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Sábado, 28 Fevereiro 2015 14:01

Entrevista com Guaraci de Lima Silveira

GUARACI DE LIMA SILVEIRA nasceu na cidade mineira de Oliveira Fortes. Aposentado, é escritor, jornalista, dramaturgo e palestrante espírita, participando de eventos de promoção do indivíduo em todo o território brasileiro.

Você é casado? Com quem? Tem filhos? Quantos? Como se chamam?
Divorciado, tenho 1 filha que se chama Aline e dois filhos: Fábio e Philippe.

Em qual cidade nasceu? Onde mora atualmente?
Nasci na cidade de Oliveira Fortes (MG) residindo desde 1966 em Juiz de Fora (MG).

Quando surgiu seu interesse pela literatura?
Desde criança sonhava em escrever livros. Aos nove anos, após a desencarnação de minha mãe, dona Hilda resolvi contar aos meus amigos de infância a experiência de ver a própria mãe ir para o mundo espiritual. Ali a emoção de escrever tomou conta de mim e me acompanha até hoje.

Qual a sua formação e atividades profissionais?
Sou jornalista atuando no movimento espírita e aposentado pelas leis do Brasil.

O que mais gosta de fazer em seu tempo livre? Por quê?
Gosto de ler, estudar, assistir palestras em vídeos, on-line ou em plateias. Percebo que já perdi tempo demais buscando atrativos que eu considerava lazer. O lazer deve ser dirigido, somente assim ele nos trará os benefícios próprios das suas propostas.

 

Como conheceu o espiritismo?
Quando completei seis anos de idade, meu mentor surgiu-me de forma iluminada e generosa e me disse que eu teria nesta encarnação a tarefa de falar para muitas pessoas sobre as propostas do bem. Desde então comecei a me preparar. O espiritismo surgiu-me como algo absolutamente natural. Ao ler seus postulados era como se eu já os conhecesse. Minha mediunidade ostensiva foi e está sendo o meu grande condutor dentro dos estudos e práticas espíritas.

Frequenta ou trabalha em instituições espíritas? Como se chamam?
Quando iniciei minhas atividades no movimento espírita filiei-me a uma Instituição aqui de Juiz de Fora onde permaneci por vinte anos. Depois com o acúmulo das viagens para apresentações teatrais (sou autor e diretor de teatro) e palestras não me foi mais possível ficar em apenas uma Instituição. Hoje trabalho no movimento espírita em geral, atendendo convites para palestras, seminários ou encontros diversos.

Qual a importância do espiritismo em sua vida?
Posso dizer que o espiritismo é minha filosofia de vida, é minha forma de viver. Por ele conheci Jesus, este o seu grande legado em minha vida. Estudá-lo e divulgá-lo tem sido minha proposta desde 1978 quando iniciei minhas atividades no espiritismo.

Você é médium? Como a mediunidade auxilia nos seus livros e como ela auxilia em seu cotidiano?
Como disse anteriormente minha mediunidade eclodiu quando eu tinha seis anos de idade. Ao longo de todo esse tempo, hoje tenho 64 anos, a mediunidade acompanhou-me. Por ela escrevi mais de 200 peças teatrais, todas montadas e apresentadas, inúmeros artigos e ensaios e vinte e três obras literárias. Através da mediunidade aprendo grandes e profundas lições com mestres da espiritualidade. E isto de forma cotidiana.

Possui outros livros publicados, além deste lançado pela Editora EME?
Tenho mais 8 livros publicados sendo que seis deles pela Mythos Editora, um pela Editora Correio Fraterno e um pela Minas Editora. Três outros livros saíram em capítulos na revista Espiritismo & Ciência.

Qual a principal motivação para escrever Os bosques?
Trabalhei durante mais de trinta anos com o teatro educativo. Um trabalho profissional e por ele visitamos e atendemos a mais de 400 instituições (indústrias – comércio – prestadoras de serviços – entidades públicas – ONG’s e instituições espíritas) Nosso trabalho era realizado por atores ainda adolescentes, profissionalizados e com grande empenho na proposta de educar pela arte, pela dramaturgia. Foi no convívio com eles que a espiritualidade sugeriu que fizéssemos uma obra literária direcionada aos pais e filhos adolescentes. O livro começou a ser psicografado ao lado deles, hoje adultos e muitos seguindo a dramaturgia profissionalmente. A maior motivação foi a de falar para eles quem somos, de onde viemos e o que podemos fazer dentro deste concerto magnífico que é a vida.

