Focalizando o trabalhar espírita.

FONTE: NOTÍCIAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA

 

Vania, pode fazer sua auto apresentação?

Sou Vania Mugnato de Vasconcelos, 49 anos, nascida em Curitiba – PR, pais José e Leonilde, filha mais velha com duas irmãs (Katia e Sheila), 4 sobrinhos, casada com Ricardo Henrique, mãe de Thiago Henrique, nascida católica, espírita por amor e vegetariana. Formada em Magistério, Serviço Social e Direito, sou advogada na cidade de Jundiaí, onde resido há 14 anos. Palestrante e articulista, sou divulgadora espírita em várias casas e cidades, escrevo sobre a temática espírita na Coluna Opinião do Jornal de Jundiaí, além de contribuir com a Agenda Espírita Brasil, Instituto Chico Xavier, Portal do Espírito, e outros sites. 


Como você conheceu o Espiritismo e desde quando o frequenta?

Dizem que “o acaso é o pseudônimo de Deus quando Ele não quer assinar o próprio nome”. Há 38 anos conheci o Espiritismo por um destes “acasos divinos”. Na infância residia em certo bairro de Curitiba, onde fiquei até completar 12 anos de idade. Tínhamos uma vizinha espírita, mas desconhecíamos essa condição. Ao mudar para outro bairro nossa casa foi alugada justamente a ela e um dia fomos convidados a visitar a família. Mesmo criança, ao invés de brincar fui ver os livros da pequena biblioteca da família, pois sempre adorei ler. Ali, naquele dia, tomei em mãos a obra de Ramiro Gama, “Lindos Casos de Chico Xavier”. Li deslumbrada! Quantas histórias comoventes! Foi amor à primeira vista, uma sensação de ter encontrado uma grande verdade!

Daí em diante, portanto desde os 12 anos de idade, o Espiritismo passou a ser parte da minha existência, li bastante e apesar de solicitada pela família a continuar frequentando a igreja católica, pela qual tenho muito afeto, visitava esporadicamente o centro espírita para ouvir palestras e tomar passes. Aos 17 anos cessei a participação na igreja e passei a contribuir e estudar em um CE do qual fiz parte vários anos.

 


A qual Casa Espírita está vinculada e quais trabalhos nela desenvolve?

Sou vinculada ao Centro Espírita João Batista, de Jundiaí, localizado bairro do Anhangabaú, uma sólida e responsável casa com quase 78 anos de fundação; também sou colaboradora em outras casas da região, como palestrante. No CEJB sou coordenadora do Grupo de Pais, faço palestras e sou responsável pelo jornal da casa, além de contribuir participando como colaboradora da diretoria.


Gostaria que nos falasse sobre seu trabalho com o Evangelho no Lar Virtual.
 

Essa atividade nasceu de forma natural e tem recebido apoio de amigos. Com as facilidades da internet e das redes sociais que permitem divulgação de vídeos ao vivo, comecei a fazer o Evangelho no Lar de modo virtual o qual comumente realizo num grupo fechado no Facebook, e para não perder um material tão importante sobre o Espiritismo aplicado à vida cotidiana, comecei a disponibilizar os vídeos no meu perfil e canal do YouTube. Para minha alegria, isso agradou os participantes do grupo, como também os amigos reais e virtuais, redundando em divulgação do material como incentivo à realização do evangelho no lar por quem assiste.

 

Como acontece e qual sua participação nesse evangelho? 

Por enquanto o estou realizando a cada duas semanas, comunicando ao grupo com a devida antecedência o dia e a hora. Embora recomende-se que o evangelho tenha compromisso de dia e horário, procuro alterar o dia da semana para que mais pessoas possam acompanhar ao vivo (nem todos podem fazer o evangelho às sextas as 20 horas, horário mais comum para nossa atividade). Na divulgação o tema é informado via link com o trecho a ser estudado. No momento do evangelho, que dura 30 minutos e começa pontualmente, faço preparação com prece, leitura do tema e explicação. Encerro com vibrações e prece. Se houver algum questionamento nos comentários do vídeo, na medida do possível esclareço ao vivo, se não for o caso, respondo posteriormente. Portanto, coordeno e realizo todo o estudo, doando o melhor de mim.

 

E palestras nas Casas Espíritas, como tem participado?

Faço semanalmente palestras em casas espíritas, tanto na cidade de Jundiaí como em outras, quando convidada. Já tive o prazer de ser convidada e visitar várias cidades (a maioria no estado de São Paulo), dentre elas: Americana, Araçoiaba da Serra, Barbacena - MG, Boituva, Campo Limpo, Indaiatuba, Itápolis, Itu, Itupeva, Jarinu, Matão, Salto, Santo André, São Bernardo do Campo, São Carlos, São Paulo, Serra Negra, Sorocaba, Valinhos, Vinhedo, Votorantim. E sendo possível ajustar necessidades da família e trabalho, vou para onde me convidarem!

