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Sábado, 11 Julho 2020 23:06

Livre-arbítrio e progresso

 




Fonte:
Grupo Allan Kardec 
Por: Therezinha Oliveira

I. LIVRE-ARBÍTRIO E DETERMINISMO

Filosoficamente, livre-arbítrio é a faculdade de livre determinação da vontade humana. Liberdade de pensar, ajuizar e, consequentemente, de escolher como quer agir.

E determinismo é o acontecimento de fatos sem que a pessoa possa ajuizar, escolher, usar a sua vontade, porque outras causas (internas ou externas) é que determinam o ato, mesmo que a pessoa tenha conhecimento de que é afetada pelo que acontece, sinta e reconheça a sua influência.

Os espíritos, encarnados ou não, tem livre-arbítrio?

Em princípio, basicamente, sim. De outro modo, não teriam responsabilidade pelo mal que praticassem nem mérito pelo bem que fizessem.
Mas esse livre-arbítrio não é pleno, completo, em tudo e para tudo, porque é relativo à evolução do ser.

Nas primeiras fases da evolução anímica (da alma)

O espírito quase não tem livre-arbítrio e fica mais sujeito ao determinismo. Isso porque o exercício acertado da vontade requer conhecimento e experiência e, nessas primeiras fases de sua evolução, o espírito não os tem; falta-lhe, então, capacidade para melhor avaliação e escolha.

Nessa fase, Deus (através dos espíritos mais elevados) lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir.

O espírito é colocado diante de situações que não foram escolhidos por ele, mas planejadas por orientadores espirituais, a fim de estimular seu desenvolvimento intelectual e moral.
Ex.: Fica submetido ao instinto (que guia o ser aos atos necessários à sua conservação e a da sua espécie). Não escolheu o instinto, não o quis por sua vontade, mas sua inteligência ainda não desenvolvida não o poderia ajudar.

À medida que o espírito evolui

Começa a adquirir experiência, desenvolver suas faculdades. Passa, então, a ter alguma liberdade de escolha. Esse livre-arbítrio irá crescendo cada vez mais, até o espírito não mais ficar submetido a determinismo algum.

Mesmo porque, aperfeiçoando, o espírito entende o plano divino e a ele adere, cooperando voluntariamente.
Exemplo de Jesus: "Eu não busco a minha vontade e, sim, a vontade daquele que me enviou."
(Jo 5:30).

Ainda sofremos algum determinismo

Apesar de já estarmos na escala humana, há condições que nos são impostas pela Providência Divina, visando à continuidade obrigatória de nosso progresso.
Ex.: Encarnar e desencarnar (Jesus já transcendia a isso - Jo 10:17/18); habitar determinado mundo; enfrentar certo tipo de experiência.

É ainda por determinismo divino que, querendo ou não, estamos sujeitos à lei de causa e efeito, ao receber as consequências de nossos atos (bons ou maus), no mundo terreno ou no plano espiritual. Já tivemos o livre-arbítrio (ao agir) e, agora, a lei divina nos determina colhermos o resultado.

O determinismo em nossa vida

Podemos reconhecê-lo naquelas situações e acontecimentos muito importantes em nossa vida, capazes de influir muito em nossa evolução e que não provocamos nem tivemos oportunidade correta de avaliação e escolha. Parece que não exercemos nossa vontade, mas é que obedecemos a um programa divino.

É o caso das expiações e, também de certas provas: o mundo em que vivemos; grandes e inevitáveis sofrimentos; posição social e condições físicas em que nascemos; o encontro com certas pessoas, relacionadas ao nosso "destino".

Não há determinismo nos atos da vida moral

Assim, como numa viagem que programamos há certos pontos que estão previstos, também na nossa encarnação há algumas situações e acontecimentos preestabelecidos.
Entretanto, em qualquer caso, sempre temos liberdade para escolher o modo como enfrentar e reagir aos acontecimentos.
Ninguém é arrastado irresistivelmente para o mal; ninguém pratica o mal porque assim lhe esteja determinado.
A situação, o problema se apresentam, mas a decisão de como agir é do espírito; o bem ou o mal que fazemos é sempre responsabilidade nossa.

II. LIVRE-ARBÍTRIO E PROGRESSO

Nosso progresso se faz no campo do intelecto e no campo moral.

Começa com o desenvolvimento intelectual.

Conhecer é o primeiro passo no progresso; pelo intelecto é que tomamos conhecimento das coisas, pessoas, situações, causas e efeitos das ações.

Nem sempre há necessidade de experiência pessoal e direta; observando também se aprende, toma-se conhecimento.

Que, em sequência, engendra, produz, gera o progresso moral.

Conhecendo, podemos compreender pelos efeitos, o que é o bem e o que é o mal; então, já com conhecimento de causa, escolhemos o que vamos fazer.

Entretanto, assim, no campo moral, porque a inteligência, desenvolvida, aumentou nossa possibilidade de escolha. Aumentando o livre-arbítrio, aumenta, também, a responsabilidade.

O progresso moral decorre, pois, do progresso intelectual. Mas nem sempre o segue de imediato.

O homem não passa subitamente da infância à madureza. Também o espírito não passa, de súbito, de um estado moral a outro mais elevado.

Para entender se um ato é mesmo bom ou mau, é preciso que conheçamos seus efeitos mais ampla e longamente. Há coisas que, de momento, podem nos parecer boas, mas, depois, se revelam más (ex.: as tentações).

Às vezes, demoramos a estabelecer conotação entre uma causa e o seu efeito, por isso erramos repentinamente (ex.: o vício de fumar).

Enquanto estamos conhecendo (fase experimentação), às vezes aplicamos a inteligência para a prática do mal, pensando que é um bem. Mesmo havendo entendido que certo modo de agir é mau, teremos de lutar contra o hábito de praticá-lo, que havíamos cultivado.

Mas, ao final, pelo melhor entendimento, abandonaremos o mal e faremos apenas o bem.

O progresso é determinação divina (uma das leis naturais).

Por esse determinismo divino, o espírito evolui até a perfeição sem nunca retroceder.

O espírito pode estacionar temporariamente em seu progresso, se não usar ou usar mal as suas faculdades; mas nunca retrocede, pois jamais perde sua natureza nem suas qualidades e conhecimentos adquiridos.

O progresso dos espíritos é desigual, justamente porque depende do livre-arbítrio de cada um (de como encara e aproveita ou não as experiências e de como reage ao que acontece).

A meta final é a perfeição, ou seja, o desenvolvimento de nossas faculdades no mais alto grau que podemos conceber.

Os espíritos a ela chegarão, mais ou menos rapidamente, de acordo com o seu empenho pessoal em progredir e a sua aceitação à vontade de Deus.

A vida de Chico Xavier

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