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Quinta, 13 Setembro 2012 21:58

Podcast no.: 16 - Doação

 

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Doação. Você doa algo ? Sangue? Orgãos? Tem duvidas? 
Ouça o podcast e me permita expor novos pontos de vista.
     
       

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Transcrição do podcast:

Ola ouvinte do Podcast Espirita.
O objetivo deste podcast é sempre trazer informação, explicação para que você possa refletir e despertar o seu melhor.
É sempre um prazer estar aqui com você.

Para você que esta aqui pela 1a. vez, meu nome é Miécio.
Quero agradecer você por estar aqui sempre me ouvindo, sempre me prestigiando.
Todos os podcasts estão disponíveis no site www.institutochicoxavier.com, na seção Podcast

No nosso podcast no.: 16 falarei sobre o tema : “Doação”.

Quero me desculpar pela espaço de tempo desde o ultimo podcast, varias coisas mudaram, principalmente os meus horários e me perdi no meu gerenciamento de tempo.

Voce nosso ouvinte, pode não imaginar, mas as vezes para escrever um podcast, pode levar semanas de pesquisas, muitas revisões , mas em outras ocasiões, só sentar ao micro e as palavras vem, vem com uma facilidade e lucidez imensa, facilidades essas com certeza orientadas por algum bom irmão espiritual, ao qual eu muito agradeço.

Doação de quem ? Vamos falar da doação de sangue, de órgãos e de tecidos.

Mas porque escolhi este assunto ?
Algum tempo atras, entrei numa troca de ideias no facebook, num grupo espirita sobre doação e notei que muitos irmãos espiritas tem um preconceito enorme quanto a doação. Algum escritor espirita escreveu algo contrario a isso e muita gente se apegou.

Antes de focar qualquer aspectos espiritual, vou focar antes nos aspecto técnico.

Vamos começar pela mais conhecida, a doação de sangue.

O que é?

A doação é a retirada de aproximadamente 450 ml de sangue, através de inserção de uma agulha em um dos braços.

A coleta é feita por pessoal capacitado e sob supervisão de um médico ou enfermeiro, garantindo o bem estar do doador. Todo o processo da doação de sangue levam em torno de 45 minutos.

Doar sangue não dói, nem prejudica a sua saúde.

Por que doar sangue?

O sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo, essencial à vida.

Todos os dias acontecem centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas que exigem transfusão, assim como os portadores de hemofilia, leucemia e anemias.

Além disso, doar sangue é um ato simples, tranqüilo e seguro que não provoca risco ou prejuízo à saúde. Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente pelo menos duas vezes ao ano, os Hemocentros teriam Hemocomponentes suficiente para atender toda população. O sangue não tem substituto. Por isso a doação espontânea e periódica é fundamental. Uma única doação de sangue pode salvar várias vidas.

Doar sangue é uma atitude necessária, de solidariedade, cidadania e amor.


Lembre-se:

• Sangue não se fabrica artificialmente;

• O sangue doado não ultrapassa 10% do volume em circulação no corpo;

• A quantidade doada é reposta rapidamente;

• Você só doa novamente se quiser. A doação de sangue não vicia;


O que é necessário para doar?

• Ter idade entre 18 e 67 anos, 11 meses e 29 dias;

• Doadores com idade de 16 e 17 anos de idade, são aceitos para doação mediante a presença e autorização formal dos pais e/ou responsável legal;

• O limite de idade para primeira doação é de 60 anos;

• O candidato à doação deve estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados no corpo;

• Pesar acima de 50 kg (com desconto de vestimentas);

• Apresentar documento de identidade com foto, emitido por órgão oficial: RG., carteira profissional, carteira de motorista, etc.

• Ter repousado bem na noite antes da doação;

• Evitar o jejum. Fazer refeições leves e não gordurosas, nas 4 horas que antecedem a doação;

• Evitar uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;

• Evitar vir acompanhado com crianças, sem acompanhantes.

 

Após a Doação?

