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Não sei se a vida se recicla. Não, talvez não. Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no  fim. Mudados, mas nós. Com todas as marcas e cicatrizes  para que não nos  esqueçamos do que fomos.

Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e  construir novas. Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de  colchas de retalhos. Remendam-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se  remendam vidas, não se recolam momentos passados, coisas que deixamos pra  trás.

Recomeçar? Sim. Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos  os mesmos. Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. Não cometeremos duas  vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água.

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Se você está feliz, ore sempre, rogando ao Senhor para que o equilíbrio esteja em seus passos.

Se você sofre, ore para que não lhe falte compreensão e paciência.

Se você está no caminho certo, ore para que não se desvie.

Se você está de espírito marginalizado, sob o risco de queda em despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a senda justa.

Se você está doente, ore a fim de que a saúde possível lhe seja restituída.

Se você tem o corpo robusto, ore para que as suas forças não se percam.

Se você está trabalhando, ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no privilégio de servir.

Se você permanece ausente da atividade, ore, solicitando aos Mensageiros do Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o bem

Se você já aprendeu a perdoar as ofensas, ore para que prossiga cultivando semelhante atitude.

Se você reprova ou condena alguém, ore rogando à Divina Providência lhe ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância.

Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a disposição de trabalhar, a fim de transmití-los a outrem, sem qualquer idéia de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que no-la concede para que venhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos próprios atos.

Se você ainda ignora as verdades da vida, ore para que o seu espírito consiga assimilar as lições que o Mais Alto lhe envia.

Ore sempre.

A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o amparo de Deus.

(Do livro “Tempo de Luz”, André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Espíritos Diversos)

Muita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo.

A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem à luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo conjunto da vida é Criação Universal de Deus.

Fé representa visão. Visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.

Quem penetrou a “terra espiritual da verdade”, encontrou o trabalho por graça maior.

O Senhor e os discípulos não viveram apenas na contemplação.

Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior de silêncio, restaurando as próprias forças nas correntes superiores de energia sublime que flui dos Mananciais Celestes.

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Não permitas que os problemas externos, inclusive os do próprio corpo, te inabilitem para o serviço da tua iluminação.

Enquanto te encontras no plano de exercício, qual a crosta da Terra, sempre serás defrontado pela dificuldade e pela dor.

A lição dada é caminho para novas lições. Atrás do enigma resolvido, outros enigmas aparecem.

Outra não pode ser a função da escola, senão ensinar, exercitar e aperfeiçoar. Enche-te, pois, de calma e bom ânimo, em todas as situações. Foste colocado entre obstáculos mil de natureza estranha, para que, vencendo inibições fora de ti, aprendas a superar as tuas limitações.

Enquanto a comunidade terrestre não se adaptar à nova luz, respirarás cercado de lágrimas inquietantes, de gestos impensados e de sentimentos escuros.

Dispõe-te a desculpar e auxiliar sempre, a fim de que não percas a gloriosa oportunidade de crescimento espiritual. Lembra-te de todas as aflições que rodearam o espírito cristão, no mundo, desde a vinda do Senhor.

Onde está o Sinédrio que condenou o Amigo Celeste à morte?

Onde os romanos vaidosos e dominadores? Onde os verdugo da Boa Nova nascente?

Onde os guerreiros que fizeram correr, em torno do Evangelho, rios escuros de sangue e suor?

Onde os príncipes astutos que combateram e negociaram, em nome do Renovador Crucificado?

Onde as trevas da Idade Média?

Onde os políticos e inquisidores de todos os matizes, que feriram em nome do Excelso Benfeitor? Arrojados pelo tempo aos despenhadeiros de cinza, fortaleceram e consolidaram o pedestal de luz em que a figura do Cristo resplandece, cada vez mais gloriosa, no governo dos séculos.

Centraliza-te no esforço de ajudar no bem comum, seguindo com a tua cruz, ao encontro da ressurreição divina. Nas surpresas constrangedoras da marcha, recorda que, antes de tudo, importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando e nunca desfalecer.

Fonte Viva, Emannuel, Cap. 51 – Chico Xavier.

 

Nasceste no lar que precisavas, 

Vestiste o corpo físico que merecias, 

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.

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Se você guarda ressentimento, sem dúvida cultiva cogumelos venenosos na área reservada para a ensementação da jovialidade, de que se deve enriquecer, a fim de adquirir paz.

As ocorrências desagradáveis devem ser superadas com legítimo esquecimento do mal que produziram.