Este ano, tudo se confirmando como está previsto, em final de abril estarei com o pessoal da ADE (Associação dos Divulgadores do Espiritismo) para fazer um ciclo de palestras no Japão durante a “Golden Week” (semana de ouro), fecharemos esse roteiro com um simpósio cujo tema central ainda será divulgado (estou torcendo por isso!)

 

Quais os temas que mais aborda?

Cada palestrante espírita tem um perfil tipicamente pessoal, o meu é ser próxima dos ouvintes, com certa dose de afetividade ao desenvolver temas de ordem moral para reflexão, de modo a mostrar que os conceitos espíritas são aplicáveis à vida cotidiana. Considero-me palestrante estilo “clínico geral”, que estuda, conhece, dá o fundamento e encaminha para uma reflexão mais aprofundada com o especialista, digamos assim. A meu ver, o leigo, o iniciante, o que veio buscar consolo, o que precisa rever conceitos, deve ser esclarecido de forma atrativa e objetiva, pois o estudo aprofundado de cada tema não se faz em palestra pública, ocorre nos estudos sistematizados da doutrina.

 

Qual a sua visão do movimento espírita no Brasil e no mundo?

No mundo todo o Espiritismo está crescendo, o que é muito importante. Em rápida pesquisa na internet encontra-se endereço em muitos países. No Japão, por exemplo, o movimento espírita tem criado vários núcleos com estudos para participantes ao vivo, mas também fazem bons estudos virtuais paralelamente, facilitando o acesso à informação. A ADE Japão, associação dos divulgadores espíritas, leva anualmente palestrantes do Brasil para colaborarem com os “dekasséguis", brasileiros que moram e trabalham lá. É um bom modelo do movimento fora do nosso país.

No Brasil, o Espiritismo tem característica quase exclusivamente religiosa, perdendo muito do aspecto filosófico e científico, infelizmente. Os valores morais espíritas passaram a ser “religiosamente formais”, o que tem atraído pessoas que acabam tentando implantar nele imagens, ritos e terapias que não fazem parte da doutrina. Parece que muitos esqueceram que apesar da prece, respeito ao ambiente, conexão com a espiritualidade, o Espiritismo não é uma religião na acepção literal do termo. Outrossim, o movimento espírita está amplamente dividido, de um lado a admiração cega por alguns divulgadores, de outro a desqualificação destes mesmos divulgadores, além do divisionismo e rotulação dos espíritas como “laicos, progressistas, espíritas com Kardec” e outros. Não existindo nada mais que um Espiritismo, qualquer rótulo desses só vem semear e alimentar a cisão e sérias rupturas poderão ferir a ideologia espírita – lembrando que do próprio catolicismo nasceu o protestantismo e dele incontáveis religiões evangélicas desviadas do objetivo inicial da fé.


Acha que o movimento espírita está utilizando com eficiência as ferramentas que a modernidade oferece? (rádio web, TV web, etc.?)

Nos meios que frequento há boa utilização desses meios de divulgação, eu mesma já participei de programas de rádio, TV, na internet etc. Contudo, entendo que ainda está muito aquém o que poderia ser feito com essas ferramentas. O problema é quase sempre ligado ao custo da atividade, poucas pessoas contribuem financeiramente com a divulgação nos meios comunicação, vi pelo menos dois programas espíritas na TV encerrarem atividades por impossibilidade de bancar seu custo. Há muito o que fazer nessa área, inclusive através de meios gratuitos como vídeos ao vivo (lives) no Facebook e YouTube.

 

Algo mais que queira acrescentar?

O espírita precisa voltar a estudar e ser crítico daquilo que lê e escuta. Mesmo os mais famosos divulgadores, escritores, falam considerando também a própria interpretação, portanto é preciso conhecer para selecionar as informações que são merecedoras de nosso crédito; é obrigação nossa privilegiar o entendimento inteligente, evitando a absorção irreflexiva de conteúdo. Ninguém muda sem compreender e não compreende quem não reflete. Com mais estudo e conhecimento não haverá necessidade de dividir o movimento espírita, pois se afins se unem em grupos, o que é normal, não significa que estejam partindo de premissas diferentes, pois, repito o dito acima, o Espiritismo é um só.

 

As suas despedidas do nosso leitor.

Sinto imensa alegria em poder compartilhar alguns de meus pensamentos e conhecimentos com aqueles que se interessam honestamente pelo Espiritismo, doutrina transformadora de homens e almas. A minha gratidão a todos, em especial a esse espaço de divulgação tão importante!

 

Entrevista realizada por ISMAEL GOBBO, para o boletim de notícias espíritas: “NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA”.

 Publicado em 23/fev/2018

www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/23-02-2018.htm

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