• Não fumar por no mínimo duas horas;

• Nas 12 horas após a doação, não praticar exercícios físicos e atividades perigosas, como subir em locais altos ou dirigir caminhão, ônibus em rodovias, etc.

• Permanecer no serviço hemoterápico após a doação por 15 minutos;

• Não forçar o braço em que foi realizada a punção no dia da doação, para evitar sangramentos e hematomas;

• Retirar o curativo 4 horas após a doação.

Sobre a Doação de Órgãos e Tecidos

Como posso ser doador?
Hoje, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo de doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.

Que tipos de doador existem?
Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Para lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Doador cadáver: são pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador cadáver?

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para os pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. A morte encefálica será caracterizada através da realização de exames clínicos e complementares durante intervalos de tempo variáveis, próprios para determinadas faixas etárias. Os exames devem ser realizados por pelo menos 2 médicos diferentes, que não poderão ser integrantes da equipe de remoção e transplante.

Após a doação o corpo fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

Vamos falar agora sobre os aspectos espirituais.

Em alguns círculos espiritas, questões como influencia negativa no karma, rejeição de órgãos por incompatibilidade de nível energético levam vários espiritas a neglenciar a doação de sangue e órgãos.

Vamos pensar um pouco, doação de sangue é uma coisa super simples, rápida e indolor. Que desculpa temos para não faze-la ?

Doação de órgão após a morte ou na uti ? Que diferença faz ? Não estaremos mais precisando mais desse corpo terreno.

Hum.. e seu tivesse a chance de acordar da uti e ter uma vida normal, e como eu sou doador de órgãos eu vou acabar desencarnando por isso ? Tenha absoluta certeza que nossos bons amigos espirituais, mentores, guardiões, anjo da guarda ou o que for que você chame, não deixam isso acontecer.

Quando se pode precisar que uma pessoa esteja realmente morta?

Conforme a American Society of Neuroradiology morte encefálica é o estado irreversível de cessação de todo o encéfalo e funções neurais, resultante de edema e maciça destruição dos tecidos encefálicos apesar da atividade cardiopulmonar poder ser mantida por avançados sistemas de suporte vital e mecanismo e ventilação”. A grande discução do assunto é a morte encefálica, na vigência da qual órgãos ou partes do corpo humano são removidos para utilização imediata em enfermos deles necessitados. Estar em morte encefálica é estar em uma condição de parada definitiva e irreversível do encéfalo, incompatível com a vida e da qual ninguém jamais se recupera. Havendo morte cerebral, verificada por exames convencionais e também apoiada em recursos de moderna tecnologia, apenas aparelhos podem manter a vida vegetativa, por vezes por tempo indeterminado. É nesse estado que se verifica a possibilidade do doador de órgãos “morrer” e só então seus órgãos pode

Vamos ouvir agora um breve relato de Robson Pinheiro, escritor espírita.

'A psicografia de Tambores de Angola se deu de maneira muito diferente do que ocorreu com os demais livros.

Era ano de 1997, em meio às festividades de carnaval, quando fui internado para uma cirurgia de emergência. As dores, que começaram leves no início da semana anterior, agravaram-se, e, ao chegar ao hospital, mal conseguia me locomover. Era apêndice supurado. Durante o processo cirúrgico, feito às pressas, algo ocorreu diferente do previsto, e acabei em coma por 19 dias. Nesse período, adquiri uma infecção hospitalar, e o quadro complicou-se ainda mais.

Embora hoje já consiga rever os detalhes do acontecido com certo riso, naquela época não foi nada fácil. No entanto, a experiência foi muito rica em aprendizado.

Durante o coma, permanecia grande parte do tempo desdobrado e consciente do que acontecia à minha volta, flutuando logo abaixo do teto, observando tudo o que se passava no CTI daquele hospital. Ouvia os comentários dos médicos e das poucas pessoas que tinham acesso ao local para visita. O que não podia compreender era o porquê de tanta preocupação por parte das pessoas, já que me sentia muito bem (desdobrado), e, por isso mesmo, não via nenhum sinal de risco imediato à minha saúde. Após muita cogitação dos médicos, para agonia dos familiares e amigos mais próximos, finalizavam-se os preparativos para desligar os aparelhos que me mantinham vivo, já que, ao cabo daqueles 19 dias, meu quadro era tido como irreversível. Mas a decisão acerca de meu futuro não dizia respeito aos médicos nem aos familiares.

