uma mensagem antes de começar a escrever a obra “A Eterna Mensagem do Monte”, que narra episódios vividos por pessoas à época do Sermão da Montanha. Fiquei assustada e insegura por ser ele um personagem ilustre e escritor de tantos livros excelentes, e também porque eu nada tinha a ver com a Rússia e ele gostava de falar sobre o regionalismo russo. Para me acalmar e mostrar que não teria problemas, ele ditou, nesse mesmo dia, um conto, que consta como o primeiro capítulo da obra. Isso me serenou o coração. Não tive mais problemas.

12. O que você diria para um médium escritor iniciante que enfrenta as mesmas dificuldades que você enfrentou?

Que confie e enfrente as dificuldades. Quando há determinação e confiança, tudo se resolve com facilidade, mesmo porque os Espíritos Amigos que desejam escrever por nós, médiuns, sabem que, se não tivermos segurança, eles não poderão trabalhar. Então, farão tudo para tornar mais fácil essa tarefa. Além disso, que mantivesse o pensamento elevado, a humildade necessária para saber que, se não for por nós, eles encontrarão outros que executem a tarefa que seria nossa. É tudo uma questão de afinidade. Confiança em Deus, mas também análise criteriosa dos textos, para não ser enganado por qualquer entidade que pretenda nos fazer cair no ridículo.

13. Como você vê a proliferação de livros espíritas que estão sendo publicadas no mercado editorial espírita? Qual o critério que deveria ser adotado para a publicação destes livros?

De maneira geral, vejo com bons olhos, visto que precisamos de textos que colaborem na divulgação da nossa Doutrina. Por outro lado, o mercado editorial, sabendo que as obras espíritas são um excelente filão para vender e ganhar dinheiro, não estão tendo o necessário cuidado de análise dos textos e escolha das obras, publicando textos que podem até prejudicar o Espiritismo. Mas cada um é responsável por suas ações.

14. Em sua opinião, em que um romance espírita pode auxiliar quem está iniciando na Doutrina Espírita e que não tem interesse pelos estudos da Doutrina?

Analisando do ponto de vista daqueles que não têm conhecimento sobre o Espiritismo, e até dos que não apreciam leituras de estudos, vejo como excelente meio para a compreensão dos fatos da vida e da morte, da imortalidade da alma, da lei da reencarnação, da lei de causa e efeito, da necessidade de transformação moral com vistas ao nosso futuro. Vejo pessoas que antes não sabiam nada sobre nossa doutrina e agora, por uma história apresentada em forma de romance, as pessoas vivenciam as experiências que leem e conversam tranquilamente sobre o assunto. Mesmo porque os romances espíritas mostram a realidade da existência, da necessidade de aprender a perdoar e tantas coisas mais, que o leitor assimila muito bem. É uma maneira de obter conhecimentos espíritas para pessoas que jamais pegariam “O Livro dos Espíritos”, por exemplo, para ler. Pelo menos no início. Depois, à medida que se esclarecem mais, começam a se interessar por cursos e obras de estudos, como “O Livro dos Espíritos”, obra basilar que o mestre Allan Kardec, a quem veneramos, publicou como a síntese da Doutrina Espírita, depois clarificada pelas outras obras da Codificação. Particularmente, tenho notado esse progresso nas pessoas.

15. Você está trabalhando atualmente em algum novo livro? Pode nos contar a respeito?

Sim, sempre tenho dois livros em andamento, que recebo nas terças e nas quintas-feiras. Cada um deles já conta com cerca de vinte capítulos.

16. Atualmente passamos por tempos muito difíceis em todo planeta e nas mais diversas áreas. O que poderia dizer ao leitor do site do Instituto Chico Xavier sobre isso?

Tudo isso estava previsto, significando as transformações que o nosso planeta terá de passar de modo a deixar de ser um Mundo de Expiações e Provas, passando a Mundo de Regeneração. Creio que os espíritas estão bastante alertados para esse problema e ninguém mais se engana quanto a isso. São patentes as barbaridades que acontecem em nossas sociedades: doenças estranhas, crimes hediondos, chacinas, comportamentos aberrantes e doentios, fomes, convulsões climáticas, a falta de água, os flagelos destruidores, as tempestades, ciclones, terremotos, maremotos, inundações e toda sorte de sofrimentos que arrastam populações grandemente sofredoras. Todos os que não ignoram essa realidade que iremos passar por grandes dificuldades, devem se fortalecer à luz do Evangelho de Jesus. Terminada a grande tribulação, tudo será melhor, com mais paz, entendimento e amor.

17. Agradecemos imensamente ter nos concedido esta entrevista e pedimos que deixe suas últimas palavras aos leitores de nosso site.

Agradeço-lhes pela gentileza para comigo e desejo a todos que vierem a ler esta entrevista que busquem melhorar-se intimamente, visto que nossa finalidade é o amor a todas as criaturas, fazer o bem, plantar a paz, trabalhar para a concórdia mútua. Um grande abraço!


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