fbpx
HomeInformativoAtualidadesFinados na Visão Espírita
Domingo, 28 Outubro 2018 20:47

Finados na Visão Espírita




Por: Ismael Batista da Silva 

Todos os anos, na época em que se aproxima o dia de finados, muitas pessoas questionam nós espíritas, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério? O Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária. Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faz aquilo que sua consciência permitir ou determinar.

 

Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial. Considera com muita propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam. Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.

Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos. Ninguém morre. Deus não tem nenhum filho(a) morto(a). Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.
Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.

Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo se tiverem recém-desencarnados. A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo.

Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles.

Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado. Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.

Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados? Não! Muitos deles, demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos. Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles veem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.

Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.

Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.

Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento? Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.

Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.

Uma pergunta para encerrar nossa reflexão. Quando você partir desse mundo, onde você gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?

Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.

Last modified on Domingo, 28 Outubro 2018 20:47

A vida de Chico Xavier

Cadastre no nosso informativo

Informativo

  • Incorporação e possessão

     




    Fonte :
    Letra Espírita - Por : Silvio Junior

    Quando se fala em espiritualidade de modo geral, são diversos os temas tratados, onde por vezes alguns assuntos polêmicos dividem crenças e opiniões em relação a isso ou aquilo, no tocante a possíveis fenômenos observáveis através dos chamados “médiuns”, termo este criado por Allan Kardec durante a codificação do Espiritismo para identificar aqueles que serviam como meio de comunicação entre os planos material e espiritual.

    Leia mais...
  • Invigilância: a porta para a obsessão




    A existência dos fatores predisponentes - causas cármicas - facilitam a aproximação dos obsessores, que, entretanto, necessitam descobrir o momento propício da sintonia completa que almejam.

    Leia mais...
  • Suicídio inconsciente




    Fonte:
    Rádio Boa Nova - Por : Maria Izilda Netto

    Incontável o número de pessoas, em dado momento de suas existências, por motivos variados, resolveu que não era interessante continuar a viver.

    Fosse a existência contida nos limites do berço ao túmulo, sem dúvida, o suicídio seria a grande solução para os problemas e dores da Terra.

    Leia mais...
  • A tristeza segundo Deus


    Por: Eduardo Rossatto

    Segundo Paulo de Tarso na sua segunda carta aos Coríntios (7:10), há dois tipos de tristeza: a tristeza segundo Deus e a tristeza segundo o Mundo. A segunda é a lamentação, as queixas e o tédio. Sofrimento inútil que não é sublimado e que se perde na letargia.

    Leia mais...
  • Injustiça e maldade

     

    Por: Eduardo Rossatto

    Nem sempre é fácil testemunhar injustiças e maldade. O mesmo ocorreu com Simão Pedro em um determinado dia, cerca de onze anos após a crucificação do Mestre, como Humberto de Campos (Irmão X) relata no capítulo 23 da obra "Contos desta e doutra vida".

    Leia mais...

Cadastre-se em  nosso informativo :

 


 




Desde 2010 divulgando a Doutrina Espírita.


Clube do livro




Todo mês um livro novo em sua casa.
Clique aqui e cadastre-se.

Clube do livro

Conheça nosso clube do livro.

Receba todo mês um livro na sua casa.


Cadastre-se aqui para aproveitar.

Contato