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Sábado, 20 Abril 2019 21:45

Mediunidade ou animismo?

 



A mediunidade ganha espaços cada vez maiores na mídia, na arte e na literatura espírita ou não. É a Espiritualidade formando continuamente os trabalhadores da intermediação entre espíritos. Mediunidade não é atributo especial de ninguém. É caminho lógico para todos. Chega o momento que necessitamos entender esta realidade. Há, contudo, os que não a aceitam ou que atormentam médiuns, taxando-os de embusteiros. Pode ser que a pessoa desista e sofra desastrosas consequências. O que fazer e como responder aos ataques de dentro e de fora que ameaçam candidatos a medianeiros?

 

Calderaro disse a André Luiz, em O Mundo Maior, que mediunidade impõe ao homem “a soledade e a incompreensão, por vezes dolorosas”. O animismo é diagnóstico de primeira hora. E

quem julga? Aos médiuns iniciantes, tempo. Aos experientes, contínuos aperfeiçoamentos. Onde a linha que separa animismo de mediunidade? Certo que os espíritos necessitam dos conhecimentos dos medianeiros. Mas, será que só eles bastam? Há assuntos que os médiuns nem conhecem e são intérpretes!

Diz Calderado: “A tese animista é respeitável. Partiu de investigadores conscienciosos e sinceros, e nasceu para coibir os prováveis abusos da imaginação; entretanto vem sendo usada cruelmente pela maioria dos nossos colaboradores encarnados, que fazem dela um órgão inquisitorial, quando deveriam aproveitá-la como elemento educativo, na ação fraterna.” Vê-se bem que a interação entre os dois planos acontece com a colaboração mútua das partes.

Há que pensar também no fator histórico da mediunidade. Durante séculos foi reprimida. Muitos sofreram perseguições que lhes tiraram a liberdade ou a vida. O Espiritismo veio aparar ações, colocando fatos nos justos lugares. Existem os planos espirituais e o plano da crosta que interagem através das mentes de forma natural e de uso contínuo dos seres. No passado o demônio estava do lado de lá e os santos do lado de cá. Com a escala espírita proposta por Kardec no Livro dos Espíritos, aprendemos que demônios não existem. Então alguns trocaram os demônios pelo animismo.

Qual a inteligência ilibada e com poder de afirmar se tal comunicação é anímica ou mediúnica? Médiuns sinceros necessitam percorrer árduos caminhos até consolidarem-se como medianeiros efetivos. Isto requer dedicação, renúncia e experimentações conscientes. Quando um pensamento é nosso ou não? Como afirmar que o outro está usando animismo? Não estamos ínsitos em suas realidades mentais! Há sobre Jesus importante citação no aludido livro: “O Mestre viveu insulado no monte divino da consciência, abrindo caminho aos vales humanos”.  Existem milhões de pessoas enfeixadas em regiões menos elevadas da consciência. Isto é óbvio e dificulta comunicações. Mesmos os que pretendem a eficiência sofrem interferências causadas por essas vibrações de baixa frequência e que ainda imperam entre encarnados e desencarnados. Jesus não nos pede santidade e sabedoria do dia para a noite. Quer que tentemos, posicionando-nos como intérpretes do mundo espiritual, aprimorando-nos a cada instante, buscando o monte divino da consciência. Estamos a caminho e não é justo afirmar às pressas que isto é ou não comunicação mediúnica.

Adélia tudo fazia para ir às reuniões mediúnicas no centro que frequentava. A mãe ficava com o filho de um ano e o esposo, a custo, aceitou tal condição. Foi perseguida cruelmente pela direção dos trabalhos que sempre taxava suas comunicações como anímicas. De tanto tentar e receber os mesmos veredictos acabou por desistir. Sua casa virou um tormento. A mediunidade ostensiva não a permitia caminhada segura. Buscou os recursos das drogas medicamentosas. Três anos após o tal diretor dos trabalhos desencarnou. O novo dirigente convidou-a a novamente frequentar as reuniões. Sem as injustas acusações pode, enfim, exercer em paz sua mediunidade, ajudando a tantos espíritos que ali aportavam em busca de socorro e orientação. E por que ainda necessita ser assim?

É hora de definições para todos. Calderaro comenta: “Há milhões de seres humanos, encarnados e desencarnados, de mente fixa nas regiões menos elevada dos impulsos inferiores, absorvidos pelas paixões instintivas, pelos remanescentes do pretérito envilecido, presos aos reflexos condicionados das comoções perturbadoras a que, inermes, se entregaram; outros tanto mantêm-se jungidos à carne e fora dela, na atividade desordenada, em manifestações afetivas sem rumo, no apego desvairado á forma que passou ou à situação que não mais se justifica; outros ainda param na posição beata do misticismo religioso exclusivo, sem realizações pessoais no setor da experiência e do mérito que os integre no quadro da lídima elevação.”

Vê-se que o trabalho é grande e que não se justificam personalismos ditando regras e normas da mediunidade. Cada espírito com sua história. Cada mente seus atributos, extensões e limites. Importa identificarmos no outro sua disponibilidade e lealdade à ação mediúnica. Profundidades vêm com a experiência. E não se sabe quem começou primeiro. Há médiuns que o são desde tempos idos e que renascem e são reprovados por consciências incautas e insensatas.

Estudemos e lancemos ao serviço. Jesus nos conduzirá. O bom médium obtém boas comunicações. Mas, igualmente, sabe acolher o outro mitigando-lhe a sede de paz. Posturas de pseudo sabedoria ou de preguiças mentais não podem interferir no serviço à causa do bem. Pensemos nisto, cuidemos das nossas mediunidades, falas e ações.

Por: Guaraci Lima Silveira

Extraído do Jornal: Correio Fraterno do ABC

Last modified on Sábado, 20 Abril 2019 21:46

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