Orson Peter Carrara – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Psicologia e Espiritismo, um traço a ser considerado

Experiência virtual bem sucedida amplia atuação espírita

 

Nascido em Marília em 1970 e formado em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina, em 1995, casado com Rossana Guariente de Camargo, três filhos, de família espírita e residente em Rolândia-PR desde a infância, nosso entrevistado atua em consultório próprio na mesma cidade e também pela Internet num mecanismo inovador, inclusive também para divulgar o Espiritismo.  Atualmente coordenando dois grupos mediúnicos e uma reunião pública aos domingos, Alexandre ministra palestras sobre os livros de André Luiz. Paralelamente aos trabalhos da casa espírita, coordena também as atividades do Centro Espírita Maria de Nazaré - Virtual, com estudos ao vivo, pela Internet, durante toda a semana, de segunda à sábado. A experiência profissional na Psicologia e a intensa atividade espírita trazem relato que merece ser conhecido, especialmente considerando as grandes carências humanas na área das emoções e dos sentimentos.

 

 

1 - Como psicólogo e atuando na área da Psicologia Transpessoal, aborde a influência e importância da Psicologia Transpessoal na sua ligação com os ensinos do Espiritismo.

Desde a faculdade de Psicologia sentia a necessidade de fazer a relação entre os conceitos espíritas e os conceitos da psicologia. Os livros da série psicológica de Joanna de Ângelis começaram a surgir na hora certa em minha vida, justamente quando estava no período mais crítico na faculdade, já no final, onde era compelido a me definir sobre qual corrente psicológica iria seguir. Optei pela Psicanálise, porque era com a qual mais me afinizava dentre as oferecidas pela Universidade. Mas a verdade é que desde aquela época os livros de Joanna, assim como os de André Luiz, as Obras Básicas de Kardec, Hermínio Miranda, Hernani Guimarães Andrade, Pietro Ubaldi e vários outros autores, me proporcionavam uma visão bastante coerente e sólida para a minha prática posterior no consultório psicológico. Hoje eu percebo que Joanna de Ângelis tem uma ação muito importante no sentido de aproximar os autores da Psicologia Transpessoal e os autores espíritas.

2 - De que forma você acha que o Espiritismo pode se beneficiar da proximidade com a Psicologia Transpessoal?

Penso que essa proximidade será fundamental para o desenvolvimento do Espiritismo, pois se existe um campo propício ao desenvolvimento dentro do espiritismo é o campo do autodescobrimento. Aliás, o objetivo central do espiritismo é o autoconhecimento para a autotransformação. Os conceitos da Psicologia Transpessoal farão a ponte entre o espiritismo e as conceituações modernas da ciência, enquanto o Espiritismo proporcionará um imenso material de estudos e um precioso referencial ético, importante ao desenvolvimento da Psicologia Transpessoal. Ambos ganharão muito com isso.

3 - E como você encara a relação entre a  mediunidade, com os problemas psico-emocionais, tão presentes nas criaturas humanas?

Percebo que a esfera material esta cada vez mais próxima da esfera espiritual, e como dizem os bons espíritos, a criatura humana não se preparou convenientemente para esse momento. Então, por evolução do psiquismo, estamos todos a cada dia mais sensíveis, só que a primeira camada espiritual com a qual lidamos é a do Plano Espiritual Inferior, com a qual a maioria das pessoas facilmente se sintoniza, pelos maus hábitos, pensamentos infelizes, sentimentos e emoções desequilibradas. Por isso o eclodir de patologias na área psíquica e emocional é tão presente nas populações, nos dias atuais. Ao longo do tempo, tenho me especializado em entender as relações entre os problemas psíquicos, como complexos de culpa, baixa-auto estima, complexos de inferioridade, alienações, conflitos variados, e os problemas da obsessão espiritual, juntamente com a análise das características mediúnicas das pessoas que me procuram.

4 - Como entender psicologicamente os médiuns desequilibrados em suas mediunidades?

Antes de sermos médiuns, somos seres humanos com dificuldades específicas no campo mental e emocional. A mediunidade é uma faculdade neutra, e conforme nós trazemos determinados conflitos dentro de nós, seja procedentes desta vida ou de outras existências corporais, esses conflitos se expressam em nós,  de forma atormentadora, e induzem a mediunidade à sintonia com os espíritos infelizes e desequilibrados. Por isso ocorre um fenômeno interessante: nós atendemos em nosso consultório muitos médiuns que estão desequilibrados, e quando começamos a tratar da pessoa, com todas as dificuldades da pessoa, a mediunidade começa a se equilibrar. Então vamos concluindo, que, onde exista “médium desequilibrado”, antes de tudo existirá uma pessoa desequilibrada, ou necessitada, de desabafo, de compreensão, de orientação, de estímulo, de mudanças em sua estrutura de vida.