O aprumo da honra pode ser examinado pelo fio de prumo da consciência correta.

Ninguém, na Terra, consegue eximir-se às lides e batalhas do passado pessoal, ressumando sempre através dos choques vibratórios com aqueles que são simpáticos ou antipáticos, amigos ou desafetos.

Em decorrência, as paixões opinativas sempre ateiam incêndios de cólera de umas pessoas contra outras ou lenificam os espíritos de uns ao lado dos outros.

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ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral. HOJE, guardâmo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. HOJE, têmo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.

ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

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O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.

Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem  servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.

Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.

A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

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Muita gente perdoa, no entanto, não compreende, e muita gente compreende, todavia, não perdoa.

Muitos companheiros se alheiam às ofensas recebidas, procurando esquecê-las, mas querem distância daqueles que as formulam, sem lhes entender as dificuldades, e outros muitos compreendem aqueles que os molestam, entretanto, não lhes desculpam os gestos menos felizes.

Perdoar e compreender, porém, são complementos do amor e impositivos do aceitar os nossos companheiros da humanidade, tais quais são.

Reflitamos nisso, reconhecendo que o entendimento e a tolerância que os outros solicitam de nós são a tolerância e o entendimento de que nós necessitamos deles.

É possível que nos haja ferido e igualmente possível tenhamos ferido a outrem. Alguém terá errado contra nós e teremos decerto errado contra alguém.

Pondera isso e compadece-te de todos os ofensores.

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Força do bem

 Os equívocos são bastante comuns nos caminhos humanos.

 Mesmo pessoas bem intencionadas por vezes se equivocam.

 No ardor de discussões, muitas palavras são ditas sem a necessária reflexão.

 O que parece correto em um contexto, mais tarde se afigura terrivelmente errado.

 A maturidade fornece novos contornos ao que antes parecia simples.

 O problema reside no que fazer após surgir a consciência do equívoco.

 Depois que o mal foi feito, a palavra estranha foi dita, o amigo foi ferido.

 Nessa situação, o orgulho é mau conselheiro.

 Ele faz com que o homem, embora ciente de seu erro, não se disponha a assumí-lo.

 Então, ele vive uma situação doentia e artificial.

 Em seu íntimo, sabe-se em falta.

 Contudo, procura afetar uma tranquilidade externa de todo falsa.

 Ou até admite que errou, mas nada procura fazer a respeito.

 Por vezes, adota algumas fórmulas para tentar se redimir, mas sem enfrentar realmente o problema.

 Confessa-se pecador, penitencia-se, priva-se de alguns pequenos prazeres, pune-se das mais diversas formas.

 Entretanto, a Espiritualidade Superior ensina que apenas por meio do bem se repara o mal.

 Também alerta que essa reparação, para ser efetiva, precisa atingir o orgulho do homem e os seus interesses.

 Tal significa que de pouco adianta orar pedindo perdão pelo erro cometido contra o semelhante, mas não o admitir para o próprio ofendido.

 Jesus bem o disse:

 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele.

 Também recomendou que, antes de fazer uma oferta no altar, o homem deve se acertar primeiro com o seu irmão.

 Quem erra o faz em relação à ordem cósmica, instituída por Deus para a harmônica evolução dos seres.

 Contudo, o ofendido, em certa medida, representa a Lei Divina em face do ofensor.

 Se é possível o acerto direto, ele deve ser efetuado.

 Caso contrário, não faltaria quem decidisse comprar o Reino dos Céus com cestas básicas.

 Prejudicaria os desafetos e buscaria se redimir mediante pequenos serviços para desconhecidos.

 Só o bem apaga o mal.

 Ou seja, é preciso haver progresso no íntimo da criatura, a revelar-se mediante uma conduta renovada.

 Não é necessário sofrer longamente, desenvolver neuroses e enfermidades as mais variadas.

 Mas é preciso enfrentar as consequências do que se fez.

 Domar o próprio orgulho, admitir a falta e reparar o equívoco diretamente com o ofendido.

 Caso esse fique irredutível e não queira a reconciliação, nem por isso a reabilitação se inviabiliza.

 Nesse caso, ela se processa mediante gestos de genuíno amor em relação a terceiros.

 O importante é que o mal se apague pela pujança do bem.

 Não só pela reparação exterior, mas pelo progresso revelado na disposição firme de não mais errar.

 Pense nisso.

