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Domingo, 31 Março 2019 15:22

Estudo do livro dos espíritos - Cap. 12





Poder Oculto, Talismãs, Feiticeiros

551. Um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe for devotado, pode fazer o mal ao seu próximo?

— Não, Deus não o permitiria.

 

552. Que pensar da crença no poder de enfeitiçar que certas pessoas teriam?

— Algumas pessoas têm um poder magnético muito grande, do qual podem fazer mau uso se o seu próprio Espírito for mau. Nesse caso poderão ser secundadas por maus Espíritos. Mas não acrediteis nesse pretenso poder mágico que só existe na imaginação das pessoas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que citam são fatos naturais mal observados e sobretudo mal compreendidos.

553. Qual pode ser o efeito de fórmulas e práticas com as quais certas pessoas pretendem dispor da vontade dos Espíritos?

— O de as tornar ridículas, se são de boa-fé; no caso contrário, são tratantes que merecem castigo. Todas as fórmulas são charlatanices; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum signo cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porque eles só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.

553 – a) Certos Espíritos não ditaram, algumas vezes, fórmulas cabalísticas?

— Sim, tendes Espíritos que vos indicam signos, palavras bizarras, ou que vos prescrevem certos atos, com a ajuda dos quais fazeis aquilo que chamais conjuração. Mas ficai bem seguros de que são Espíritos que zombam de vós e abusam de vossa credulidade.

554. Aquele que, com ou sem razão, confia naquilo a que chama virtude de um talismã, não pode, por essa mesma confiança, atrair um Espírito? Porque então é o pensamento que age; o talismã não é um signo que ajuda a dirigir o pensamento?

— Isso é verdade; mas a natureza do Espírito atraído depende da natureza da intenção e da elevação dos sentimentos. Ora, é difícil que aquele que é tão simplório para crer na virtude de um talismã não tenha um objetivo mais material do que moral. Qualquer que seja o caso, isso indica estreiteza e fraqueza de idéias, que dão azo aos Espíritos imperfeitos e zombadores.

555. Que sentido se deve dar ao qualificativo de feiticeiro?

— Esses a que chamais feiticeiros são pessoas, quando de boa-fé, que possuem certas faculdades como o poder magnético ou a dupla vista. Como fazem coisas que não compreendeis, as julgais dotadas de poder sobrenatural. Vossos sábios não passaram muitas vezes por feiticeiros aos olhos dos ignorantes?

Comentário de Kardec: O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fábulas, em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de crença ridícula.

556. Certas pessoas têm realmente o dom de curar por simples contato?

— O poder magnético pode chegar até isso, quando é secundado pela  pureza de sentimentos e um ardente desejo de fazer o bem, porque então os bons Espíritos auxiliam. Mas é necessário desconfiar da maneira por que as coisas são contadas por pessoas muito crédulas ou muito entusiastas, sempre dispostas a ver o maravilhoso nas coisas mais simples e mais naturais. É necessário também desconfiar dos relatos interesseiros por parte de pessoas que exploram a credulidade em proveito próprio.

XIII – Benção e Maldição

557. A bênção e a maldição podem atrair o bem e o mal para aqueles a  quem são lançadas?

— Deus não escuta uma maldição injusta e aquele que a pronuncia é culpável aos seus olhos. Como temos as tendências opostas do bem e do mal pode nesses casos haver uma influência momentânea, mesmo sobre a matéria; mas essa influência nunca se verifica sem a permissão de Deus e como acréscimo de prova para aquele que a sofre. De resto, o mais freqüentemente se maldizem os maus e bendizem os bons. A benção e a maldição não podem jamais desviar a Providência da senda da justiça: esta não fere o amaldiçoado se ele não for mau e sua proteção não cobre aquele que não a mereça(1).


(1) 0 problema da benção e maldição, como se vê, reduz-se ao plano das relações psíquicas amplamente estudado neste livro e atualmente em pesquisa na Parapsicologia Mas um dos pontos mais importantes deste capitulo é o de n.- 522, onde aparece o conceito instinto espiritual como lembrança das provas escolhidas. Não confundir esse conceito com o de instinto biológico, tratado nos n.”‘ 589 e 590. (N. do T.)

Last modified on Domingo, 31 Março 2019 15:25

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