5 - A terapêutica espiritual e a psicológica chegam a ser conflitantes?

Não. Quando se trata, simultanemente, com a medicação (quando é o caso), com a psicoterapia, e com a ajuda espiritual do Centro Espírita, a melhora é certa. O paciente só não melhora se não quiser. Não fazemos nenhuma promessa, mas deixamos claro, que todo o esforço, no sentindo de manter o tratamento médico, psicológico e espiritual é de grande efeito terapêutico. Porque o remédio vai atuar no organismo (sistema nervoso), a psicoterapia vai atuar no entendimento da história do paciente, seus conflitos, inseguranças, etc., e a casa espírita o ajudará com a terapêutica espiritual (palestras, orações, passes, água fluidificada, desobsessão, leitura, caridade...). Um outro fator que ajudará muito neste caso é a informação sobre a mediunidade, que surte um resultado bastante benéfico nos pacientes que já estão sentindo muitos sintomas, que advém da influência espiritual. É claro que a culpa não é dos espíritos, mas os conflitos mantidos no paciente, e a sensibilidade mediúnica que o caracteriza, facilitam tremendamente a influênciação dos espíritos infelizes. O paciente precisa perceber que mediunidade não é doença, e sim uma possibilidade muito interessante, quando bem utilizada.

6 - Você como psicólogo atende a muitos pacientes que vão ao seu consultório e que você percebe que possuem uma percepção mediúnica mais acentuada?

Sim, muitos. Sem agir de forma leviana com o Espiritismo, e sem querer bancar o advinho, dizendo que “fulano tem mediunidade e que por isso tem que desenvolver na reunião mediúnica”, vou simplesmente formulando uma hipótese, que poderá se confirmar ou não, em cima das próprias informações que o paciente nos fornece e das observações que vamos realizando de seu comportamento.  Porque quando temos experiência nessa área tanto da mediunidade, quanto na psicologia, vamos percebendo por alguns indícios, aquilo que é próprio da pessoa, e o que possivelmente advém de uma hipersensibilidade mediúnica, exacerbada, pela produção contínua de energia mediúnica (ectoplasma), que não está encontrando meio de expressar-se de forma saudável e produtiva na vida da pessoa.

7 - E como você costuma tratar os pacientes neste caso?

Hoje em dia, prefiro uma abordagem teórico-prática. Não gosto muito daquele procedimento das casas espíritas, de longos cursos de aprendizado, para daí terem algum contato com a reunião mediúnica. Em nossa casa proporcionamos cursos, e estimulamos ao estudo. Isso é importantíssimo ao longo do tempo, mas acho que temos distanciado demais os grupos mediúnicos  dos necessitados, que nas obras de André Luiz, frequentemente estão presentes, em pequeno número, mas estão. Sinto que a reunião mediúnica é a reunião mais terapêutica da casa espírita. Seja pela vibração específica, em vista do ambiente mais homogêneo, seja pelos exemplos que vemos nas comunicações. E, nos casos específicos em que os pacientes possuem já alguma base de leitura, e informação, e demonstram uma sensibilidade maior, eu quero ver como ele se sente numa reunião mediúnica. Logicamente nos casos em que a pessoa não demonstre nenhum receio para tal. Para mim esse procedimento serve como medida terapêutica e como um “termômetro” de como anda a percepção da pessoa. Até para direcionar melhor o tratamento psicológico-espiritual. Porque se a pessoa chega na reunião, e começa a sentir várias coisas que os médiuns, que fazem parte da equipe mediúnica, estão sentindo, é muito provável, que esse mesmo paciente, no seu dia-a-dia, esteja também sentindo muitos sintomas que não são seus.  Por isso gosto de ter sempre um grupo pequeno de pessoas recebendo tratamento durante as reuniões mediúnicas. Que não estarão presentes para “ajudarem” mas para serem beneficiadas, mantendo-se à parte na sala mediúnica, como André Luiz nos recomenda no livro “Desobsessão”.

8 - Como médium esclarecedor nas reuniões mediúnicas, que visão como psicólogo você oferece para reflexão do leitor?