 Redação do Momento Espírita, com base no item 1000 de O livro  dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

 

PRUDÊNCIA

Recorre à prudência sempre que a dificuldade te aponte os tormentosos roteiros.

Dificuldade não é apenas obstáculo à frente, impedindo o avanço.

Há muito problema difícil que se manifesta como ambição portadora de loucura, ou desejo de triunfo intermediário do desregramento.

Encontrarás homens em problemas, movimentando largas disponibilidades bancárias, como aqueles em tormento voluntário, por escassearem os recursos para a subsistência.

A prudência te dirá que todos os que retêm, sucumbem dominados pelos valores parados e mortos,  a que se escravizaram infelizes e te lembrarás que muitos crimes são filhos da agressão desalmada e da insânia mental, porque supunham estar no dinheiro a solução dos problemas.

Resguarda-te, pois, na verdadeira posição de quem deseja acertar nas decisões.

Não amado, ama pelo prazer de amar.

Impossibilitado de atender aos anseios íntimos, contenta-te como estás.

Não te chegando auxílio dos outros, auxilia como possas.

Aproveita todas as lições com que a vida honra as tuas horas.

Atirar-se à primeira ideia, seguindo-a inquietado, seria como colocar espinhos na própria senda, por onde passarás.

Resolver o problema ao impacto da emoção desvairada, é comparável a derramar ácido de efeito demorado sobre a ferida aberta em chaga.

Aconselha-te com prudência, antes que teu passo te leve à delinquência.

Amanhã devolverás à vida os empréstimos com que a vida te brindou, em forma de recursos passageiros ou provações retificadoras em nome do Nosso Pai, porquanto os únicos valores contábeis, após a morte, a seguirem conosco, são as ações que nos identificarão no grande amanhecer, após o demorado sono.

(De “Messe de Amor”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Além do que podemos carregar


Ouvimos, como motivação ou intenção de consolo, talvez mesmo um pequeno raio de esperança, que Deus não nos dá a carga além da que podemos carregar.  
É assim que suportamos, passo a passo, os fardos que chegam a nós e as misérias que ouvimos, previstas há séculos, às quais recebemos sempre como algo surpreendentemente novo e assustador.
Não sabemos como vai ser o amanhã, mas nos sabemos cabeças nuas e sujeitas ao que vier. Não estamos preparados para a dor e desolação e jamais estaremos. Pés calejados não suportam melhor os calçados apertados. É assim que, mesmo "preparados" mal suportamos as cargas e com lágrimas as carregamos.
Sobrevivemos a elas e os que não sobrevivem é por que os limites foram atingidos. Se a dor vence a força é porque a paz estava no descanso eterno. Compreendemos mal essas verdades; vivemos mal essas verdades e se não aceitamos, aprendemos o que significa a resignação.
Grandes tragédias sempre existiram. Guerras, enchentes, terremotos, pragas e pestes, cidades inteiras destruídas já são citadas no Antigo Testamento... o que é diferente nos dias atuais são os meios de comunicação que tornam tudo imediatamente acessível, aos ouvidos e olhos. Se não sabemos, não sofremos; se sabemos e não vemos, sofremos menos.
Nosso amor a Deus não pode ser condicional ao que vivemos, por que o amor dEle não é condicional ao que oferecemos.

Isso não é uma palavra de consolo, nem uma pequena luz de esperança para o dia de amanhã, mas uma verdade que nos conduzirá ao sentimento de paz e à vida eterna.
 
Se as cargas são por demais pesadas e aparentemente insuportáveis e continuamos de pé é que ainda temos um caminho pela frente, para viver e estender a mão aos que carregam cruzes mais pesadas que as nossas.


Letícia Thompson
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FALTA DE AMOR

 De importância fundamental para a vida é o amor, sem o qual o ser humano permaneceria

no primarismo dos fenômenos biológicos.

O amor vige em todas as expressões da Natureza, mesmo quando não identificado sob essa

denominação, qual ocorre nas Leis que regem a Criação, expressando harmonia e ordem.

À medida que o ser abandona as faixas iniciais do processo da evolução, os instintos em

predomínio em sua natureza imiscuem-se nas expressões do amor que tem origem divina

e transformam esse sentimento em conflito, em reação, gerando dificuldade de

comportamento e de crescimento emocional.

Lentamente porém, o amor rompe as amarras em que se encontra detido e expressa-se

através de incontáveis recursos que terminam por comandar as aspirações, as palavras

e os atos das criaturas.

