Todos os homens carecem de disciplina espiritual, que só se atinge através de reiterados esforços no cotidi­ano. Quem se decida pela Doutrina Espírita haverá de submeter a si mesmo a uma profunda mudança de hábitos.

Quem apenas teoriza nunca chegará à perfeita vivência.

O médium que pretenda o equilíbrio deve conciliar teoria e prática, dando preferência ao suor que possa verter nas tarefas de amor ao próximo.

A mediunidade que se isola, que se distancia dos sofredores, é mediunidade que se assemelha a flor artificial- nunca se expressará com a beleza daquela que está sempre ao lado da dor! Neste sentido, todo médium necessita de exercer maior vigilância sobre si, não se afastando dos dramas humanos que, acrescentando-se ao seu, haverão de lhe fornecer material de inspiração.

Na medida do possível, o médium deveria atuar em diversas frentes de trabalho, possibilitando a si mesmo uma variedade maior de experiências. Quanto mais recursos ele oferecer aos espíritos, mais produtiva a mediunidade - maior riqueza intelectual e moral.

A mediunidade de quem só quer lidar com os desencarnados, não se manifesta a contento; os medianeiros de bom senso não devem pretender a sintonia com os Espíritos Superiores, ignorando a existência dos ho­mens...

A mediunidade só se completa através da experiência em contato com o sofrimento.

O medianeiro que não deseje assumir compromisso com a casa espírita está pensando unicamente em si; almeja o equilíbrio de suas faculdades, mas apenas equilíbrio para o gasto, que lhe permita, digamos, uma convi­vência social aceitável... Por incrível que pareça, existem muitos médiuns assim: exercem a mediunidade com o propósito de que os desencarnados os deixem em paz...

Espíritos extremamente comodistas sofrerão imen­sas decepções em seu retorno à Vida Espiritual. Analisando o tempo perdido na sua omissão voluntária à causa do Evangelho, suplicarão novas oportunidades que só Deus sabe quando haverão de ter.

Outros medianeiros frequentam o centro enquanto dele se revelam necessitados, ao primeiro sinal de equilíbrio - de suposto equilíbrio , afastam-se de suas atividades...

Por isto, os Espíritos Amigos, que pretendem um trabalho mais sério junto à humanidade, preferem os médiuns que, não sendo os melhores instrumentos, suprem suas deficiências mediúnicas através da boa vontade e da perseverança.

O desenvolvimento de qualquer faculdade medianímica é empreendimento espiritual para toda a encarnação. O médium impaciente, que almeja resultados imediatos, que se precipita ou que desiste recomeçará o aprendizado.

Mediunidade é para ser exercida no meio do povo e não na tranqüilidade dos gabinetes ou simplesmente na quietude do recinto consagrado ao intercâmbio com os desencarnados!

Conseguir o envolvimento do médium na tarefa é de responsabilidade do dirigente espírita; mediunidade não é só para curar a obsessão do médium... Porque a obsessão se aquiete, não significa que tenha deixado de existir. Os obsessores até consentirão em que o obsidiado se torne médium, mas não concordarão em vê-lo arregaçando as mangas nas tarefas de amor aos semelhantes...

Odilon Fernandes

 

 

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