Participo de reuniões mediúnicas juntamente com meus pais e outros amigos da casa espírita, desde 17 anos de idade. E com 20 anos passei a exercer a função de médium esclarecedor, ou doutrinador,  na reunião mediúnica. Gosto muito de trabalhar com médiuns iniciantes, para ajudá-los nos primeiros passos em sua tarefa. Percebo que é preciso muito tato psicológico no trato com os médiuns iniciantes. Pois o trabalho mediúnico se dá todo "no escuro". Ou seja, lidamos com coisas abstratas, imponderáveis, onde é normal surgirem muitas inseguranças. O ser humano já é muito inseguro, por vários motivos. Principalmente quando se trata da espiritualidade, precisamos tomar muito cuidado com isso, se quisermos que o trabalhador realmente se disponha a trabalhar. Considero que durante muito tempo, criou-se uma tal preocupação com mistificações conscientes ou inconscientes e animismo, que atrapalhou a mediunidade de muita gente. Percebo essa crítica nos livros de André Luiz, por parte dos instrutores espirituais, e o estímulo a que tenhamos mais confiança, mais fé, em nossos trabalhos. Quando eu estou treinando alguém iniciante na prática mediúnica, procuro ao máximo deixar essas dúvidas de lado, pois que elas só fazem por intimidar o trabalho dos médiuns. Primeiro nós precisamos que o médium produza. Depois que ele estiver produzindo, em cima de sua produção, ao longo dos meses, e até dos anos, vamos fazendo os ajustes necessários, pois que teremos já algum material para ser analisado. Mas se eles ficam tão inseguros, atemorizados diante da possibilidade de erro, de equivoco, eles não irão nem produzir, e podemos perder ótimas oportunidades de trabalho.

9 - E quanto aos médiuns que não produzem mediunicamente ao longo do tempo, como entendê-los psicologicamen?

Vemos com muita naturalidade, essa situação de certos médiuns que não passam das primeiras manifestações, mas não conseguem dar as comunicações. E outros que nem mesmo as primeiras manifestações observam. Em primeiro lugar, temos que lembrar que nem todos trabalharão como médiuns psicofônicos, por exemplo. Algumas pessoas serão muito úteis aplicando passes, ajudando na sustentação dos trabalhos mediúnicos. Mas o que chama atenção é que, a  atitude mental dos participantes das reuniões mediúnicas geralmente não ajuda muito.

Vemos que muitas pessoas ficam aguardando, durante a reunião, que uma "força maior" as domine, e o médium, ou o pretendente à mediunidade incorpore e comece a falar, dando então a comunicação. E isso, não vai acontecer! A não ser em médiuns inconscientes, que são, diga-se de passagem, a minoria.  A grande maioria dos candidatos aos trabalhos mediúnicos é médium consciente. Ou seja, todo o processo de comunicação, se dará conscientemente, com a participação do médium, desde as primeiras percepções, os sintomas que esteja sentindo das presenças dos espíritos necessitados, até a comunicação propriamente dita.  Embora nós costumemos dizer que a comunicação se dará com a passividade do médium perante o espírito comunicante, o processo todo de comunicação mediúnica exige que o médium seja pró-ativo. Ele precisa estar alertar, se auto-observar, observar seu campo mental. Por isso Joanna de Ângelis recomenda para a melhoria da prática mediúnica, a meditação. Porque se não aprendermos a nos auto-observar corporalmente e mentalmente, não perceberemos quando uma sensação diferente nos acomete ou um pensamento intruso se insinue em nossa mente.  Então vemos que quem coordena essas reuniões, deve ajudar aos médiuns a exercitarem essa auto-observação, e ajudar também, para que os médiuns dêem o primeiro passo. Porque o espírito não vai chegar e  "tomar" o médium, o médium é que precisa exercitar a percepção e dar o primeiro passo, no sentido de se dispor a falar, utilizando-se daquele “fio” de pensamento que está percebendo em seu campo mental, para que haja a comunicação. O processo mediúnico é muito mais simples, e menos fantástico do que a maioria das pessoas supõem. Isso é o que tenho observado.

10 - E também como psicólogo espírita, que experiência lhe traz a atividade de palestrante espírita? Como sente as reações, carências e potencialidades do público ouvinte das costumeiras palestras em nossas instituições?

