fbpx
Sábado, 28 Abril 2018 16:14

Os anjos

 

FONTE: O ESPÍRITA

O menino voltou-se para a mãe e perguntou:

Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum.

Como ela lhe afirmasse a existência deles, o pequeno disse que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.

É uma boa ideia, falou a mãe. Irei com você.

Mas você anda muito devagar, argumentou o garoto. Você tem um pé aleijado.

A mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, ela podia andar muito mais depressa do que ele pensava.

Lá se foram. O menino saltitando e correndo e a mãe mancando, seguindo atrás.

De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos. Dentro dela, uma dama linda, envolta em veludos e sedas, com plumas brancas nos cabelos escuros. As joias eram tão brilhantes que pareciam pequenos sóis.

Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à senhora:

Você é um anjo?

Ela nem respondeu. Resmungou alguma coisa ao cocheiro, que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu na poeira da estrada.

Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de poeira. Ele esfregou os olhos e tossiu bastante. Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.

Ela não era um anjo, não é, mamãe?

Com certeza, não. Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe.

Mais adiante, uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou:

Você é um anjo?

Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz:

Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo.

Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando. Mais do que depressa, colocou o garoto no chão. Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu.

Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho! Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado.

O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul.

Aquela moça, certamente, não era um anjo.

O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.

Você me carrega?

É claro, disse a mãe. Foi para isso que eu vim.

Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava.

Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou:

Mãe, você não é um anjo?

A mãe sorriu e falou mansinho:

Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu.

**********

Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiães dos seus amores.

São mães, pais, filhos, irmãos que renunciam a si próprios, a suas vidas em benefício dos que amam.

As mães, sobretudo, prosseguem a se doar e velar por seus filhos, mesmo além da fronteira da morte, transformando-se em Espíritos protetores daqueles que na Terra ficaram, como pedaços de seu próprio coração.

Momento Espírita com base no cap. Sobre anjos, de O livro das virtudes, v. 2, de William J. Bennett, ed. Nova fronteira. Em 02.01.2008.

Last modified on Sábado, 28 Abril 2018 16:14

A vida de Chico Xavier

Cadastre no nosso informativo

Informativo

  • Incorporação e possessão

     




    Fonte :
    Letra Espírita - Por : Silvio Junior

    Quando se fala em espiritualidade de modo geral, são diversos os temas tratados, onde por vezes alguns assuntos polêmicos dividem crenças e opiniões em relação a isso ou aquilo, no tocante a possíveis fenômenos observáveis através dos chamados “médiuns”, termo este criado por Allan Kardec durante a codificação do Espiritismo para identificar aqueles que serviam como meio de comunicação entre os planos material e espiritual.

    Leia mais...
  • Invigilância: a porta para a obsessão




    A existência dos fatores predisponentes - causas cármicas - facilitam a aproximação dos obsessores, que, entretanto, necessitam descobrir o momento propício da sintonia completa que almejam.

    Leia mais...
  • Suicídio inconsciente




    Fonte:
    Rádio Boa Nova - Por : Maria Izilda Netto

    Incontável o número de pessoas, em dado momento de suas existências, por motivos variados, resolveu que não era interessante continuar a viver.

    Fosse a existência contida nos limites do berço ao túmulo, sem dúvida, o suicídio seria a grande solução para os problemas e dores da Terra.

    Leia mais...
  • A tristeza segundo Deus


    Por: Eduardo Rossatto

    Segundo Paulo de Tarso na sua segunda carta aos Coríntios (7:10), há dois tipos de tristeza: a tristeza segundo Deus e a tristeza segundo o Mundo. A segunda é a lamentação, as queixas e o tédio. Sofrimento inútil que não é sublimado e que se perde na letargia.

    Leia mais...
  • Injustiça e maldade

     

    Por: Eduardo Rossatto

    Nem sempre é fácil testemunhar injustiças e maldade. O mesmo ocorreu com Simão Pedro em um determinado dia, cerca de onze anos após a crucificação do Mestre, como Humberto de Campos (Irmão X) relata no capítulo 23 da obra "Contos desta e doutra vida".

    Leia mais...

Cadastre-se em  nosso informativo :

 


 




Desde 2010 divulgando a Doutrina Espírita.


Clube do livro




Todo mês um livro novo em sua casa.
Clique aqui e cadastre-se.

Clube do livro

Conheça nosso clube do livro.

Receba todo mês um livro na sua casa.


Cadastre-se aqui para aproveitar.

Contato