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Sábado, 26 Março 2016 18:09

A justiça social : Uma visão espírita para a ação social

 

Orlando Villarraga - Parte 2 

O propósito deste trabalho é apresentar os princípios ou teses da doutrina espírita para a organização de uma sociedade justa e qual deve ser o compromisso de cada um de nós, seres encarnados, para atingir esse objetivo.

Os princípios são que abordaremos neste artigo são:

 

  1. Cada pessoa deve assumir sua responsabilidade frente aos problemas sociais.
  2. Educar o coração para a solidariedade e a fraternidade.
  3. O compromisso com as próximas gerações e com as outras espécies.

  

CADA PESSOA DEVE ASSUMIR SUA RESPONSABILIDADE FRENTE AOS PROBLEMAS SOCIAIS

Allan Kardec nos ensina que “o Espírito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador involuntário, por todo o bem que, tendo podido fazer, não o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer”. Portanto, não é suficiente não fazer o mal senão que DEVEMOS FAZER o bem em todas as oportunidades da vida, porque aquilo de bom que deixamos de fazer pode dar chance ao aparecimento e ao crescimento de situações não muito boas para

a sociedade.

Nos queixamos muito dos políticos, do que roubam, do que deixam de fazer, mas não participamos mais diretamente na discussão das causas dos problemas, nem colocamos para o debate as possíveis soluções. Precisamos fomentar mais a conscientização do papel das pessoas na criação de um impulso político para a mudança da política.
No preâmbulo da Carta de Terra se estabelece que “cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos”. Todos nós encarnados neste planeta azul somos responsáveis, alguns em grau maior do que outros, pela situação atual da nossa sociedade. Pela lei de causa e efeito somos responsáveis pelas consequências dos nossos atos ou do que deixamos da fazer para melhorar as condições do futuro do planeta. Quanto mais instrução tiver e em melhor condição econômica estivermos, MAIOR é a nossa responsabilidade para melhorar as condições sociais, porque teremos maior conhecimento para compreender os fenômenos naturais e os movimentos sociais. E se dispormos de maiores recursos financeiros também podemos ter um impacto maior porque podemos criar novas instituições ou sustentar algumas já existentes que providenciam fontes de trabalho. A quem mais se dá mais se exigirá.

 O filósofo Peter Singer, no seu estudo sobre a fome, riqueza e moralidade, estabelece o seguinte princípio: “se está em nosso poder evitar que aconteça algo de mau, sem com isso sacrificar nada que tenha importância moral comparável, nós devemos, moralmente, fazê-lo”. Ele parte do pressuposto ético de que o sofrimento e a morte como consequência da falta de comida, de abrigo e de atendimento médico são maus. Portanto, se está a nosso alcance evitar a fome, providenciar o atendimento médico básico e dar o abrigo aos necessitados, é o nosso dever moral fazê-lo. Isso implica uma mudança no nosso estilo de vida. Implica numa mudança interior sobre os valores mais importantes da vida. Se avaliarmos, com maior detalhe, nosso comportamento e nossos hábitos de consumo, podemos chegar à conclusão de que muitas das coisas que compramos e que fazemos são supérfluas e que poderíamos usar esses recursos para evitar a fome e a pobreza. Essa atitude seria a moralmente correta, acorde com

as leis divinas.

 Por que deixamos que as coisas chegassem até o ponto que estamos de pobreza, miséria e violência? Parte do problema é o que Allan Kardec mencionou em O Livro dos Espíritos: “os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, assumirão a preponderância”. Cada um de nós deve assumir a sua responsabilidade, deixar de lado a timidez e começar o trabalho de expressar seu pensamento sobre os problemas sociais sob a ótica espírita e colaborar com ações que sirvam de exemplo para os outros. Esse é o caminho para assumir a preponderância do bem e da justiça

no nosso planeta.