Sinto que as pessoas estão sedentas de aprofundamento, de autoconhecimento. Percebo que hoje realmente muitos ensinos estão se tornando comuns a todas as pessoas. E que elas querem algo a mais. Elas querem uma interpretação mais atual dos ensinos dos espíritos. Mesmo o Evangelho, as Obras de Kardec, de André Luiz, nós sempre podemos interpretar de modo mais compatível com a ciência de hoje, com os problemas atuais que são os desafios das criaturas. Nesse ponto me chama a atenção justamente a visão psicológica de Joanna de Ângelis, e considero que este tipo de visão mais profunda, porque psicológica, vai crescer bastante nas próximas décadas. Já olhamos muito para fora de nós. Agora precisamos olhar para dentro. Nós cansamos de repetir o "Conhece-te a ti mesmo" de Santo Agostinho. Mas o que é conhecer-se a si mesmo? Toda a série psicológica de Joanna de Ângelis vai falar sobre isso. Por exemplo: Como conciliar a vivência espiritual com a vivência material? Tenho trabalhado muito esta questão, por verificar que o espírita, nega muito a realidade material. Nós não podemos negar o corpo, o sexo, o prazer, o dinheiro, que são elementos materiais dos mais importantes durante a nossa estadia terrena. Cuidar do corpo e do espírito, como nos disse o espírito Jorge, em O Evangelho Segundo o Espiritismo: "Uns querem o aniquilamento do corpo, e outros o rebaixamento da alma. Onde a ciência do bem viver? Em nenhuma das duas posições." Precisamos ajustar o pensamento espírita às necessidades da vida atual, se não quisermos que o discurso espírita se torne obsoleto. Isso não quer dizer abrirmos mão dos conceitos elevados do espiritismo, mas como esses conceitos podem ser vividos no momento atual, diante dos desafios atuais. Nós não podemos nem devemos manter um discurso alienado da realidade em que vivemos.

11 - Relate o seu trabalho na Internet

Bem, começamos em no final de 2005, portanto estamos fazendo 5 anos em Dezembro. Eu já havia recebido um convite de um amigo, para conhecer salas espíritas de estudos realizadas no programas paltalk. (WWW.paltalk.com). À princípio não dei muita importância, porque enquanto não temos essa experiência costumamos ficar mais ocupados e interessados nas atividades da Casa Espírita, que geralmente nos absorve bastante. Depois de algum tempo, resolvi entrar para conhecer o programa. Confesso que me encantei com as possibilidades, com os recursos que encontrei para a Divulgação do Espiritismo, com os amigos espíritas que me ajudaram no começo, até que eu me acostumasse com o programa, e tão entusiasmado fiquei, que em uma semana, já estava abrindo a minha própria sala, que denominei Centro Espírita Maria de Nazaré, tratando como extensão da própria casa espírita que freqüento. Como eu já possuía um programa espírita no rádio, em Rolândia, a mais de 7 anos, e como já estava acostumado a coordenar estudos e reuniões doutrinárias, não enfrentei maiores dificuldades.

12 - Qual a primeira atividade que desenvolveu neste Centro Virtual?

A primeira atividade foi um estudo ao vivo, com teclado e voz, como sempre fazemos, do livro “O Ser Consciente” de Joanna de Ângelis. Existiam muitas salas e muitos estudos virtuais, mas levamos uma proposta nova, a do estudo da Psicologia Transpessoal na Visão Espírita, nas noites de sexta-feira, às 20:00.  Com o tempo, e conforme o interesse das pessoas fomos formando um grupo fixo, praticamente uma outra Casa Espírita, só que na Internet. Iniciamos estudos durante a semana. Todos os dias das 08:00 às 09:00 da manhã fazíamos um estudo doutrinário. O grupo foi crescendo e hoje temos em torno de trinta pessoas todas as manhãs, vindas de muitas partes do Brasil e vários países, como: Itália, Portugal, Alemanha, Suécia, Suiça. Hoje em dia uma amiga nossa, Maria Campos, se encarrega do estudo de “O Evangelho Segundo o Espíritismo”, na segunda, na terça eu faço o estudo de “O Livro dos Espíritos”, na quarta uma amiga nossa, a Juliana Matos,  da Itália, se responsabiliza pelo estudo do livro “Libertação” de André Luiz, na quinta eu realizo o estudo do livro “Entre a Terra e o Céu” de André Luiz, na sexta de manhã, a Juliana novamente realiza o  estudo de “Nosso Lar” de André Luiz e a noite, a partir das 19:00hs, iniciamos a apresentação de uma palestra doutrinária gravada em nossa casa espírita em Rolândia, e apresentada para os companheiros da Internet, como um “aquecimento” e às 20:00hs iniciamos o estudo do livro “Nos Domínios da Mediunidade” de André Luiz. No sábado, as 18:30,  a Maria Campos reproduz para o pessoal o estudo gravado por mim, do livro “Missionários da Luz” de André Luiz.

13 - Quais as repercussões que tem sentido desse trabalho?