Alguém o incentivou a desenvolver este trabalho?
Dois mentores em especial: Kandy e Rethnan. Depois a Joanna Tell, espírito, com quem tenho feito muitos trabalhos, assumiu a tarefa e ditou-me a obra.

Quanto tempo levou para concluir a obra?
Se falarmos da história de Mateus e Sara, levamos pouco mais de um mês. Contudo os poemas já estavam prontos desde quinze anos atrás. Foi gratificante encaixá-los no texto, um trabalho que me encantou, pois que os separei em blocos “aleatoriamente” e eles foram colocados na trama, como que por magia, sem que eu os selecionasse.

Teve alguma surpresa ou dificuldade para realizar o livro? Quais?
As surpresas foram os encontros dos personagens dentro dos bosques. Viajei com eles, como o leitor certamente faz. Eu não sabia o que aconteceria no próximo momento, capítulo ou diálogos. Não tive nenhuma dificuldade, Joanna Tell já trabalha conosco faz um tempo e segui as orientações que ela me passava.

O que deseja transmitir aos leitores com esta obra?
Fé em si mesmos. Crescimentos espirituais necessários. Respeito à vida. Olhar mais profundo para o que acontece em seu entorno. Deus e Família como pilares que nos sustentam em nossas peripécias próprias da evolução de seres que faz pouco tempo sairam da irracionalidade.

Os bosques é como um passeio pelo mundo interno de cada um dos seres humanos na fase da adolescência. Qual a contribuição da doutrina espírita para a chamada “crise da adolescência”?
Hoje os estudiosos da adolescência já não mais classificam este período da vida como algo obscuro e difícil. Ao contrário eles nos afirmam que para o adolescente o momento é absolutamente normal. Os pais é que costumam “surtar” por verem que seus filhos já não são mais crianças as quais guiavam a seus gostos. O adolescente é aquele ser renascido e que, de repente, busca-se como indivíduo e isto deve ser respeitado. A doutrina espírita nos diz que somos seres reencarnados e em evolução. Não se torna adulto aos doze anos. Há uma fase de transformações físicas e psicológicas, isto é a adolescência. Então a doutrina espírita nos esclarece e nos conduz tanto os pais como educadores e adolescentes.

E o que o espiritismo tem para oferecer como subsídio para a formulação de uma opinião segura e a tomada de uma decisão correta quando o jovem chega ao limiar da idade adulta?
Se observarmos bem, os adolescentes necessitam muito dos pais e educadores que estão ao seu derredor. Tudo lhes é novo e atraente. Naquela fase a emoção eclode, a dopamina entra em ação e os risos e aventuras tornam-se normais nas vidas dos adolescentes. Não se deve cerceá-los desses impulsos naturais, imputá-los culpas e responsabilidades em exageros. O importante é, a partir dos seus excessos, explicar-lhes a forma correta de viver e se comportar. O espiritismo como representante legal do cristianismo redivivo, contribuirá eficazmente mostrando aos adolescentes que existem leis humanas e leis divinas e a elas estamos todos submetidos e seremos responsabilizados por todos os atos que cometermos na razão direta do nosso crescimento ético, intelectual e moral já realizado. O espiritismo assim promoverá o encontro do indivíduo com a sua realidade espiritual e social.