Vencer os degraus iniciais, superando os desafios naturais que surgem como consequência

do trânsito nas faixas mais primitivas é o dever que a todos se faz imposto pela necessidade

de adquirir e preservar a saúde nas suas variadas expressões e complexidades.

O amor é sentimento superior que brota espontaneamente no ser humano. Não necessita

ser conquistado, nem se reveste de qualquer atavio exterior para impressionar ou atingir

a sua meta.

 

(Obra: O Despertar do Espírito - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

Não desanime

 Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.

Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

 

 

André Luiz / Chico Xavier

COMEÇA A LUTA

 A luta começa cedo, nas hostes da juventude, e, em muitos casos, as pessoas que a cercam não percebem o que se passa na sua intimidade, principalmente das jovens em crescimento.

 A mulher conserva o resguardo das suas emoções, como apanágio da natureza feminina. São os princípios da moral, que se irradiam na sua personalidade, e somente a mãe é capaz de vislumbrar alguns segredos que as filhas alimentam, na cidade do coração. Às mães, pois, compete ajudar às adolescentes, no campo emocional, de forma que o tempo possa solidificar os seus ideais na sublimidade do Amor.

 O lar é a primeira escola para o enobrecimento das aspirações. Se nesse lar falta harmonia, como buscar onde os filhos possam experimentar e sentir a segurança que devem vivenciar? É nesse sentido que falamos sobre o valor do Culto do Evangelho no lar. Tal valor é extraordinário, no campo da sabedoria espiritual e na educação dos impulsos, traçando meios, mostrando diretrizes capazes de fortalecer a fé revestindo os participantes da certeza do que deve ser buscado para a sua paz interna, combinando a inteligência com o coração, resultando no Amor.

 O Amor tudo pode. Ele é o vencedor de todas as lutas, porque sabe condicionar seus poderes espirituais na flora divina da alma. Eis porque os lares em formação não deveriam esquecer  o Culto do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, expressão do Seu Amor, de sorte a respirar-lhe a atmosfera de luz. Ele é a força renovadora dos pensamentos, ensinando como formar ideias, dando diretrizes superiores às palavras.

 É nesse sentido que falamos aos jovens, oferecendo-lhes o incentivo para começar as lutas, que se estendem por todo o imenso campo da alma.

 Há milhões de anos que o Espírito se empenhou em trabalhar, com muita luta, em prol das conquistas exteriores. Alguns já compreendem que devem tomar outros rumos, não cessando as lidas, mas, modificando-as. Veem que os inimigos estão mais próximos do que pensavam: eles moram dentro de nós, como instintos inferiores, a torcerem as verdades espirituais, a turvarem as consciências, nas suas mais altas aspirações de Amor. E passam a batalhar consigo mesmos, em busca da verdade, de modo a se tornarem livres, como cidadãos universais.

 Jovens, falamos-te para começares cedo as tuas pelejas, a fim de que não percas a juventude em coisas vãs. Não isoles as tuas faculdades de servir, não alimentes ilusões. Que os teus sentimentos busquem, no quotidiano da vida, a felicidade, pelos processos naturais, que te são inspirados pelas leis divinas.

 Se, por acaso, não encontras no lar a segurança de que falamos e de que precisas, existem outros recursos: na amizade, nos livros bem orientados, na oração e, enfim, na confiança em Deus. Apela para Ele, que Jesus não te deixará sem resposta.

 Todos, sem exceção, temos nossos  guias espirituais, mesmo nós, do plano do Espírito. Ser-nos-á dado o que pedimos com sinceridade e que imploramos com dignidade no coração. No entanto, não abandones o lar, quinhão sagrado, que sempre tem algo que se pode aproveitar, na multiplicação dos talentos da vida. Basta saber selecionar, na presença do Amor.

 Jovem! Começa a lutar, desejando o melhor. Ama a teus pais, que o amor verdadeiro é um multiplicador de conceitos elevados e é semente, cujos frutos a vida jamais se esquecerá de devolver a quem semeou.

 Não reclames por teres nascido nesse ou naquele lar. Estás onde o Senhor achou mais conveniente para o teu progresso. Luta aí, buscando o teu aprimoramento e fazendo da vida um cântico de fraternidade. Para os jovens é mais fácil o perdão, a alegria, e mesmo o amor. Esforça-te para essa conquista, que as mãos de Jesus nunca faltarão, em teu favor.

(Do livro “Chão de Rosas”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla)


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