Embora muitas pessoas ainda tenham resistência a esse tipo de trabalho virtual espírita, dizendo que os freqüentadores das Casas Espíritas estão deixando de freqüentar os Centros, por causa da Internet, que acaba sendo uma opção mais cômoda, por não precisarem sair de casa, na verdade, a impressão que temos é justamente o contrário. Tenho visto a Internet ajudar a Casa Espírita e a Casa Espírita ajudar a Internet. Parece haver um fortalecimento de ambos, se trabalharem juntos. Há pessoas que chegam à Casa Espírita depois de haverem participado na Internet, e eventualmente temos visitas de pessoas de fora de nossa cidade, para conhecerem a Casa Espírita, que só conheciam virtualmente. Pessoas até de outros países. É muito interessante e produtivo, os participantes de nossa casa espírita verificarem que o que ensinamos dentro do Centro em nossa cidade, é o mesmo ensinamento para os participantes de outras cidades, podendo os conceitos serem testados, por uma gama maior de espíritas, dando maior confiabilidade ao que realizamos em nosso centro.  E também o fato de qualquer pessoa poder participar sem ser reconhecida, ajuda na divulgação até mesmo na cidade. Porque qualquer pessoa pode criar um nome no paltalk e começar a participar dos estudos ampliando sua visão de mundo, e vencendo os pré-conceitos que ainda tenha dentro de si, e quando chegar o momento se sentirá mais à vontade para participar indo à Casa Espírita.

14 - Então como participar deste trabalho?

Em primeiro lugar é preciso baixar o programa no site WWW.paltalk.com e depois criar o seu nome no paltalk e a sua senha. Depois que fizer o login, poderá entrar nas salas virtuais. Nós posicionamos a nossa sala na área da América do Sul, no Brasil, e o nome da sala é: Centro Espírita Maria de Nazaré. A sala estará listada na área do Brasil, somente quando estivermos nos horários de estudos citados acima. Nós fazemos os estudos utilizando o teclado e o microfone. Quem estiver coordenando os estudos estará com o microfone, e os demais participando através do teclado. Se alguém desejar perguntar pelo microfone, poderá fazê-lo também. Os estudos na Internet costumam ser mais proveitosos do que na Casa Espírita, porque temos uma dinâmica diferente. As pessoas por se sentirem mais a vontade, participam mais, perguntam, opinam, se expressam com mais facilidade. Na Casa Espírita, frequentemente observamos que os estudos são muito mais lentos, e menos participativos, por uma natural inibição, que é lógico, devemos fazer o possível para atenuar.

15 - O que é a Sala Depressão Tratamento e Cura?

É uma sala que criamos no paltalk também, como psicólogo, para deixarmos aberta 24hs. Então nós gravamos vários áudios terapêuticos, palestras e explicações diversas, sobre saúde mental e emocional, para que qualquer pessoa, independente de crença, possa se beneficiar. Deixo o player do computador tocando o dia inteiro com a sala aberta, e as pessoas vão entrando, e saindo conforme a necessidade. As vezes permanecem durante horas, ouvindo, principalmente se estiverem muito necessitadas. Entram médicos, psicólogos, pastores evangélicos e muitos me escrevem depois por e-mail parabenizando pela iniciativa. De madrugada quando muitas pessoas estão presas a angústias terríveis, insônia, preocupações descabidas, pensamentos de suicídios,  entram na salinha e ficam ouvindo essas reflexões e acabam se beneficiando. É um modo que criamos para extrapolarmos o espiritismo, e a casa espírita, levando os benefícios aos companheiros de outras crenças.

16 - Você possui algum site?

Sim, tenho colocado muitos áudios de estudos, como psicólogo transpessoal, no site http://alexandrecamargo.multiply.com. Quem desejar inscrever-se no site e me adicionar pode fazê-lo, e terá acesso aos estudos.

17 - Suas palavras finais.

Bem, de tudo que tenho aprendido nestes últimos anos, o que mais me chama a atenção é o potencial superior da criatura humana. Precisamos acreditar muito mais neste potencial do que em nossos defeitos, mesmo porque o que temos chamado de “defeitos” nada mais são do que a expressão da “falta”, ou seja, daquilo que nos falta. Somente venceremos os nossos “defeitos”, preenchendo-nos daquilo que nos está faltado, que sãos as virtudes divinas, que precisam ser desenvolvidas em nós. E desenvolvimento somente se dá com estudo e trabalho, conhecimento e amor. Exercício desse potencial. Então precisamos acreditar mais em nós e mobilizar toda a energia possível em nossos empreendimentos de crescimento pessoal. É isso.


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