Num lance imprevisível e pra lá de inusitado, o espírito Joseph Gleber incorporava em mim dentro do CTI, levanta imediatamente meu corpo da maca, retirando, com minhas próprias mãos, os aparelhos ligados ao meu corpo. '³Estou tirando meu médium daqui!'´, exclamou, com o típico sotaque alemão, bem carregado. Ainda bem que não assisti àquilo tudo, pois estava inconsciente do fenômeno que se dava através de mim. Porém, você pode imaginar qual foi a reação das pessoas ali presentes, um misto de medo e surpresa.

Despertei do coma em pé, logo acudido pelos amigos para não cair, tamanha a fraqueza das pernas. A seguir, transportaram-me para um leito de apartamento, e, assim que me puseram na cama, para espanto geral, os espíritos me assumem novamente o corpo, como fizeram em diversos momentos graves de minha vida, desde a infância. Primeiro Alex Zarthú, o Indiano, que me assenta em posição de lótus sobre a cama e, instantes depois, o “discreto” Pai João de Aruanda, que resolve cantar a plenos pulmões em plena ala hospitalar, fazendo suas mandingas de preto-velho. Os médicos e enfermeiros, acorrendo assustados ao quarto, não entendiam nada do que acontecia. O amigo Marcos Leão, acompanhava tudo o que ocorria e aconselhou a equipe médica a não intervir, pois que não poderia entender o que se passava dentro dos compêndios da medicina. Contaram-me mais tarde que vários espíritos, entre eles Everilda Batista, minha mãe, Zarthú, um dos mentores de nossas atividades, e Scheilla, apresentaram-se através da psicofonia ainda quando estava no quarto do hospital, alguns deles provocando inclusive efeitos físicos.

Segundo o prognóstico médico, que graças a Deus, em grande parte das vezes é falho -, a infecção hospitalar deveria causar vários reveses, como queda de cabelos, perda das unhas e dos dentes e sabe-se lá o que mais, muito em virtude da quantidade de antibióticos potentes que fora necessário utilizar. Além do mais, haviam descoberto que eu era diabético e que, sendo assim, a cicatrização da cirurgia não se daria dentro do prazo previsto.

Felizmente, tudo ocorreu diferente. Dizem que quando os médicos acertam o diagnóstico, devemos nos dar por satisfeitos, pois o prognóstico cabe somente a Deus. Uma semana depois saí do hospital, e até hoje os dentes não caíram, nem os cabelos (que sempre foram poucos), nem mesmo as unhas. A cicatrização completa do corte, feito com desleixo pelos cirurgiões, que davam como certa a minha morte, deu-se em 15 dias, sem maiores complicações, naturalmente em decorrência da intervenção da equipe espiritual de Joseph Gleber, que agiu intensamente naquela ocasião.”

Bom, você não quer que aconteça a mesma coisa com você não é mesmo ?
Contei os fatos só para ilustrar que se a espiritualidade maior achar que não é a sua hora, não vão retirar seus órgãos, então, qual a desculpa que você tem para não ser doador de sangue e órgãos e tecidos após o desencarne ou na uti ?

Doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão para familiares é um grande ato de amor.

Doar órgãos para desconhecidos é para poucos, para poucos irmãos que conseguem viver o amor e desprendimento.

Quando falamos em morte, temos que distinguir duas coisas bastante diferentes: morte e desencarnacao.

A morte e' uma questao meramente fisica, é a cessacao das funcoes fisicas.

