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Quinta, 14 Junho 2012 18:49

Doação de Órgãos e transplantes

Doação de orgãosA temática "doação de órgãos e transplantes" é bastante freqüente na Doutrina espírita; As pessoas ainda hoje vêem com preconceito a idéia do transplante de órgãos, no entanto o  transplante de órgãos é a que demonstra com maior clareza a estreita relação entre a morte e a nova vida,

Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à sua família o desejo da doação.

A família sempre se aplica na realização deste último desejo, que só se concretiza após a autorização desta, por escrito.

Considera-se como potencial doador, todo paciente com morte encefálica (ausência de perfusão sangüínea cerebral ou ausência de atividade elétrica cerebral ou ausência de atividade metabólica cerebral).

O diagnóstico de morte cerebral significa, para o momento dos nossos conhecimentos médicos, a impossibilidade do retorno à vida, mas não representa o instante da desencarnação, nem a garantia de que o espírito já tenha partido definitivamente.

A questão n° 156 de O Livro dos Espíritos diz que “na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais existe que a vida orgânica”.
Conseqüentemente, tanto o corpo pode funcionar, tendo a desencarnação já se efetivado, quanto pode ocorrer a morte cerebral e o espírito não ter ainda efetivado sua liberação total da carne.

Como deve agir o Espírita perante a legislação recente da doação de órgãos?

Resposta do Emmanuel (reproduzida em “Manual Espírita do Principiante”, pg. 91), que adotamos pela precisão de conceitos e lucidez de raciocínio: “a doação de órgãos deve ser regida pela consciência individual.

Se o desencarnado é muito apegado ao corpo material, poderá sentir-se um tanto perturbado, mas sem gravidade. Tendo notícia do real papel do próprio corpo na trajetória ascensional do espírito, entenderá.

Uma vez inútil ao seu trabalho, algo dele serve ao outro, cuja máquina perdeu só um parafuso. Como o carro fundido ou acidentado cede peças sãs a um menos lesado.”

Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores.


A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados(Do livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier)

A doação de órgãos para transplantes é perfeitamente legítima. Divaldo Franco certifica: “Se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse patrimônio, oferecê-lo, graças às conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada. (Franco, Divaldo Pereira. Seara de Luz, Salvador: Editora LEAL [o livro apresenta uma série de entrevistas ocorridas com Divaldo entre 1971 e 1990.]-)

Em síntese a doação de órgãos para transplantes não afetará o espírito do doador, exceto se acreditarmos ser injusta a Lei de Deus e estarmos no Orbe à deriva da Sua Vontade.

Lembremos que nos Estatutos do Pai não há espaço para a injustiça e o transplante de órgãos (façanha da ciência humana) é valiosa oportunidade dentre tantas outras colocadas à nossa disposição para o exercício da amor.

Os transplantes constituem uma sublime benesse. Salvam vidas. Aliviam dores.

Marcos Paterra

Last modified on Sexta, 15 Junho 2012 18:37

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