Fonte: TEIXEIRA, José Raul. "Vereda Familiar" Pelo Espírito Thereza de Brito. Cap. 15, pág 96. 6ª edição 2012. Ed. Fráter.

Inúmeros são os irmãos que rogam, em suas vinculações com os Espíritos ou com os companheiros da luta humana um pouco mais experimentados, orientação ou sugestões para a tarefa-missão de conduzir a prole.

Muitos admitem seja a lide mais difícil da vida do lar a formação dos rebentos para os trilhos do bem, da firmeza moral.

Indiscutivelmente, não constitui trabalho simples o conduzimento dos filhos com vistas ao encontra com Deus, por meio da saúde moral, por meio do amor.

Entretanto, diante das dificuldades que se alevantam, descobrimos a acomodação ou a má vontade com que muitos progenitores ou responsáveis outros por crianças e adolescentes demonstram, no que diz respeito à necessidade de aprender, de esforçar-se por crescer, de ampliar as próprias condições, de modo que acompanhe o progresso dos
filhos, tanto quanto lhes seja possível.

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Em muitos casos torna-se mais fácil aceitar o que dizem parentes e vizinhos, nem sempre sintonizados com responsabilidades, com as quais já tomamos contato.

Diversos preferem entregar ao deus-dará a educação dos pequeninos, deixando-os a mercê dos vídeos, das amas e de outros dispositivos. Eles, os pais, infelizmente, continuam espiritualmente ausentes.

A criança se assemelha a uma esponja, capaz de absorver facilmente o que lhe entregamos à alma, seja conteúdo de nobreza ou de perversão.

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Para uma equilibrada orientação dos filhos, sem qualquer intenção de apostilar comportamentos ou de determinar isso ou aquilo, será de validade atentarmos para alguns pontos importantes, tais como: a consciência da presença de Deus em nossa vida; o respeito à vida atual, estendendo ao corpo os cuidados necessários; o respeito a si mesmo como integrante e atuante no processo social, conscientização que se esboça pouco a pouco; desprezo às vacuidades, transformando o consumismo avassalador e indevido em rota de assistência para com os que carecem mais ao nosso redor; o hábito salutar de estudar serenamente, sem o olvido de que, para a criança, são importantes o brinquedo, a descontração dos folguedos infantis e a convivência no seu grupo, sadiamente.

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Enquanto substituirmos a presença nossa junto aos filhos por dinheiro e presentes; enquanto encobrirmos nossos descuidos com passeios caros, fingindo bem-querer; enquanto permitirmos que os ídolos fabricados pelos veículos comunicadores ocupem, na mente infantil, o lugar que não tenhamos tempo para ocupar, é natural que a sociedade siga de queda em queda, antevendo os excessos do mal, ao que se reportam os Espíritos do Senhor, a fim de que todos sintamos a necessidade do bem e das reformulações. Entretanto, se já somos iluminados pelo conhecimento, por que esperamos o sofrimento e a derrota?

Amemos as nossas crianças, impondo-nos regime de progresso geral, a fim de que melhor possamos orientá-las, para que cumpram os seus deveres na Terra, rumando como Espíritos imortais para os seus destinos de luz.


A vida de Chico Xavier