O jovem espírita se sente mais responsável diante das transformações do mundo?
Nem sempre. O jovem espírita, via de regra, ainda é o espírito antigo e com propostas antigas. A conscientização que nos transforma necessita tempo para se fixar em nós. O que as escolas de evangelização da criança e do jovem necessitam realizar é mostrar-lhes os caminhos e os abismos existentes no mundo. Se aqui renascemos é porque aqui necessitamos estar. Estar bem e em paz com as leis naturais, com a família que nos acolheu, com a sociedade que nos admitiu, é, sem dúvida, um dever de todos nós. Aí devem se basear as falas e ensinamentos de pais e educadores, desde que eles estejam seriamente comprometidos com o processo, e uma forma sensata do adolescente ver-se como um ser inserido em novo contexto reencarnatório. A doutrina espírita, educadora por excelência, será o grande norteador desses moços e moças, mas, antes de tudo, eles precisam entender e aceitar esta bússola. Caso contrário poderão viver experiências não tão gratificantes assim. O livro Os bosques, em seu capítulo: “Vale das Máscaras”, mostra as leis que regulam os abismos. Então, como Paulo de Tarso repetimos: “Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”.

Considerando as dificuldades econômico-financeiras, o desemprego, como orientar o jovem espírita para a vida (lazer, sexo, família), sem o risco da desesperança que parece contagiar a juventude (inclusive com incidência de suicídio entre os jovens)?
Penso que o jovem espírita está carente de verdadeiros ídolos. Os pais são seus primeiros educadores, a escola e a sociedade como um todo complementam o processo. Porém, onde estão as verdadeiras lições, os sãos comportamentos, as atitudes virtuosas que os incitam a buscar uma forma razoável de viver. A desesperança surge como uma resposta natural daquele que se vê entre corruptos e corruptores, idólatras do sexo sem compromisso, amantes do álcool e do tabaco, falantes da linguagem fantasiosa e chula distanciada dos arredores de uma consciência ligada ao bom e ao realmente útil e ainda filosofias vãs onde o dinheiro e o poder representam o lugar mais alto do pódio. O espírito reencarnado ainda é um neófito em meio a tudo isso e, sem exemplos eficazes e sensatos de comportamentos, fica-lhe muito difícil manter-se e flutuar como uma bandeira desfraldada indicando posturas leais à Constituição Divina. O desemprego de agora pode ser a porta para as alternativas do trabalho individual que faz o progresso de cada um pela excelência que se deve buscar ao realizá-lo e não apenas cumprir regiamente um tempo dentro de uma empresa. Vivemos num regime de impermanências e não só os jovens, como também os adultos devem estar preparados para o próximo episódio desta fantástica jornada que é a evolução espiritual. “Desistir? Nunca. Arrefecer-se? Jamais”. O altruísmo faz parte daqueles que se agigantam e vencem seus adversários “...enquanto estão a caminho com eles” Certificou-nos o Mestre Jesus.

Apesar de ser voltado aos jovens, Os bosques agradará também aos adultos? Por quê?
Os adultos que leram Os bosques chamaram seus adolescentes para fazerem o mesmo. A viagem que o livro nos promove é atemporal. Está na realidade intrínseca de todos. Conhecer arquétipos, deparar-se com ídolos e mitos, decifrar símbolos, pernoitar no vale das sombras e acordar diante dos pilares redentores são propostas de Deus a todos os Seus filhos. Se, já numa leitura preliminar, os adultos se encantam é porque neles a certeza nas conquistas superiores da alma já se aclimata em suas vivências. E eles desejam aclimatá-las igualmente naqueles meninos e meninas, de faces belíssimas moldadas pelo Divino Escultor. Os adultos entendem que se o jovem se buscar e se preservar, o tempo não enrugará a beleza que trazem e que pode permanecer.

E que mensagem você deixa aos nossos leitores?
“Ler é a tecnologia da mente para operar mudanças”, diz-nos Steven Pinker, canadense e professor no departamento de Psicologia da Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Ler um bom livro, um bom artigo, um bom ensaio é capacitar-se para a real soberania nas suas pontuações. Necessitamos acostumar nossas mentes com boas propostas e um belo exercício para tal é ler algo realmente comprometido com a formação ética e moral dos indivíduos. Ler para operar mudanças, eis uma bela opção de lazer, de estudos, de vida.

FONTE: http://www.editoraeme.com.br/entrevistas/194-entrevista-com-guaraci-de-lima-silveira.html

Last modified on Sábado, 28 Fevereiro 2015 14:19

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