a) estado de natureza

O estado de natureza é o estado de simplicidade do Espírito, é o seu ponto de partida quer intelectual quer moral. É o início de sua caminhada através da linha do princípio e da finalidade que lhe cumpre percorrer, acionado pelas diversas leis que se conjugam entre si com vistas a lhe permitir o desenvolvimento das potencialidades divinas.

É lei natural que esta evolução se dê, impedindo que o homem permaneça indefinidamente em seu estágio de infância espiritual que de nada lhe valeria se fosse perpetuado. A permanência em tal estágio aparentemente lhe daria um estado de felicidade,que é a felicidade do bruto, como a do animal, cujos instintos estão inteiramente satisfeitos.
Desde que há necessidade de evoluir – sair do estado de natureza empurra do pela lei natural – o homem cria uma série de atribulações próprias dos vários estágios pelos quais deva passar. Não podendo retroagir, senão apenas estacionar por tempo determinado é, por isto, responsabilizado no curso geral de sua vida imortal, criando para si embaraços e dificuldades que só o tempo bem aproveitado poderá resgatar.


b) marcha do progresso

Está presente no homem a força que o destina para o grande amanhã, mas cumpre que pelo processo de relação com o outro e do aprendizado que faça, desenvolva este princípio. É da lei: aquele que mais se desenvolva ajude o menos desenvolvido, para não criar os grandes desníveis que acabam por gerar, na ausência da lei de amor, o mecanismo servo - senhor ou dominado - dominador.

O progresso moral, que é o grande objetivo do Espírito, é uma conquista decorrente do progresso intelectual, porque, através deste último, a criatura humana aprende a discriminar os valores para poder escolher o que mais lhe convém, usando a faculdade do livre-arbítrio.

A possibilidade de escolha, após o conhecimento discriminativo, é função da inteligência que assim cria a responsabilidade do ato. A ação automática, instintiva ou imitativa, realizada sem a determinação da vontade é ato casual, mecânico ou condicionado, não tendo um valor moral e denota apenas um estado circunstancial do Espírito.

Só passo a passo os povos conseguem atingir o progresso. Por enquanto, o homem tem usado o conhecimento para alimentar a sua inferioridade moral, gerando como conseqüência a necessidade do sofrimento como instrumento de sua elevação moral. Um dia o homem equilibrará as duas forças, o conhecimento e a moral, atingindo a sabedoria.

O progresso é uma força viva da natureza, não estando no homem o poder de sustá-lo pelas leis oriundas de seu egoísmo e orgulho; quando muito o embaraça, mas sempre está sofrendo a sua ação construtiva. Os abalos físicos e morais que sofre a humanidade de tempos em tempos são a mostra de sua presença transformadora.

Por: Nilton Carvalho
FONTE: http://semeadorespirita.blogspot.com

 


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