“Estamos mais sábios e maduros, é claro, mas a evolução é um trabalho que se faz a cada dia. Não podemos deixar de lutar por nossas convicções, nem de levar nosso trabalho adiante, educando as novas gerações.”

 

Em comemoração aos 158 anos da publicação do Livro dos Espíritos, a escritora Arlete Braglia, pseudônimo de Ada May, lançou o livro O Cético, seu primeiro livro espírita para o público adulto, que faz parte do Clube do Livro do Instituto Chico Xavier.

Arlete Braglia tem um filho de dez anos chamado Caio, é natural de São Paulo e reside atualmente em São Caetano do Sul. Formada em relações públicas, trabalha como professora e escritora de livros infantis. Conheça um pouco mais sobre a escritora Arlete Braglia, acompanhando esta entrevista concedida exclusivamente ao site do Instituto Chico Xavier.
1. Qual seu nome completo?
Meu nome é Arlete Braglia, mas uso o pseudônimo de Ada May  para escrever. Talvez, seja uma forma de abafar o ego.

2. Faz parte de alguma Casa Espírita e qual o trabalho que realiza na Casa?
Trabalhei por muitos anos em uma casa de São Bernardo do Campo, chamada “Obreiros do Senhor”, onde lecionei sobre mediunidade e fiz evangelização de adultos. Atualmente, dou palestras para crianças e também adultos.

3. Quantos livros já publicou e quais são?
Para o público infanto-juvenil publiquei “Os Micronautas” em 2010 pelas  Edições Paulinas.  Para o público espírita publiquei “Nina e o Mistério do Casarão” em 2008, “Chico, o menino aluado” em 2010,  “Nina e o Enigma da Sombra” em 2011 e “O cético”, em 2015. Todos esses pela Editora Lachatrê. Também publiquei o e-book “Conectados”, pela livraria eletrônica Amazon.

4. O que a levou a se tornar uma escritora de livros infanto-juvenil espírita?
Quis escrever para as crianças primeiramente porque achei que a literatura espírita dedicada a esse público específico tinha algumas lacunas que eu poderia ajudar a preencher. Por exemplo, quando quis ensinar minhas sobrinhas sobre coisas como mediunidade e sobre causa e efeito, as obras que encontrei não tinham o ‘tom’ que eu desejava. Acho que foi por isso que resolvi meter a mão na massa e dar a minha temperada.

5. Como o público infantil assimila o conteúdo espírita de seus livros?
Já fiz oficinas com os livros em várias casas espíritas que trabalham com a evangelização infantil e tivemos ótimos resultados. As crianças se divertem enquanto aprendem e sempre somam com a experiência.

6. Qual a importância da Evangelização na vida de uma criança?
Acho fundamental, por isso escrevi tantos livros. Justamente porque o livro é uma forma lúdica de passar conteúdo e informações importantes, envolvendo o pequeno leitor que aprende, mesmo quando acha que está apenas se divertindo.

7. Por que você decidiu trabalhar com crianças e jovens?
A princípio quis escrever para as crianças e para os jovens para que esses livros me ajudassem a educar as crianças que eu tinha sob minha responsabilidade, na família, no centro, meus alunos, enfim. Também ajudou o fato de eu receber a assistência espiritual de um espírito maravilhoso, o Zé Bento, que sempre dedicou sua vida as crianças e que estava disposto a me ‘soprar’ algumas de suas histórias incríveis. Decerto que ele facilita um pouco o meu trabalho.

8. Seu último livro, O Cético, nos remete a época de Allan Kardec e as dificuldades enfrentadas por seus adeptos para divulgar o Espiritismo. Qual a importância destas pessoas para o Espiritismo? 
Fundamental. Se não fosse pelo heroísmo e pela coragem de pessoas como Allan Kardec, Ermance Dufaux e todos os pioneiros que trabalharam arduamente na causa, simplesmente não teríamos o Espiritismo como o conhecemos hoje.

9. Como surgiu a ideia de escrever  O Cético? Nos conte mais a respeito.
A ideia nasceu quando desejei festejar “O livro dos espíritos”, de Allan Kardec no aniversário de 158 anos de sua primeira publicação. Também seria uma forma de homenagear todas as pessoas incríveis que se envolveram com o movimento em seus primórdios.  Sem falar que seria uma ótima oportunidade de escrever para um novo público, o adulto, dessa vez. Nessa oportunidade, espero conseguir cativá-los também!

10. Como você vê a evolução do Espiritismo hoje, tendo passado  158 anos de seu surgimento?
Acho que o Espiritismo já travou grandes batalhas e tem resistido bravamente a todas elas. No entanto, apesar do grande vulto que tem hoje, sobretudo no Brasil, muitos são os desafios que se nos apresentam cotidianamente. Estamos mais sábios e maduros, é claro, mas a evolução é um trabalho que se faz a cada dia. Não podemos deixar de lutar por nossas convicções, nem de levar nosso trabalho adiante, educando as novas gerações.

11. Você acredita que o Espiritismo ainda enfrenta muitos preconceitos nos dias atuais?
Infelizmente, sim. Sobretudo quando alguns segmentos religiosos mais radicais tentam levantar as velhas bandeiras de preconceitos que tanto já nos perseguiram no passado. Em meio à evolução pela qual trabalhamos tanto, temos que lidar com antigos discursos, desgastados de tão velhos, e de nos livrarmos de sermos agredidos por apelos que são pautados sobretudo pela ignorância. Ás vezes fica um pouco cansativo, ter que doutrinar um leão a cada novo dia, mas seguimos tentando fazer um bom trabalho.

Também nisso, acho que livros como “O cético” podem nos ajudar, justamente porque ao revisitarmos a história, de vermos como foi difícil à luta de nossos antigos companheiros de ideal, encontramos conforto ao observarmos como o discurso preconceituoso e ignorante continua nos perseguindo até hoje.

12. Agradecemos sua disponibilidade em nos atender e pedimos que deixe uma mensagem para os leitores de nosso site.
Sinto-me honrada pela oportunidade de falar de meu trabalho no espaço virtual do Instituto Chico Xavier. Tenho certeza de que compartilhamos os mesmos ideais evangélicos que motivaram o trabalho de pessoas maravilhosas como o saudoso Chico Xavier, Allan Kardec, Bezerra de Menezes, Herculano Pires e tantos outros, na divulgação da Doutrina espírita. É o exemplo desses espíritos tão especiais que nos têm alimentado ao longo dos anos, portanto, acho que é imprescindível que cultivemos suas memórias, que contemos suas histórias, que narremos suas façanhas  às futuras gerações, mas, sobretudo, que usemos esses exemplos como se fossem um farol em nossas próprias vidas, lançando a luz que indica o caminho por onde devemos seguir. Muito obrigada a todos vocês!

 

Por: Rita Ramos Cordeiro


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