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Domingo, 10 Fevereiro 2019 13:31

Os "falecidos" que "ressuscitam" numa apreciação espírita




Por: Jorge Hessen

Certa feita fomos informados sobre determinado homem de 87 anos de idade que deu um grande susto em seus familiares ao acordar durante seu próprio funeral.

Eles oravam sobre seu corpo quando o “falecido” teria começado a engasgar e, de repente, “acordou”. O velho havia sido levado do hospital, vestido adequadamente para o funeral e colocado no local onde seria realizado o velório.


Após "reviver", o homem foi novamente encaminhado ao hospital. Segundo informações do jornal Shangai Daily, os médicos ficaram perplexos com a sua impressionante recuperação.

Caso semelhante ocorreu em Zamboanga do Sul, nas Filipinas. Uma menina de três anos que havia sido declarada morta pelos médicos "acordou" durante o seu funeral. Ela havia tido febre severa durante vários dias e, por isso, teria sido levada a uma clínica para passar por uma consulta. O médico e o assistente confirmaram que a menina não tinha mais pulso e estava clinicamente morta.

Há inquietas reportagens de casos de “ressuscitação” espontânea nos funerais que acontecem em inúmeros países. Na biografia da médium Ivone Pereira, consta que ela, com 29 dias de nascimento, depois de sofrer um acesso de tosse, sofreu uma sufocação que a deixou como “morta”. Durante 6 horas permaneceu em estado cataléptico. O médico e o farmacêutico atestaram morte por sufocação. O velório foi preparado. “A suposta defunta foi vestida com grinalda e vestido branco e azul, e o caixão encomendado. A mãe, que não acreditava que a filha estivesse morta, retirou-se para um aposento, onde orou fervorosamente a Maria de Nazaré, pedindo que a situação fosse definida. Instantes depois, a criança “acordou” aos prantos.”


Já ouvimos algumas conversas tenebrosas sobre pessoas que teriam sido dadas como mortas e enterradas vivas durante um surto de catalepsia ou letargia. Há notícias de que existem casos de pessoas que foram enterradas “vivas”. “A catalepsia se manifesta como um tipo de perturbação de natureza psicomotora, produzindo parada dos movimentos voluntários, sem qualquer lesão física. A letargia é um estado de sono profundo, no qual as funções orgânicas se apresentam, aparentemente, interrompidas, entre elas, as de respiração e circulação.” Kardec analisou situações de quase-morte na Revista Espírita.

Há diversos casos de letárgicos, pessoas que chegaram a ser consideradas mortas pela medicina da época, como a Sra. Schwabenhaus ou que passaram por situações de claro risco de morte, ou como o Dr. “D.”, que ficou mais de meia hora debaixo d’água e foi resgatado e retomou a consciência. Fenômeno análogo aconteceu nos tempos apostólicos nas figuras de Lázaro, da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim.

A letargia pode surgir a partir de alguns fatores importantes, como uma doença grave (o paciente entra em estado de coma); indução medicamentosa (há substâncias que provocam o coma artificial); hipnose (indivíduos sensíveis podem ser induzidos ao transe letárgico; transe mediúnico (em determinados desdobramentos, particularmente na chamada “bilocação”, quando o Espírito afasta-se do corpo e se materializa alhures, há enorme dispêndio das energias do médium, com o auxílio de mentores espirituais. Para tanto, ele entra em estado letárgico); autoindução (há faquires indianos que se fazem sepultar vivos. Entram em estado letárgico por sua própria iniciativa. Com o organismo funcionando em ritmo lento, o consumo de oxigênio é mínimo. Daí conseguirem sobreviver por horas e até dias. É algo semelhante aos animais que hibernam, como os ursos).

Allan Kardec indagou aos Espíritos se na letargia o Espírito pode separar-se totalmente do corpo, de forma a dar-lhe todas as aparências de morte, e voltar em seguida. Os Benfeitores explicaram que “na letargia, o corpo não está morto, visto que as funções orgânicas continuam a processar-se; a vitalidade permanece em estado latente, como na crisálida, e não se extingue.

Ora, o Espírito está unido ao corpo enquanto ele viver. Uma vez os laços rompidos pela morte real e pela desagregação dos órgãos, a separação será completa e o Espírito não volta mais. Quando um homem aparentemente morto volta à vida, é porque a morte não foi consumada.”

Em seguida, Kardec inquire se é possível, através de cuidados dispensados a tempo, renovar os laços a se romperem e devolver à vida um ser que, sem esses recursos morreria realmente. – Sim, sem dúvida, explicam os Espíritos – “e disso tendes prova todos os dias. O magnetismo é nesses casos, muitas vezes, um meio poderoso, porque dá ao corpo o fluido vital que lhe falta e que era insuficiente para entreter o funcionamento dos órgãos.


Na concepção do Codificador, “a letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio, que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento, por uma causa fisiológica ainda inexplicada.

Elas diferem entre si em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral, dando ao corpo todas as aparências da morte, e na catalepsia é localizada e pode afetar uma parte mais ou menos extensa do corpo, de maneira a deixar a inteligência livre para se manifestar, o que não permite confundi-la com a morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é às vezes espontânea, mas pode ser provocada e desfeita artificialmente pela ação magnética.”

Portanto, seja no estágio letárgico ou na condição de catalepsia, não há morte, até porque todas as funções vitais permanecem ativas. A frequência vital é que se torna mais vagarosa, qual ocorre na hibernação, conferindo ao corpo a aparência de um cadáver.

FONTE: Jorge Hessen

Last modified on Domingo, 10 Fevereiro 2019 13:32

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