A matéria ou o corpo material nada mais representa do que o invólucro grosseiro, provisório e descartável que, após um certo tempo de uso, o Espírito se livra dele pela desencarnação.

Quando encarnado, o ser invisível conserva os atributos de natureza espiritual e o exercício destas faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumentos.

Naturalmente, destas condições, o Espírito vê suas forças um tanto cerceadas pelo efeito da matéria. Estes órgãos são, então, os instrumentos de manifestação da alma ou faculdades que, quanto ao seu desenvolvimento, dependem da qualidade do Espírito. Este traz certas predisposições, admitindo para cada uma delas um órgão correspondente no cérebro.

As faculdades não se originam nestes órgãos, mas são elas que conduzem o seu desenvolvimento.   Sempre que se trata do assunto Idiotismo ou dos mais variados tipos de loucura, defrontamo-nos com a eterna : estes doentes tem uma alma ou Espírito inferior? A resposta é sempre clara e objetiva.
Não; eles têm uma alma humana e, muitas vezes, bem mais inteligente do que possa se imaginar. Por que, então , esta situação de momento tão anômala?  

Por que haveriam de ter sido criados desta forma, tão infelizes? Felizmente, possuidores dos conhecimentos que a Doutrina Espírita nos outorga, podemos avaliar a situação sem nenhuma dificuldade.

São Espíritos em resgate que, embora já possuam um progresso relativo pela existência que lhe facultou esta melhoria, mesmo assim, em certo ponto voltaram a falhar tornando-se devedores. Daí, acharam por bem, na presente experiência, procurar se ressarcir dos débitos desta forma. Nada mais natural e lógico.  

Necessário se faz distinguir até onde vai a diferença do estado normal para o patológico. No normal, prevalece a moral que supera as dificuldades que a matéria tenta impingir e, nos casos diferentes, ou seja, das doenças da alma, ele não tem liberdade necessária para atuar, como na idiotia ou na loucura. Aqui, a própria lei dos homens isenta os enfermos das responsabilidades.  

Assim, verificamos que a superioridade moral não está sempre na razão direta da intelectual e que os seres foram grande de expressão no passado agora precisam se submeter a uma existência inferior e lavrada de sofrimentos, naturalmente pelos deslizes cometidos.  

E aqueles que não têm capacidade de discernir e que não podem fazer nem bem nem mal, que mérito poderiam pretender?
É, na realidade, uma expiação imposta por eles mesmos, aceita e programada quando ainda no espaço, com capacidade de escolher ao seu melhor gosto.  

A Doutrina Espírita mostra que o Espírito ( desencarnado ) tem a faculdade de perceber tudo o que fez e produziu desde a sua criação e que, assim , ele mede os prós e os contras para estabelecer como deverá reprogramar a continuação da jornada para o seu progresso espiritual.  

Mesmo na condição de deficientes mentais, muitas vezes, por instantes, eles conseguem perceber suas dificuldades, verificar suas reais condições e saber que é certamente uma prova e uma expiação; é justamente por isto que, muitas vezes, a loucura leva ao suicídio por ser o Espírito pouco evoluído.

Convém lembrarmos que, mesmo depois da morte, ele se ressente dos problemas desta fase e só se livra deles quando estiver completamente desligado das coisas da matéria.  

Na maioria das vezes, os doentes internados em hospícios ou albergues, uma verificação mais acurada vai demonstrar que um grande número deles não apresenta nenhuma lesão cerebral que justifique o comportamento. É que, nestas circunstâncias, trata-se muito mais de processos de obsessão por Espíritos inferiores que já dominaram as vontades e as atitudes dos subjugados , e que por isso não possuem mais o domínio de si próprios. Não seria preciso repetir, agora, as causas para tudo isto, pois conhecemos bem os motivos.  

A cura para estes males não se encontra nos produtos ou medicamentos; só através do progresso espiritual é que estes sintomas vão desaparecer como por encanto.

O burilamento dos Espíritos é a condição para a cura total definitiva. Almas desavisadas molduram e elaboram a derrocada, e os Espíritos sempre vigilantes conseguem se vacinar contra estes futuros desastrosos.   Jornal Associação Divulgadores do Espiritismo - PR Março / Abril

FONTE: http://www.guiata.com.br/use/noticia/fullnews.cgi?newsid1013933621,56128,


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