Desencarnacao e' o desligamento do espirito do corpo fisico. Portanto, pode haver a morte, mas o espirito continuar ligado ao corpo (de acordo com seu apego 'a materia), ou seja, não ocorrer a desencarnacao. O espirito mantendo-se ligado ao corpo mantem as sensacoes ligadas ao esse, ou seja, sente o que acontece com "seu" corpo fisico.

Entretanto, devemos lembrar que a doacao de orgaos e' uma acao que visa auxiliar outra pessoa. E, conforme sabemos, quando qualquer pessoa se volta para o caminho do bem, que busca ajudar, tera' sempre o amparo da Espiritualidade Maior, que faria com que os padecimentos fossem reduzidos e
ate' mesmo nao acontecessem.

Vamos ver uma entrevista de Divaldo Franco sobre o tema :

P - O espirito desencarnado (falecido) que ainda esta ligado ao corpo (cadaver), sofre com a extraccao dos orgaos, podera ficar ressentido por fazerem isso ao "seu" corpo e envidar por uma perseguicao?

DF - Na realidade nao, porque ai entram as leis soberanas da misericordia divina. Consideremos no passado, os cadaveres de mendigos que eram levados para as faculdades de medicina, a fim de facultarem aos estudantes o conhecimento dos orgaos e as melhores tecnicas cirurgicas para o prolongamento da vida. Aqueles cadaveres, eram de pessoas desconhecidas, invariavelmente, que se transformavam sem quererem, em benfeitores da humanidade.

P - No caso das autopsias, o espirito tambem sofre?
DF - Muitos sofrem. Os sensualistas, os escravos dos prazeres terrestres, sentindo ainda os fluidos materiais, acompanham com horror as cenas, especialmente quando as autopsias sao feitas num clima de ironia, de ridiculo, de desrespeito pelo ser, por consequencia, de desrespeito pelo cadaver. Os espiritos a eles vinculados, agridem-se e agridem, desesperam-se e enlouquecem de dor, o que lhes aumenta por consequencia o sofrimento.

Vamos ver o que nos dizem espiritos como Emmanuel, Andre Luiz, Joanna de Ângelis, Bezerra e alguns outros

Emmanuel nos diz que O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores

recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.
Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados.

"(...) Verdadeira bênção, o transplante de órgãos concede oportunidade de prosseguimento da existência física, na condição de moratória, através da qual o Espírito continua o périplo orgânico. Afinal, a vida no corpo é meio para a plenitude — que é a vida em si mesma, estuante e real" -

Joanna de ângelis - Dias Gloriosos - Divaldo Pereira Franco

Em entrevista à TV Tupi em agosto de 1964, Francisco Cândido Xavier comenta que o transplante de órgãos, na
opinião dos Espíritos sábios é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e deve ser levado adiante.

Os Espíritos, segundo Chico Xavier – não acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais. Pois é muito natural que, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com proveito.

A doação de órgãos para transplantes é perfeitamente legítima. Divaldo Franco certifica: se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse patrimônio, oferecê-lo, graças às conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada

Joanna de Angelis nos diz : transferido o órgão para outro corpo, automaticamente o perispírito do encarnado passa a influenciá-lo, moldando-o às suas necessidades, o que exigirá do paciente beneficiado a urgente transformação moral para melhor, a fim de que o seu mapa de provações seja também modificado pela sua renovação interior, gerando novas causas desencadeadoras para a felicidade que busca e talvez ainda não mereça.

Não se pode perder de vista a questão do mérito individual. Estaria o destino dos Espíritos desencarnados à mercê da decisão dos homens em retirar-lhes os órgãos para transplante, em cremar-lhes o corpo ou em retalhar-lhes as vísceras por ocasião da necrópsia?! O bom senso e a razão gritam que isso não é possível, porquanto seria admitir a justiça do acaso e o acaso não existe!

Podemos assim partir do princípio que gandes vultos do espiritismo não tem opinião contrária ao transplante de órgãos, sendo inclusive abertamente a favor; temos ainda a dizer que, uma vez que tudo somente acontece com a permissão de Deus e foi ele que deu ao homem a capacidade intelectual e tecnológica de realizar tais feitos na medicina, o transplante de órgãos nada mais é do que uma consequência do avanço natural da humanidade; assim com podemos também colocar neste parâmetro a eletricidade, os meios de comunicação, a criação de vacinas etc.

