Quarta, 26 Setembro 2012 19:14

Furto legal

– Orson Peter Carrara

A expressão que usamos como título parece incoerente, mas é verdadeira: há um furto permitido por lei, com testemunhas inclusive. É um furto legalizado, no bom sentido da palavra. Nestes tempos bicudos de tensão, correria e preocupações, o texto abaixo, poético, real e suave, auxilia a dar uma trégua nas neuroses do cotidiano. Acompanhe comigo:

“(...) Há um furto legal permitido por Deus, pelas diversas religiões do globo e por todos os Códigos dos países cultos ou bárbaros:  – consiste em ir alguém a um lar venturoso, cobiçar um dos seus mais belos ornamentos e usurpá-lo, com o assentimento dos lídimos possuidores, contentes ou constrangidos. Chama-se casamento. É como se alguém entrasse num jardim florido e colhesse o mais precioso espécime, o que mais o deslumbrara, à vista do seu cultivador que, às vezes, não contém as lágrimas... Acho-me na situação desse egoísta, apreciador dos tesouros alheios, amigo... Observo a dita mais perfeita no vosso lar abençoado e venho roubar-vo-la em parte, ou antes, desejo transplantar para o meu, deserto e entristecido, por falta de um arcanjo doméstico, uma centelha de alegria, de felicidade, de luz espiritualizante, que as há em abundância no vosso: quero enfim, meu amigo, permitais a aliança nupcial de Sonia com o meu Henrique... (...)”.

O texto transcrito é a expressão do pai do noivo para o pai da noiva, naqueles tempos em que os pais escolhiam o casamento para os filhos. Os dois sogros, amigos entre si, conversavam e um deles, viúvo, e pai do noivo, faz o pedido de noivado e casamento ao pai da moça. O poético texto está no belíssimo livro Do Calvário ao Infinito, de Victor Hugo, que narra a impressionante saga de um personagem cuja vida é repleta de dissabores de toda ordem, mas traz a suavidade de outra personagem, Sonia, que encanta pela beleza e nobreza de sentimentos.

Realmente os filhos são mesmo pérolas na vida humana. Quando se casam formam a própria vida, como deve ser mesmo, para construírem sua própria independência ao lado de outra família, com os desdobramentos próprios que é preciso entender e apoiar.

Dessa união natural, surgem outros filhos, os chamados netos, que tornam a vida ainda mais dinâmica e repleta de esperanças e alegrias, fazendo do lar um verdadeiro laboratório de experiências morais, na educação e no aprendizado. Vale lembrar: “Desde pequenina , a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz (...). A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore.”

Somente assim, formaremos filhos que mais se parecerão tesouros em flor, com a moralidade educada, com a postura digna de cidadãos conscientes e responsáveis. O quadro social que encontramos atualmente, caótico, deselegante, agressivo, é fruto da indiferença ou omissão dos pais, apesar da bagagem que já trazem os filhos. Na poesia acima transcrita, na formosura moral de uma jovem, vemos o papel da educação. Aliás, leitor, leia o livro para encantar-se com a personagem.

A família é mesmo um laboratório de educação e começa, mesmo considerando a família anterior, quando dois jovens se unem pelo amor no casamento, formando uma nova família...

 

A vida de Chico Xavier

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  • Entrevista com Rita Ramos Cordeiro

     


    FONTE: ESPIRITUALMENTE

    Nascida em Presidente Prudente/SP e residindo atualmente em Itu/SP, é escritora, articulista, redatora, diretora de divulgação e marketing do Instituto Chico Xavier de Itu e da ASDBNotícias. Também é coordenadora do Clube do Livro Emmanuel, que agrega associados de todo o Brasil.

    Casada e mãe de 01 filho, Rita faz parte do Centro Espírita de Itu e já publicou 03 livros:

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  • A naturalidade da morte trágica



    Por: Maria Thereza dos Santos Pereira - FONTE: Letra Espírita

    Quando conversamos com alguém que recentemente perdeu uma pessoa próxima, não raro dizem não esperar pelo falecimento dela, ainda que estivesse doente ou com idade avançada.

    Situações em que acontece a morte trágica, por motivo grave e repentino, principalmente quando o desencarnado possui tenra idade, a surpresa demonstrada pelos entes encarnados é ainda maior, pois manifestam além de tristeza, inconformismo e revolta de maneira muito acentuada.

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  • Desdobramento


    Por: Fernanda Oliveira - FONTE: Letra Espírita

    “Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço.” (Allan Kardec, A Gênese, Cap. XIV)

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  • Os benefícios da água


    Por: Ricardo de Bernardi - FONTE: A CASA DO ESPIRITISMO

    A água é uma substância orgânica ou possui uma espécie de energia vital?

    A água não é uma substância orgânica, pois não possui a estrutura típica daquelas, também não possui o ciclo vital, - nascer, crescer, reproduzir, morrer. No entanto, é a substância mineral mais fantástica do Planeta, sem a qual não seria possível a vida em nosso orbe, daí dizer-se que a água é um "líquido vital". Dois terços da superfície da Terra são constituídos de água, bem como 70% de nosso corpo. Pelo seu peso molecular, deveria ser gasosa, mas, como cada molécula de água acha-se aderida a outras, por atração eletromagnética, aumenta sua densidade permitindo-se existir na forma líquida em estado natural. Um capricho inteligente da Lei Maior do Universo.

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  • Os primeiros sete anos da reencarnação do espírito




    FONTE: LIÇÕES DO ESPÍRITO 

    O período inicial da reencarnação do Espírito é decisivo na formação do seu caráter e da sua personalidade porque, nesse período da primeira infância, o Espírito “é mais acessível às impressões que recebe e que podem auxiliar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados de educá-lo.”[1]. Os Espíritos Superiores ainda esclarecem, em "O Livro dos Espíritos", à questão 380, que a fase de perturbação que acompanha a encarnação do Espírito não cessa de súbito por ocasião do nascimento, mas que gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos.

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