EDUCAR O CORAÇÃO PARA A SOLIDARIEDADE E A FRATERNIDADE

Allan Kardec nos ensina que “educação é o conjunto de hábitos adquiridos”. Vamos adquirindo esses hábitos através da observação do exemplo das ações de outros seres humanos que dedicam sua vida para o melhoramento do nosso meio ambiente físico e social. Mas, não podemos ficar simplesmente na observação. Precisamos participar diretamente e ativamente na solução dos problemas que afligem a nossa sociedade. Devemos participar em atividades junto com outros seres humanos para ajudar a resolver algum problema social especifico. Devemos dar o

nosso apoio financeiro e dedicar parte de nosso tempo para aliviar o sofrimento humano.

 A solidariedade deve ser traduzida em práticas de apoio, cooperação, comunicação e diálogo entre os membros da sociedade. As pessoas que realizam trabalhos que procuram reduzir o sofrimento alheio vão desenvolvendo o sentimento de fraternidade e solidariedade com relação a todos os seres humanos.

 Se “a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social” então devemos nos educar, educar os nossos filhos e educar os demais integrantes da sociedade nos princípios fundamentais que sustentam e incentivam a fraternidade com o objetivo de promover as bases da nova ordem social. Esses princípios universais são a existência de Deus, a preexistência e a sobrevivência da alma, o progresso contínuo, a lei de causa e efeito e a lei da reencarnação.
 “Atenta a sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está na primeira linha: é a base. A igualdade decorre da fraternidade e a liberdade do conjunto das duas.”. 

O COMPROMISSO COM AS PRÓXIMAS GERAÇÕES E COM AS OUTRAS ESPÉCIES

 A doutrina espírita nos ensina que reencarnamos muitas vezes neste planeta ou em outros mundos de acordo com as nossas necessidades de aprendizado. Todas nossas ações ou a falta delas atingem a sociedade e seus membros. Essa ação pode ser favorável à justiça social ou pode ir contra a estabilidade social. Com nossas ações atuais estamos criando as condições futuras da sociedade. As consequências dessas ações podemos experimentá-las nesta mesma vida ou numa existência futura. Vamos colher o que hoje estamos semeando. Se queremos uma sociedade justa devemos contribuir para a implementação de um novo modelo de desenvolvimento que leve em consideração, não só o aspecto econômico, senão também os aspectos social e ambiental. As leis morais apresentadas por Kardec no livro terceiro de O Livro dos Espíritos servem de fundamento para cada um dos três pilares do desenvolvimento sustentável: o crescimento econômico, a preservação do meio ambiente e a justiça social. As leis do progresso e do trabalho podem orientar o rumo para o progresso econômico. As leis de conservação, reprodução e destruição são guias para a preservação do nosso meio ambiente físico e espiritual. As leis de sociedade, igualdade, liberdade, amor, justiça e caridade são o alicerce para estabelecer as bases das instituições de uma sociedade justa.

CONCLUSÕES
Para enfrentar os grandes problemas sociais devemos procurar o conhecimento no pensamento social espírita. O espiritismo além de ser uma ciência experimental e filosófica, é uma ideologia social. Os princípios da doutrina espírita nos levam à convicção que devemos colocar em ações, que devemos materializar em atos e fatos os conhecimentos espirituais para o bem-estar da sociedade e a implantação da justiça social em nosso planeta.
Manuel S. Porteiro sintetiza muito bem o nosso compromisso como espíritas para trabalhar por uma sociedade justa. Ele disse que “o espírita pode e deve influir na sociedade para que desapareça, ou pelo menos diminua, a injustiça econômica e os males que ela gera, demonstrando que a verdadeira sociedade exige justiça, solidariedade e amor”
Temos muito para fazer. Precisamos agir agora e participar mais ativamente do movimento em favor da justiça social.

 

http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/a-justica-social-uma-visao

 

 

Last modified on Sábado, 26 Março 2016 18:14

A vida de Chico Xavier

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