Um dos grandes argumento que os opositores do transplante utilizam é o fato que muitas vezes os espíritos que desencarnam não aceitam este desencarne e que ficam próximos ao corpo tentando retornar a ele; assim com a retirada dos órgãos, e o transplante dos mesmos, estes espíritos entrariam em profundo sofrimento no mundo espiritual ou se revoltariam e iniciariam uma obsessão sobre o receptor.

No meu ponto de vista este fato apresenta uuma distorção de uma verdade.

Lembremos que após o rompimento dos laços que ligam o espírito ao corpo o mesmo não pode retornar a este de nenhuma maneira, e que, após algumas horas, todo aquele organismo estará entrando em decomposição(que é uma lei natural da matéria) o que leva a família a tomar medidas como enterro ou cremação. Neste caso, mesmo sem a retirada dos órgãos, o espírito estará sofrendo igualmente pois poderá acompanhar todo o processo, inclusive a decomposição do corpo (se for o caso).

Este sofrimento no mundo espiritual apenas se apresentaria para pessoas ainda muito ligadas ao mundo material, ao corpo, às posses físicas etc. O que indica que, de qualquer forma, este espírito passaria um período maior ou menor de sofrimento enquanto não de desfizesse destes laços(que são puramente psicológicos) e recebesse auxílio dos socorristas. Sabemos, pela vasta literatura espírita, que muitos espíritos são adormecidos ou socorridos imediatamente após o desencarne e não tomam nenhum conhecimento do que ocorreu com seu corpo; mais uma vez a lei natural da CAUSA e EFEITO vale acima de tudo, nos mostrando que apenas passará por sofrimento aquele que estiver em sintonia com os valores mais baixos e materiais, e neste caso o transplante não vai influir em nada para piorar a situação.

No tocante a Obsessão em torno do receptor é, para mim, mais um caso onde a lei de CAUSA e EFEITO imperará suprema. Pois, a própria Doutrina nos esclarece isso, sabemos que somente haverá obsessão espiritual se o obsessor e obsidiado estiverem em sintonia espiritual. Ou seja, por mais que o espírito tente prejudicar alguém encarnado, apenas conseguirá se encontrar na pessoa algum sentimento de recíproca verdadeiro, sintonizando com aquele sentimento negativo e se utilizando de sua interferencia para prejudicar o receptor. Caso não exista sintonia, não haverá influência negativa.

Muitas vezes atribui-se a rejeição à interferencia do espírito do doador, o que pode ser realmente verdadeiro; mas esquece-se de dizer também que pode ser efeito de uma progamação cármica na vida do receptor, onde não está em sua programação a "cura" de determinado mal; pelo menos por aquela vez.

Outro fator de importante relevancia é o fato dos receptores e suas famílias, na maioria das vezes, sentem uma gratidão profunda pelo desencarnado e oram por ele; o que vai melhorar sua situação no mundo espiritual. Sem contar que, mesmo inconscientemente ele está realizando um ato de caridade, permitindo que alguém sobreviva com o seu sacrifício.

Visto todos esses aspectos, amanha você vai procurar o hospital de sua cidade e doar sangue ? Vai colocar a tarja doador de órgãos no seu rg ? Sinceramente espero que sim.

Um grande abraço, uma grande dia para você, uma grande semana e até o nosso próximo encontro.

Last modified on Segunda, 18 Julho 2016 21:42

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    Que estejamos todos em oração neste domingo, pedindo ao Pai da Vida que intua todo o povo brasileiro a votar com discernimento e coerência, em paz e harmonia. 

    E seja qual for o presidente eleito que as bençãos do Pai recaía sobre ele, para que saiba representar o Brasil com humildade, amor e fraternidade, respeitando e lutando com justiça pelas dificuldades enfrentadas pelo já tão sofrido povo brasileiro.


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